DE VOLTA PRA CASA: YES, WE CAN!

zico_flamengo_alexandrevidal-5.jpg_95O maior ídolo rubro-negro sentenciou: “O Flamengo é Brasil!”

Como de costume, Zico acerta em cheio. O Flamengo tem estreita relação com o país que lhe serviu de berço, embora reivindique o status de nação dentro da nação. Assim como o que se vê nos dias de hoje nas ruas do Brasil, a Nação Rubro Negra precisa despertar e jogar o seu papel dentro do processo de transformação pelo qual o país passa. Sorte a nossa que antes mesmo do clamor das ruas, um novo time de rubro-negros resolveu reerguer o clube com base na transparência, na visão séria e comprometida, sem deixar de lado a paixão pela nação que nos une.

Mas para a transformação, é preciso enfrentar obstáculos compartilhados. O maior deles é a questão dos estádios pós-Copa. O Flamengo, assim como o Brasil, tem duas casas. O Brasil tem o Rio e tem Brasília. A primeira sustenta até hoje as origens e representa a construção da história do país no imaginário de todos. O país que se desenvolveu tendo como berço o Rio, construiu Brasília, capital da escala faraônica, símbolo da modernidade da época. O Rio então, perdeu a condição de capital para aquela que sem ele não existiria. Ainda assim, movido pela paixão, a cidade permanece como referência mundial de Brasil.

23637292O Flamengo também tem duas casas. A primeira é a Gávea. Ali na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, abençoado pela imagem do Cristo Redentor, no tímido estádio José Bastos Padilha vimos o surgimento de inúmeros craques e de uma geração única que nos levaria ao topo do mundo. Estes herdeiros da Gávea, foram decisivos para a construção da mística do Maracanã, nossa segunda casa. Sem eles, sem o Flamengo, o ex-Maior do Mundo não chegaria a cumprir seu ideal de templo maior do futebol mundial.

Hoje, está modificado. O velho Maraca, entrou na faca. Fez uma plástica completa e parece outro. Ainda assim tem lá suas marcas: continua gigantesco e mais do que nunca, pretende ser símbolo da nova modernidade brasileira, assim como Brasília foi meio século antes. Mas o Flamengo não pode deixar que a nova condição do Maracanã se imponha negativamente ao clube.

torcida-rubro-negra-no-maracaAssim como o Rio viabilizou o sonho de Brasília, o Maracanã só existe como mito porque um dia existiu a Gávea! O Flamengo não pode esperar chegar no fundo do poço para ver as condições adversas que se impõem no tema dos estádios. O novo modelo dos estádios brasileiros veio para ficar. Por isso, compartilho com vocês um sonho:

É preciso com urgência, pensar no resgate do estádio José Bastos Padilha, a Gávea. Viabilizar esse resgate não significa abandonar o Maracanã, e sim guardá-lo para as ocasiões especiais onde a sua grandeza dará aquele algo a mais nas conquistas que virão. A Gávea pode, e deve ser, a casa rubro-negra para os jogos que historicamente têm uma média compatível com o que se pode fazer ali.

Estadio-da-GaveaA primeira coisa a se fazer é definir diretrizes ajustadas ao momento atual do clube e do país. Lembrem-se: os sócios e as ruas clamam por seriedade e transparência, criticam a megalomania “novo-rico”, o desperdício de recursos e a roubalheira! As diretrizes para a recuperação do estádio José Bastos Padilha são as seguintes:

(i) Conter a sede de grandiosidade desmedida. A falta de uma casa própria não nos impediu de sermos uma nação. O que precisamos é de um estádio que atenda o limite mínimo para os jogos das fases iniciais da Libertadores. A exigência é de 20.000 lugares, não precisamos nem de um lugar a mais. Esse número também atende a média histórica do campeonato brasileiro, exceto nos anos de título, mas para esse momentos especiais, ainda assim, teremos o Maracanã.

