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    TAL PAI, TAL FILHO

    Por em junho 11, 2013

    image6E se passaram apenas sete dias desde a minha última e sempre desagradável aparição por aqui. Mas pareceram uma eternidade. De lá pra cá, eu já fui para Florianópolis, dormi no chão gelado de seu aeroporto (não sem antes passar direto por ele e conhecer todos os cafundós da Ilha da Magia), voltei correndo direto para o trabalho, dormi sentado na minha cadeira e… passadas menos de 48 horas já estava de volta à mesma Floripa, para pegar um busão para Criciúma, ver o Lohan tomar um banho de cerveja dos torcedores rivais, assistir o sapeca do Flamengo(como deve fazer sempre) sobre o pequenino time local, admirar a festa quase inacreditável da torcida anfitriã mesmo após a derrota, comer um hambúrguer, pegar outro busão voltando para a capital catarinense, ver o finalzinho do TUF, quase não conseguir vaga em hotel (e parar em um legítimo pulgueiro), tomar um táxi para o aeroporto, lamentar mais um atraso de voo, adicionar deusas desconhecidas no facebook copiando o nome delas no check-in da Gol, voltar para casa e… sair de novo para o trabalho! O que compensa é que, em troca de toda essa maluquice, recebemos merecidas férias.

    Flamengo-Criciuma-Foto-Ulisses-JobLANCEPress_LANIMA20130608_0128_30Os três pontos foram importantes. Até para o psicológico. Um mês de zona de rebaixamento ia ser foda. Mas o que me fez pensar mesmo foi a belíssima festa da torcida local, mesmo após o trágico revés.

    Não é assim que deveríamos ser? Apoiar INCONDICIONALMENTE e buscar solucionar os problemas fazendo-nos vozes ativas na política do clube ou debatendo seus problemas em fóruns adequados?

    Na verdade, sempre comparo minha relação com o Flamengo com a que mantenho com a minha filha de 8 anos, a única coisa que amo mais nessa vida do que o Mais Querido (talvez empate…). Quando ela tira nota baixa na escola, o que eu faço? Vou pra porta da escola vaiá-la ou procuro apoiá-la para que se saia melhor na próxima avaliação? Qual será a opção que vai dar melhor resultado?

    image-10Enfim, o Flamengo é isso. Nosso filho. Cada campeonato é um ano letivo. O presidente é o diretor da escola, a gente sempre reclama dele, mas ele está lá para decidir, às vezes com medidas impopulares. Às vezes, decide errado. E tem que ter muito culhão para mudar o rumo de tudo, como está prestes a acontecer. O técnico é o professor, literalmente. Se o aluno vai mal, a gente joga sempre a culpa em cima dele. Depois, a gente até percebe que não era bem assim, mas aí já era. E o programa Sócio Torcedor, o que seria? A explicadora, lógico. Quando a gente vê que o filho vai mal, nem pensa duas vezes, paga logo um reforço, para melhorar rápido. Mas nem sempre o resultado é imediato, confere? Mas, mesmo assim, ninguém pensa em parar de pagar ou não contratar, a não ser que a grana esteja curta. Até porque se está ruim com ele, pior sem ele. A explicadora é a tábua de salvação (como o Sócio Torcedor). Se não rola o reforço escolar, você pode tentar comprar um livro melhor, que pode contribuir mais do que o reforço (que seriam os produtos oficiais, licenciados). Você tem a opção também de ir lá na escola sempre ver como o moleque anda se comportando, ainda que a escola seja chique e te dê a opção de assistir à aula do pirralho online, através de uma câmera. E não é que é melhora o resultado conferir de perto? Isso não seria como ir ao estádio?

    CRF_HOTSITE_01Existem várias formas de apoiar seu filho ou seu clube. Se você está adotando alguma delas, parabéns! Se não está, fica difícil de reclamar quando o melequento aparecer com aquele boletim parecendo uma camisa do Inter, ou quando as coisas não vão bem no gramado. Eu sou Sócio Torcedor, vou a todos os jogos e compro dezenas de produtos oficiais. Cuido muito bem do meu filho. Talvez até o mime demais. Coisa de pai mesmo.

    Eu entendo que somos Sócios Torcedores do Flamengo e não da Chapa Azul. Eles vão embora e continuaremos pagando, porque o Flamengo vai ficar. E achei uma cagada colossal o tom impositivo do clamor por adesões que rolou no Orlando Scarpelli. Assim como virão outros acertos louváveis e cagadas retumbantes. O pessoal tem boa vontade, está se esforçando. Mas o mundo em que eles eram os fodões é bem diferente da escola que seu filho Flamengo estuda. Livro - Meu pequeno rubro negroA regra do jogo aqui é diferente e certamente irão acertar a mão com o tempo. Se desembestarem a fazer merda, nós, como legítimos pais, estaremos por perto, tomando conta, mas vamos reclamar lá na sala do diretor da escola. Jamais na sala de aula, vaiando ou xingando nosso filho na frente dos coleguinhas. E nem vamos abandoná-lo ou amá-lo menos porque o moleque não tira uma porra de uma notinha azul. Vamos pagar explicadora. Vamos comprar o livro. Melhor ainda, vamos lá aplaudi-lo! Ainda que o resultado não tenha sido o que esperávamos. Assim, ele vai melhorar, até porque pai que é pai conhece o filho e sabe que o trombadinha não quer decepcioná-lo. E por isso tem um puta orgulho dele. Mesmo nas derrotas, não é verdade?

    Então, assuma. O Flamengo é o seu filho. Cuide dele como tal.

    E não é que ele é a sua cara mesmo?

    2 Comments

    1. Arthur Muhlenberg

      11 de junho de 2013 at 10:39

      Sensacional!

    2. Lígia Santana

      25 de julho de 2013 at 00:50

      Adorei a foto com minha sobrinha! Lindos! =)

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