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    SÓCIO TORCEDOR DO FLAMENGO E SEU “CERCADINHO”

    Por em junho 6, 2013

    por Hermínio Correa

    n_20130419183131_programa_socio_torcedor_arrecada_mais_que_a_peugeot_para_o_fla“Essa é a sua chance de ajudar a construir o Flamengo que sempre sonhamos. Compre um plano e ajude o Mais Querido a contratar os melhores atletas, ajustar suas contas, ganhar títulos e ser do tamanho que você sempre quis.”

     

    Comemoracao-Flamengo-Foto-Fla-Imagem_LANIMA20121115_0065_1Por muito, muito tempo mesmo, não tive condições de ajudar o Flamengo como gostaria. Atualmente venho tentando contribuir: Sou Sócio Proprietário do Clube, Conselheiro, envolvo minhas filhas com as cores Rubro Negras desde cedo… Mas ultimamente a “grande prova de amor Flamenguista” é ser Sócio Torcedor. Então, vamos lá… Tudo bem, não me oponho e sei que posso contribuir mais um pouco: Sou também Sócio Torcedor.

    Tenho certa aversão a essa “medida de amor” pautada em dinheiro. Na época do Maracanã da geral eu, que sempre optava pelas arquibancadas por conta da RRN, me emocionava em ver o gari, o catador, ou qualquer outro Flamenguista que estava na geral porque era ali que seu pouco dinheiro o permitia ser Flamengo.

    ST-flamengovazadoMas voltando ao Sócio Torcedor, é prevista uma prioridade escalonada, de 1 a 6 para compra de ingressos. Apenas lembrando o compromisso do programa com seus sócios. Por mais sorte do que juízo, apenas um jogo até agora colocou em xeque a inexistência de prioridades dentro do programa – a Final do NBB. Vou além: No período de venda a sócios, era possível obter ingressos para os não sócios.

    Ontem decidi viajar de Curitiba (onde moro) a Florianópolis para ver Flamengo x Náutico. Havia comprado meu ingresso via internet, com prioridade de Sócio Torcedor para a área VIP (Destinada exclusivamente aos Sócios Torcedores). Juro que era apenas para “ver” qual seria o tratamento, o diferencial. Como estava com mulher e um amigo nosso que não poderiam ficar nessa área, não ficaria no setor no decorrer da partida. Confesso que meu senso crítico me constrangeu de estar na área VIP: Um cercadinho, feito com cordas, separando algumas cadeiras exclusivas. Uma corda suspensa era o que me tornava “VIP” em relação aos demais.

    FITA DE ISOLAMENTOPensem vocês se dentro deste cercadinho houvesse ações de marketing dos patrocinadores? Ou mesmo do Clube? Brindes, sorteios, camisas, qualquer coisa! Qualquer coisa! Nada. Apenas uma corda. Minha mulher – que não é ST – questionou se realmente vale a pena; O amigo, que é ST de uma categoria diferente, não viu vantagem em pagar mais do que paga atualmente; E assim penso que qualquer outro fora do cercadinho também o estivesse pensando;

    Não existem atualmente atrativos reais que motivem alguém a fazer “os melhores” planos. Quem paga R$ 40, pagaria R$ 200 por quê? E quem não paga nada, pagaria mais de R$ 40 por quê?

    Enquanto isso, os de dentro e os de fora do “cercadinho” ouviam o sistema de som do estádio: “Quanto você pagaria para ver novamente um gol como o de Nunes em 1981?”

    flamengo_nautico3_cahemota.jpg95Hoje sou Sócio Torcedor mais como auxílio ao Clube do que pelo retorno que o programa me fornece. Acho que a grande maioria pensa de maneira similar. Agora, se o próprio programa não é capaz de motivar os que ainda não são a serem, ou os que já são a contribuírem com mais um pouco, utilizando para isso ações simples e possíveis que valorizem o Flamenguista além do “cercadinho”, sinceramente o meu esforço (e de todos que estão contribuindo) está sendo muito mal aproveitado.

    O Flamengo pelo qual eu contribuo, objetivando ser “do tamanho que eu sempre quis”, é capaz de romper a barreira do simples “cercadinho” exigindo menos do lado emocional do torcedor e retribuindo melhor qualquer esforço feito por nós. Parece-me simples, e precisa ser feito urgentemente. Antes que o programa morra.

    SRN Sempre,

    Hermínio

    Hermínio Correa nasceu em 1980, no Rio de Janeiro. É economiário e aluno do curso de graduação em Economia da UFPR. Mora em Curitiba, mas passou parte da sua vida em Belo Horizonte, onde teve uma de suas grandes emoções. Em 1987, aos sete anos, assistiu nos ombros de seu pai à arrancada de Renato Gaucho marcando o gol da vitória nos 3 a 2 impostos ao Galo pelo Flamengo de Zico, Bebeto e cia. Colecionador de Mantos Sagrados, considera 3 de março o segundo Natal de todo Rubro Negro, dia em que o salvador Zico nasceu. Colabora para o Blog da FlamengoNET desde 2008.

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