(ii) Respeito ao lugar.  Temos o privilégio de estar no endereço mas maravilhoso da cidade. Por isso, temos que saber aproveitá-lo mas também procurar sempre soluções para os possíveis impactos, principalmente os paisagístico e logísticos.

Flamengo_projetoAqui é preciso destacar a necessidade de recuperar estritamente a condição de estádio. Nada de shopping-center como outras propostas do passado. A condição do bairro não permite mais um equipamento de fluxo diário e constante o que agravaria toda a logística de funcionamento local. A idéia de que é necessário lojas para pagar o investimento é desculpa oportunista, pouco transparente, e inviabilizadora da recuperação de nossa casa. É preciso se ter em conta também, a condição que se oferece para o futuro próximo.

Até 2016, num raio de aproximadamente 900 metros do estádio, estarão inauguradas três estações de metrô, penso que nem o Maracanã tem este privilégio. É uma nova condição de acesso que viabiliza a logística de funcionamento pontual do estádio, aos fins de semana e na parte da noite já fora do horário do rush. A possibilidade de contrapartida na qualificação do espaço urbano no entorno direto do clube e a preocupação com a redução ao máximo das alturas construídas é também um dado importante para respeitar e se adequar ao lugar.

06_mvg_romario8(iii) Gastar apenas o que realmente for necessário. A preocupação com a construção de uma estrutura singela, sem intenções megalômanas, a escolha de soluções construtivas e de acabamento condizentes com essa idéia, podem sim viabilizar valores viáveis para a realização da recuperação do estádio José Bastos Padilha.

A transparência no processo será igualmente fundamental. E nesse quesito a nova diretoria, que certamente abraçaria a idéia, poderia ser mais uma vez exemplo de retidão e seriedade na condução do clube.

Sócio Fla(iv) Recursos do sócio-torcedor. Outra possibilidade é a de direcionar os recursos do sócio-torcedor para a construção de patrimônio efetivo do clube. Talvez esse seja um incentivo a mais para o torcedor rubro-negro apoiar financeiramente o clube. Ver os recursos se materializando efetivamente, é um alternativa importante ao investimento em compra de jogadores e pagamento de salários que, por mais que a diretoria se esforce em mostrar o contrario, tem sempre um componente de intransparência intrínseco aos acordos de negócios.

É verdade que há ainda uma batalha política a ser travada para viabilizar a recuperação do estádio José Bastos Padilha, a nossa Gávea. Dessa luta o Flamengo – diretoria, sócios e torcedores – não pode se ausentar.

268282_450552048339582_420329248_nA principal questão é demonstrar que é possível. Dialogar com o poder público e a sociedade para aparar as arestas para a viabilização do sonho. É importante ter em conta que as condições atuais são muito diferentes de cinco, dez, vinte, anos atrás. Hoje, valoriza-se a construção de projetos sérios, transparentes, de custo controlados, que respeitem o lugar e que sejam, fundamentalmente, sustentáveis na sua construção e utilização!

A recuperação do estádio José Bastos Padilha, significará o resgate de um passado de glórias e o planejamento para um futuro ainda mais promissor.

Como diria o genial Oscar Niemeyer:

“A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem…”

27 comentários em “DE VOLTA PRA CASA: YES, WE CAN!”

  1. Rubronegros de coração, da arquibancada e da imprensa, adotaram a ideia da construção do estádio proprio como principal meta a ser perseguida pelo clube…Discordo total !! FLAMENGO precisa centro de treinamento para revelar jogadores e time de craks para ganhar sempre e aumentar cada vez mais a torcida !!!

