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O DIREITO DE OPINIÃO

Por em maio 20, 2013

censura1-620x450Do latim opinĭo, uma opinião é um juízo de valor que se emite sobre algo questionável. A opinião também é aquilo que se acha relativamente a algo ou alguém, é o parecer (podendo ser favorável ou não) que se dá. Por exemplo: “Na minha opinião, trata-se de um grande jogador.”

É com esse conceito que vamos começar esse pequeno “editorial”. O Falando de Flamengo é o desdobramento da união de amigos que insatisfeitos com os desmandos da administração pretérita, se juntaram no ano de 2012 para contribuir, através de suas opiniões materializadas em textos publicados em diferentes blogs, na militância que acabou culminando na vitória da então chapa de oposição. Batemos sim! E batemos forte no grupo que vinha vilipendiando o nome Flamengo através de uma gestão amadora, inconsequente e desastrosa. Militamos sim! E, claro, dentro de nossas limitações, contribuímos para que “aquela que não se deve pronunciar o nome” fosse exemplarmente derrotada nas urnas, tirando o Flamengo de um futuro que já se demonstrava negro.

Comemoramos, batemos palmas, e congratulamos o grupo que se apresentava como a salvação da nossa História.

Mas cabe aqui o questionamento, motivo de todo esse blá-blá-blá: O fato de termos apoiado incondicionalmente uma proposta, nos tira o direito de darmos a nossa opinião? De apontarmos os equívocos que porventura encontramos, sem que antes tenhamos que passar por um “juízo de admissibilidade” da validade ou não dessa opinião? Viramos vacas de presépio? Agora, então, passamos a ter que concordar com tudo o que é feito ou dito por quem está no poder? E, se não concordamos, simplesmente passamos a ser taxados de “oposição”? Como assim? Como assim? Alto lá! Aqui não, violão!

censura-controle-socialDefinitivamente, não estamos aqui para formar opinião. Longe disso. Não temos essa pretensão. Também não criamos esse canal para fazer tipo ou para querer agradar A, B ou C. Não queremos o papel de “queridões” ou “politicamente corretos”. Jamais! Estamos aqui, sim, para debater e falar de Flamengo. Criamos esse canal para fazer valer o nosso senso crítico, fazer valer a nossa independência. Aplaudiremos e comemoraremos efusivamente as conquistas e também apontaremos os equívocos. É lógico que vamos sempre preferir escrever sobre nossos craques, sobre nossos ídolos, sobre nossas cores, sobre nossa história. Porém, sem dúvidas – como já tivemos a oportunidade de fazer – vamos render todas as homenagens àqueles que se dedicam em construir o Flamengo melhor administrativamente. O bom trabalho merece reconhecimento.

Não! Não somos oposição! Mas a camisa azul penduramos no armário no dia 03 de dezembro de 2012. Somos Flamengo. Somos vermelho e preto e estamos aqui para falar do Maior do Mundo.

Esta pluralidade Rubro Negra, é unânime no que tange à Paixão pelo nosso Time, mas é diversa em opiniões. E isso tem que ser respeitado. Algumas regras de convivência devem ser observadas e uma delas é o respeito ao próximo. É um trabalho que deve acontecer ao longo de toda a vida, para se garantir uma conduta ilibada. Estamos sujeitos à pessoas dos mais variados tipos, e isso testa diariamente nossa tolerância.

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Mas, temos a opção de sermos aquilo que querem que sejamos, ou de emitirmos nossos pensamentos com base naquilo que temos como princípios e, com isso, sermos questionados. O questionamento de maneira saudável, põe em pauta um fórum de troca de ideias muito produtivas. É inadmissível que a simples discordância de um determinado ponto de vista enseje atuações no sentido de não querer que ele (o ponto de vista) seja difundido. Aceitar a imposição – velada – de limitações, faz com que o argumento e a opinião própria fiquem fragilizados. Aquele que entra em rota de colisão na tentativa de inibir uma opinião diversa daquela que entende ser a correta, desrespeita o seu par. E o objetivo, seja qual for a opinião (ou o ponto de vista) é o melhor para o Flamengo.

