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    EM UM 12 DE JULHO QUALQUER…

    Por em junho 26, 2013

    644783f11719b5b488bc561b58b514d8Listar os inúmeros feitos do Mestre Junior seria praticamente uma ofensa ao qual do alto dos meus recém-completados 27 anos não tenho direito.

    Se você é perspicaz e cursou o ensino básico notará que pela minha idade não pude acompanhá-lo no auge de sua carreira como futebolista, porém não posso contar a minha própria história sem contar a história do “nosso” Junior.

    BAPor força da profissão de meu pai, sempre morei em muitos locais diferentes. E ele, ironicamente nascido no Rio, tornou-se cruzeirense ao passar a adolescência em Minas Gerais e agradeço a ele por nunca ter me imposto nenhuma filosofia, religião ou time de futebol.

    Apesar da maior parte da minha família ser carioca e flamenguista, hoje eu poderia estar escrevendo num espaço dedicado a qualquer outro time. Oportunidades não faltaram: o pai cruzeirense, o fato de passar uma boa parte da adolescência nos anos 90 em São Paulo, cercado de amigos paulistas comemorando todo tipo de título do Corinthians, Palmeiras ou São Paulo… Tudo isso poderia ter mudado minha vida, não fosse um 12 de julho qualquer…

    imagem-alunos-calendarioEm 1992 eu já gostava do Flamengo, adorava as cores vermelho e preto juntas, mas naquela idade ainda não era algo que realmente me cativava. Porém, em 12 de julho por força do acaso onde quer que eu estivesse (já lhes contei que me mudei muito?) a final contra o Botafogo estava passando e não me lembro de praticamente nada do jogo a não ser a imagem do Junior, fazendo o seu gol e pulando para comemorar com o Maraca completamente lotado, explodindo de alegria.

    junior_glo_15Ali tudo fez sentido. Ali eu ERA de fato e de direito rubro negro. Ali eu estava espiritualmente junto com toda aquela massa no Maraca, pulando de alegria. Creio que todo flamenguista já nasce flamenguista, mas todos sabem o dia e a hora que realmente souberam que ali estavam fazendo a sua escolha para a vida, e a minha foi a imagem do “vovô” pulando igual “garoto” comemorando o primeiro gol do que em pouquíssimo tempo seria o pentacampeonato brasileiro. O resto é a história do Flamengo e a minha história com o Flamengo.

    204414_1Com o risco de soar como um escritor barato, digo que o aniversário é do Leovegildo, mas quem agradece sou eu, Leonardo. Não fosse aquele gol e a inexplicável coincidência da vida de estar com a TV ligada no mesmo momento, o Mais Querido talvez não tivesse mais um apaixonado que todo dia acompanha, aplaude, xinga, torce e quer ver sempre o Flamengo no topo do mundo.

    Os muitos anos se passaram e tive a honra de, algumas vezes, ir ao Maraca com meu pai assistir ao Flamengo, e hoje apesar de ele mais uma vez morar em Minas Gerais, me liga depois de cada jogo pra comentar sobre o que achou do time. É… acho que o Flamengo lhe deve não apenas um, mas dois torcedores.
     
    Obrigado Maestro, devo cada sorriso e cada lágrima que o Flamengo me proporcionou a você!

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