    1. Varney, na verdade, a construção de um estádio na Gávea não impede de forma alguma a existência do Ninho. A estruturação do centro de treinamentos e a contratação e/ou formação de craques é um outro assunto. É verdade que este texto não contempla o tema mas nem por isso considera que uma ação exclui a outra. Acho que é uma questão importante e urgente mas não a principal, a principal é a bola entrar, mas para isso muitas outros temas precisam estar na pauta e ter respostas.
      Lembro que os clubes que se destacam pelo centro de treinamento como o São Paulo, o Grêmio e outros, possuem estádio próprio.
      Os que não possuem como o Cruzeiro, começam a sentir o peso do novo modelo dos estádios brasileiros.
      E ainda, só para sublinhar a importância da Gávea, a mais importante geração de craques rubro-negros não tiveram como ninho o estádio José Bastos Padilha?
      Um abraço e obrigado pelo comentário, é assim, dialogando, que podemos construir um Flamengo melhor.
      SRN
      ALP

  2. O Fla tem q se planejar! vai na Europa e visita os estádios que custaram pouco.
    Ex:
    Cornellà-El Prat (estádio do Espanyol de Barcelona) que custou 90 milhões de euros!
    O da Juventus custou €120 milhões
    Um projeto bem legal é o do Coface Arena na Alemanha, que custou 60 milhões de euros, na época,se não me engano era 140 milhões de reais. 65% da construção foi usado materiais pré-moldados! Ele tem capacidade de 34 mil pessoas, mas isso com uma parte dessas pessoas em pé, mas que pode se converter para q a galera fique sentados

    1. Johann, é certo que conhecer os exemplos internacionais são importantes.
      Falo por experiência própria, te confesso que essa discussão se baseia muito em exemplos internacionais mais especificamente na experiência lusitana que acompanhei de perto nos seus sucessos e fracassos.
      Mas é importante lembrarmos que estamos no Brasil e temos que fazer estádios correspondentes com a nossa realidade, sempre com conforto, segurança e beleza, claro.
      Lembro também que o Brasil, por conta da FIFA, cometeu o erro (pelo menos na minha avaliação) de construir aqui “arenas européias” que custam infinitamente mais do que o necessário, e é por isso que o país foi para a rua cobrar dos governos e da FIFA este exagero.
      Dos teus exemplos conheço o de Barcelona com mais profundidade.
      Foi feito para ser o Estádio Olimpíadas de 92 (quem não lembra da flecha que acendeu a pira olímpica?), nesta condição tem custos agregados muito além do que me parece necessário e, hoje, está subutilizado.
      Para mim é claro: para termos um estádio que dê resposta as nossas necessidade precisamos única e exclusivamente construir o necessário, sempre com qualidade, segurança e beleza!
      Obrigado pelo teu comentário!
      SRN
      ALP

      1. Concordo que o Fla tem que construir um estádio de pequeno ou médio porte, e na Gávea seria o ideal. Mas acho que a prioridade no momento tem que ser o término do CT que é muito mais barato, já está com boa parte pronto e é fundamental para os atletas! O CT nesse momento traria mais resultados para o Fla do que um estádio. Pra construir um estádio o Mengão teria que fazer acordo complexo com alguma construtora, já o término do CT se o clube fizer uns 4 jogos em Brasília ou vender uns 3 moleques dos juniores consegue grana pra isso! Minha sugestão para construtora seria aquela que fez o novo Independência em Minas. Se o Fla tivesse um estádio como aquele na Gávea, seria fantástico. O América MG queria fazer um estádio novo mas não tinha muito espaço no seu campo antigo. Porém, os caras conseguiram num espaço pequeno construir um ótimo estádio!

      2. Rafael Mendes, só quero fazer algumas ressalvas:
        Primeiro: terminar o CT é claramente importante, e como você mesmo diz, tem um custo baixo e não pode ser um problema. Já devia estar pronto! Não estando mais cedo ou mais tarde estará.
        Um estádio requer muito mais movimentação econômica e política. É preciso plantar o sonho…
        Segundo: Sobre ser ou não o momento, discordo de ti. A hora é agora em que o assunto está na pauta, ou agarramos ou perdemos a oportunidade!
        Um estádio singelo pronto até 2016 pode ainda conseguir algum tipo de incentivo se vinculado de alguma forma aos Jogos Olímpicos (campo de treino por exemplo, futebol feminino, tantas coisas…), depois disso a fonte vai secar para valer…
        Por último: ACORDO com construtora?!?! Esquece isso!!! O Flamengo tem que ter um CONTRATO com uma construtora!
        O Flamengo tem que construir seu estádio não pedir para outros fazerem. Esse modelo de acordos é o que se prolifera nas arenas da Copa e veja no que dá…
        Abraço e vamos continuar debatendo!
        SRN
        ALP