É possível chegar a um consenso, desde que não tenhamos como enfoque olhar para o comportamento dos demais para definir o nosso. Simplesmente balançar a cabeça e dizer que tudo está perfeito, nos eximindo de opiniões contrárias, não nos agrega valor, e nos tira a oportunidade de sugerir melhorias.

CENSUR1Prezamos pelo respeito a todos, principalmente por aqueles, que assim como nós, entendem a responsabilidade que é vestir o Manto!

Estamos aqui para falar, comunicar e assegurar, através de nossa conduta transparente e ética, o fortalecimento da nossa relação com a Torcida, fundamentados em princípios de lealdade e de troca de informações.

Criamos este espaço alinhando nossas expectativas, integrando nossas idéias e objetivos para consolidar uma identidade cada vez mais forte para nosso site. Nossos valores sempre serão compartilhados por todos que compõe o Falando de Flamengo, sendo responsáveis pela formação de nossa identidade.

Esperamos sempre a opinião de todos que nos acompanham e promovem o aproveitamento desta contribuição em busca de um resultado comum. Consideramos a opinião de nossos leitores como valor fundamental de nossa motivação para cada vez levar mais informações e debates a esta imensa Nação!

0 Comments

  1. Martha Esteves

    20 de maio de 2013 at 19:35

    É proibido proibir. E é livre discordar.

  2. Paulo Cezar da Costa Mattos Ribeiro

    21 de maio de 2013 at 10:56

    Com 49 anos de associado, vi inúmeras coisas ruins acontecerem, mas também vi uma série de coisas boas, a maioria, se perpetuarem em minha memória. Diretor Jurídico, Vice do Fla-Gávea, membro eleito do Conselho Fiscal, Vice eleito do Conselho Fiscal, Vice eleito do Deliberativo e membro da Comissão Permanente de Assuntos Jurídicos do CD, dei a minha contribuição gratuita para o Flamengo. Com a vitória dos azulões, retirei-me momentaneamente, não por causa da derrota (quem disputa pleitos sabe que pode ganhar ou perder), mas por ter perdido para pessoas que, com todo respeito, desconhecem o clube, não tem história no Flamengo, e impuseram o peso da gastança, de forma jamais vista, para atingir seus objetivos eleitoreiros A prova está em gerir visando apenas o lucro e interesses ainda não muito claros, desrespeitando os outros esportes que ajudaram o Flamengo a ser esta potência de hoje.Quando os fatos não ajudam, trazem o Zico à baila para agradar os torcedores e a imprensa na tentativa de calar quem conhece os meandros do clube. Estamos voltando ao triste tempo das contratações impostas pelos empresários de sempre. O Flamengo virou sucursal do Grêmio. Executivos ganhando uma baba, sob o covarde silêncio de todos. Como consta no Editorial, quem questionar tudo isso é execrado, e colocado sob a suspeita de estar torcendo contra. Reitero os votos de que este site seja, de fato, democrático e permita que as opiniões sejam expostas de maneira livre e, sobretudo, respeitosas. Sucesso!