      1. Márcio, como eu disse a luta política será difícil mas não temos que nos posicionar como derrotados desde já.
        O diálogo com todos os atores envolvidos é importante e temos que discutir todos os pontos e nos adaptar a demandas e obrigações. Não somos exceção às regras do jogo da cidade, mas tampouco é a Associação de Moradores ou a imposição da Administração.
        Diálogo e adaptabilidade é tudo para que se consiga realizar este sonho
        Abraço e SRN
        ALP

      2. andre, eu moro no leblon e conheço bem o que estou falando, e posso afirmar, sem querer ser derrotista, duvido que liberem esse projeto, apesar de concordar com voce sobre a viabilidade desse estádio na gavea e tambem ser totalmente favoravel a ele.Acontece que eles tem um poder politico fortíssimo e serão radicalmente contra. SRN

  3. Todos falam que o Flamengo precisa de estádio , e precisa sim . mas nós torcedores somos a nação e Brasil é nosso casa . em qualquer parte do país estaremos em casa . quem precisa de casa é o time do Flamengo . não adianta investir em estádio pequeno para jogar contra equipes pequenas e ir para o maracanã fazer jogos importantes . a idéia de “casa” é quando o time conhece cada espaço do gramado ,aonde tem aquele morrinho artilheiro , enfim ficam a vontade. e isso só se consegue jogando no mesmo campo e estádio. (um exemplo : quando você recebe uma visita importante em sua casa , você pede a casa do vizinho emprestada) . provavelmente não . então ,na nossa casa quando acaba a energia andamos por ela sem enxergar nada , porque conhecemos cada canto dela ,até mesmo aquele desnível no piso . o Flamengo precisa de uma casa pra se chamar de sua , onde o jogador conheça cada metro do campo e em sincronia com a torcida poder fazer prevalecer o mando de campo sempre .

    1. Abraão, concordo contigo em parte.
      Mas há uma nova condição que se impõe: o novo modelo de uso dos estádios.
      Não creio que isso vá ter uma reviravolta.
      Para mim, na condição anterior de estádio, e não de arena, o Maracanã seria nosso!
      A questão econômica pega pesado.
      Mas vamos pensar juntos:
      Hoje o Flamengo teria uns 10/11 jogos com os 3 times grandes do Rio, 3/4 em São Paulo, 2 de Minas e 2 do Sul. Esses para mim são grande jogos no Maracanã. Com todo respeito aos outros times, não vejo necessidade de jogar com o Náutico, Ponte Preta, etc no Maracanã porque isso terá um custo para o clube sem garantia de casa cheia.
      Não vamos pedir emprestado ao vizinho, vamos fechar um negócio!
      Podemos nos dar ao luxo de não otimizarmos a receita de quase metade dos jogos em casa?
      No nosso estádio, podemos gerir internamente a venda antecipada, promoções e etc que podem ser fundamentais para garantir a receita do clube.
      No estadual é pior: o Flamengo jogou 7 jogos na fase de grupos em casa onde apenas dois seriam viáveis para o Maracanã!
      Sem falar na Copa do Brasil, Sul-Americana e Libertadores quando estivermos por lá!
      Conheceremos cada pedaço do gramado de duas casas: da Gávea e do Maracanã.
      E digo mais, ainda assim poderemos mandar jogos em outros lugares do Brasil sempre que for conveniente e rentável para o clube.
      Valeu pelo comentário!
      SRN
      ALP

      em tempo: esse papo de faltar luz é coisa lá da Colina…

  4. é lógico que precisamos de estádio …… é uma vergonha clubes que não tem metade do tamanho que o flamengo tem e tem seu próprio estádio …vide américa…volta redonda …macaé etc….. essa desculpa de que a casa do flamengo não cola mais…… o desgaste das viagens …… o clube sem ter um estádio que tenha uma identificação ….. o flamengo tem que ter seu caldeirão seu estádio e fazer de lá sua arma como mts fazem !!!!

  5. Concordo que o Fla tem que construir um estádio de pequeno ou médio porte, e na Gávea seria o ideal. Mas acho que a prioridade no momento tem que ser o término do CT que é muito mais barato, já está com boa parte pronto e é fundamental para os atletas! O CT nesse momento traria mais resultados para o Fla do que um estádio. Pra construir um estádio o Mengão teria que fazer acordo complexo com alguma construtora, já o término do CT se o clube fizer uns 4 jogos em Brasília ou vender uns 3 moleques dos juniores consegue grana pra isso! Minha sugestão para construtora seria aquela que fez o novo Independência em Minas. Se o Fla tivesse um estádio como aquele na Gávea, seria fantástico. O América MG queria fazer um estádio novo mas não tinha muito espaço no seu campo antigo. Porém, os caras conseguiram num espaço pequeno construir um ótimo estádio!

    1. Repetindo o que respondi lá em cima…

      Rafael Mendes, só quero fazer algumas ressalvas:
      Primeiro: terminar o CT é claramente importante, e como você mesmo diz, tem um custo baixo e não pode ser um problema. Já devia estar pronto! Não estando mais cedo ou mais tarde estará.
      Um estádio requer muito mais movimentação econômica e política. É preciso plantar o sonho…
      Segundo: Sobre ser ou não o momento, discordo de ti. A hora é agora em que o assunto está na pauta, ou agarramos ou perdemos a oportunidade!
      Um estádio singelo pronto até 2016 pode ainda conseguir algum tipo de incentivo se vinculado de alguma forma aos Jogos Olímpicos (campo de treino por exemplo, futebol feminino, tantas coisas…), depois disso a fonte vai secar para valer…
      Por último: ACORDO com construtora?!?! Esquece isso!!! O Flamengo tem que ter um CONTRATO com uma construtora!
      O Flamengo tem que construir seu estádio não pedir para outros fazerem. Esse modelo de acordos é o que se prolifera nas arenas da Copa e veja no que dá…
      Abraço e vamos continuar debatendo!
      SRN
      ALP

  6. Estádio próprio é um importante pilar financeiro de um clube. Na minha opinião o Flamengo deveria ter 2 planos. Plano 1 – Construção de um Estádio de 60 mil lugares em uma região logisticamente favorável (complicado nos dias de hoje), para mandar jogos de pequeno, médio e grande porte, abrindo mão totalmente do Maracanã e consequentemente das imposições contratuais propostas pelos seus administradores atuais. Plano 2 – Algo bem similar ao modelo apresentado na matéria. Para evitar o sentimento de não ter uma casa no Rio até a construção de um dos estádios o Flamengo poderia reformar o estádio do Campo Grande, que tem capacidade para 25 mil pessoas, é longe mas é mais perto que Raulino e Moacirzão. Eventualmente, dependendo do jogo, o Flamengo poderia jogar fora do Rio ou pagar pela utilização avulsa do Maracanã.