    • Gilsimar Cardoso

      2 de junho de 2013 at 14:34

      Eu não pactuo com sua opinião, o Flamengo não é de um grupo, não é de catedráticos, o Flamengo é do povo, FUTEBOL É QUE NOS REPRESENTA, no máximo o volei e o basquete nos representam com galhardia, os atletas do atual elenco em sua maioria é da diretoria passada, o Flamengo não faz prata da casa porque esses atletas são normalmente criados para serem individualistas e historicamente o Flamengo era coletivo. Os atuais dirigentes não são gremistas, são remunerados para trabalharem (ESPERO QUE ELES NÃO ESTEJAM COM CARTÕES CORPORATIVOS COMO FOI CITADO NO ANO PASSADO). Os caras tem 5 meses de serviço, os Presidentes anteriores tiveram tempos maiores e normalmente nos deram vergonha com elencos de pseudo atletas que chegaram a nos ofender com frases tipo FINGE QUE PAGA E EU FINJO QUE JOGO… Então DEMOCRATICAMENTE deixem eles trabalharem, independente se eles não conhecem o Flamengo como os senhores conhecem, ou então fiquem com a gávea o que a torcida quer é a camisa, o emblema, as cores tradicionais, o nome do Clube e o futebol….OS SENHORES PODEM FICAR COM O CLUBE E SEUS ASSOCIADOS, isso com certeza não interessa a torcida flamenguista. NOTA – não sou a favor de chapa azul ou rosa ou amarela, sou Flamengo e vou analisar o trabalho dos caras apartir do momento que eles errarem mais do que acertarem. ENQUANTO ISSO PRETENDO SER SÓCIO TORCEDOR, algo que nunca tive vontade de ser sócio do clube no passado recente (com muito oba, oba – sem auditoria contábil – contratações de pseudo atletas a peso de ouro como cala boca da torcida). Quero meu Flamengo de volta, mas com ideias atuais, time literalmente profissional, sem jogador achando ser dono do clube, atletas empenhados em jogar, sem vida social de ébrio ou boemio, quero atletas de esporte olimpico que tragam resultados para o clube formador, não quero atletas sanguessugas e MUITO MENOS QUERO ACEITAR OPINIÕES CONTRARIAS PRINCIPALMENTE DE PESSOAS QUE JÁ TIVERAM CHANCE DE AJUDAR O FLAMENGO E NÃO CONSEGUIRAM.

      • Paulo Cezar da Costa Mattos Ribeiro

        2 de junho de 2013 at 19:56

        Obrigado Gilsimar por externar suas críticas de forma educada,fato que me levou a lê-las até o fim. Ninguém é mais Flamengo do que ninguém, apenas uns têm ou tiveram mais vivência administrativa e política do que outros. Da mesma forma, ninguém é dono de nada, mas, dizem os mais antigos do que eu, e o Estatuto, que como associado proprietário,tenho uma lasquinha do patrimônio do Flamengo e devo me preocupar com ele. Nada mais. Torço para que tudo dê certo, mas, até agora, para o torcedor, condição que você enfatiza, as coisas parecem não andarem bem a despeito das imediatistas promessas eleitoreiras. Sei que as eleições passadas, com a ajuda da imprensa amiga, houve uma lavagem cerebral nos votantes da chapa azulada. Sem ofensas, tá? Não sei se você tinha idade ou acompanhou o período discricionário por que passou o Brasil, iniciado em 1964. Quando algum militar não honrava as diretrizes de comportamento ensinadas nas escolas militares e era apanhado em falcatruas, como as de hoje que são corriqueiras, a sujeira era jogada para debaixo do tapete e sempre um porta-voz de plantão bradava que tudo era mentira e o que queriam era ” denegrir as gloriosas Forças Armadas”. Ninguém ousava discordar porque o período era ditatorial, e a safadeza continuava, impune. Hoje, com a velocidade da informação e, em especial, a internet, fica difícil escamoter a verdade, conforme há notícias de fracassos nesse sentido na China e no Irã, para ficar só neles. A verdade sobrevive sempre, embora tenhamos que conviver com a mentira por certo tempo. Tenha certeza que nós dois somos muito torcedores, mas, como estive mais ligado aos meandros da Gávea, ainda que não concordasse com algumas administrações, creio poder falar de cadeira justamente por conhecer os atores por nome e sobrenome, que serão sempre os mesmos, não se iluda.É por isso, que as pessoas se reúmem em novos grupos, mas com velhas personagens, e prometem seguir com você num projeto e, lá na frente, traem com a maior cara de pau. E o pio: ainda manipulam os que estão no poder para abrir sindicância contra quem aponta as mazelas deles e de seus cupinchas.Na eleição dos azuis a traição grassou de montão.Numa eleição para presidente do Flamengo muitos milhões são gastos e inúmeras são as promessas, até de emprego. É por isso que as mudanças acabam ficando para depois. Vida que segue, porém. A única coisa que nenhum rubro-negro deve ser é ingênuo e acreditar piamente no que ouve.No mais, quando o Flamengo fizer um gol ou vencer um campeonato, sinta-se abraçado também por este humilde torcedor que insiste em não ser amordaçado por patrulheiros ideológicos (mais uma vez, não se ofenda, porque falo em lato senso), pois já vivi o bastante para saber que o que vale é seguir em frente.

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