    1. Gabriel, obrigado pelo teu comentário.
      A construção de mais um estádio de grandes proporções na cidade do Rio de Janeiro não parece ser opção sustentável.
      Nós já pagamos a construção de dois nesse modelo, independente de estarem sob administração deste ou daquele grupo: o Maracanã (2 vezes) e o Engenhão (e já vamos com uma nova cobertura) foram pagos com dinheiro público, logo saíram do nosso bolso.
      Não podemos desprezar isso!
      O Maracanã tem uma história que não pode ser desprezada.
      Temos é que fazer as contas e perceber que por vezes ele não será viável economicamente da mesma forma que não seria um outro estádio de grandes proporções, onde quer que seja. Jogar jogo de pequeno e médio porte num estádio de 60 mil é jogar dinheiro fora do mesmo jeito.
      O Grupo que recebeu hoje a chave, e agora administra o Maracanã, está administrador do Maracanã, não é o dono do Estádio. O mesmo Grupo esteve a frente da Marina da Glória e por incompetência e más intenções com o futuro do lugar perdeu a concessão do espaço. Tudo pode sempre mudar… Depende das negociações, mas o Flamengo só deve fazer o que é melhor para o clube!
      Para mim a reforma do estádio do Campo Grande, que eu não conheço, implica em duas questões: uma é colocar dinheiro no que não e nosso, outra é a questão da acessibilidade que certamente não será tão boa quanto a Gávea. Um dos motivos da dificuldade de lotar o Engenhão é claramente a dificuldade de acesso, mesmo com o a presença do trem.
      Abraço e SRN
      ALP

  7. Concordo com tudo que você falou. O Fla precisa sim priorizar a reforma da Gávea e deixá-la viável para comportar até 30 mil pessoas. Não precisamos deixá-la luxuosa, basta um local simples, mas organizado, limpo e com as coisas no seu devido lugar. Vários estádios ingleses são bastante antigos e tem suas instalações bem simples, como o Anfield, do Liverpool, mas não há nada quebrado ou sem estar impecavelmente pintado. Isso tudo porque a licitação do Maracanã, da maneira que foi feita, inviabiliza a sua utilização pelos clubes. Infelizmente, no embalo que vai, o velho Maraca será apenas um novo Wembley, sem identificação com qualquer clube.

    1. É isso Vandique, a experiência inglesa é repleta de ótimos exemplos de estádios pequenos e médios!
      Tua proposta de um número de 30 mil pessoas é obviamente interessante, mas resulta numa estrutura maior e mais cara, além dos impactos paisagísticos e de logística que isso implica e gera tormentas nas negociações políticas.
      O perigo é inviabilizar o sonho na ânsia de querer mais…
      Espero que estejas errado na questão do Maracanã… mas é também um risco.
      Não podemos desprezar nossa história!
      Que ele possa ser logo palco de grandes glorias Rubro Negras!
      SRN
      ALP

  8. André,

    Talvez não tenha me expressado como gostaria. A sugestão de reforma do estádio do Campo Grande seria para ser utilizado somente no período de construção do estádio. Com certeza o acesso a Ítalo del Cima não é dos melhores(além de ter estação de trem ali perto), mas comparando com Volta Redonda e Macaé acho uma opção mais interesante. Além disso o $$$ da reforma poderia ser rateado entre prefeitura( uma vez que o estádio tem potencial para servir de centro de treinamento nas olimpíadas) e Flamengo ou até Fluminense e Botafogo por exemplo. Com relação a viabilidade da construção de um estádio de 60 mil lugares, concordo que jogos de pequeno porte podem dar prejuízo a curto prazo, mas a longo prazo um se torna bem interessante. Ainda mais quando se pensa em ter um programa de sócio torcedor efetivo, a primeira coisa que precisamos é de uma estádio que comporte o programa nas dimensões que o Flamengo projeta. Com relação a possíveis mudanças na regras de concessão do Maracanã, acho pouco provável que futuramente abram para os Clubes. Não podemos contar com o ovo no fiofó da Galinha. Sai o grupo atual e entra outro sempre defendendo seus interesses próprios.

    Abraços

    1. Entendi Gabriel, concordamos em parte com as mesmas coisas.
      Temos sim que ter uma relação entre o tamanho da nossa torcida e um estádio que dê resposta a isso, mas continuo achando que para esses momentos onde mostramos toda a nossa infinita grandeza temos que utilizar nossa segunda casa e colocar lá os mais de 70 mil que cabem no Maracanã!
      Um dia a galinha põe o ovo…
      SRN
      ALP

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