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    A NAÇÃO RIO E A CASCA DE BANANA

    Por em julho 19, 2013

    banana1Logo na minha tenra infância e em meus primeiros momentos na escola traumatizou-me a história do João Banana. Um conto curto aonde o protagonista, com fama de ser o maior preguiçoso da cidade, está em um cortejo fúnebre e ocupando o papel principal, o de defunto.

    Lá pelo meio do caminhar, João Banana abre os olhos e desperta. Após breve e compreensivo tumulto na multidão que achava estar acompanhando João Banana em seu último passeio até o cemitério local, alguém pergunta para o ex-defunto se ele aceita uma banana, sua comida favorita. João então questiona ainda meio atordoado: “Banana com casca ou sem casca?”. Ao lhe estenderem um pequeno cacho com meia dúzia das tais frutas, envolvidas em suas respectivas capas naturais amarelas, João Banana coça a cabeça pensativo… E decide voltar atrás no seu despertar. “Com casca? Vou ter esse trabalhão todo pra comer? Bem… Pode seguir o cortejo e realizar o enterro conforme programado”.

    Fiquei assustado quando li esse conto. Um tanto quanto precoce, fiquei ali no meu banco de fundo da sala do primário pensando: “Como podem dar para as crianças lerem… Uma história que vai terminar com alguém sendo enterrado vivo?”

    homerTenho sofrido alguns traumas com a “Nação” Rio também. E tal qual na história que me assombrara os primeiros dias no colégio, a PREGUIÇA aqui também é personagem principal.

    Tenho criticado lá em casa (o Twitter), e com freqüência que impede a minha defesa se alguém me chamar de chato, o fato do Flamengo praticamente não jogar mais em solo carioca. Ou pelo menos em terras do interior do Estado.

    Sem argumentos lógicos no campo financeiro, já que a maquininha caça-níqueis lá de Brasília não cansa de estampar em seu visor três escudos do Flamengo, soar o alarme e despejar uma nota azu… Ops… Uma nota preta nos cofres do Mais Querido, não tenho pudor nenhum em afirmar que meu protesto é oriundo em parte do meu egoísmo “mermo” de querer o Flamengo jogando aqui perto de mim. Mesmo sabendo que, até o limite que o dinheiro dá (e na maioria das vezes além até mesmo desse limite), não me faço de rogado e saio por aí pelos aeroportos e rodoviárias da vida atrás da minha paixão.

    20130628191218_656Pois bem.

    Não só eu, mas um montão de urubu reclamando da longa ausência do Flamengo em seu estado Natal. Em desespero e posso até dizer que em crise histérica, já comecei até a macular o sagrado nome e rebatizar para Flamengo-DF.

    Aí… Aí… O Flamengo nos dá a honra de incluir o Rio de Janeiro, ainda que em Volta Redonda, na sua turnê mundial. Resultado: pouco mais de 2.000 pessoas presentes no estádio.

    21389_3144823755812_906784385_nMesmo com os agravantes: preço caro (apesar de ter ingresso grátis para uma pá de ST), jogo tarde e ao vivo na telinha e, segundo me informaram, um show gratuito em algum canto da Cidade do Aço. Mesmo com tudo isso… Patética a presença da “Nação”.

    E o pior de tudo: Duvido muito que se fosse no interditado Engenhão de Farinha passaria de 5.000.

    Você, membro da “Nação” Rio que NUNCA está no estádio. Seja ele em Volta Redonda, em Macaé ou ali do lado no apodrecido Engenho de Farinha. Você mesmo. Cada um faz o que quer da sua vida e suas paixões, mas pense duas vezes antes de debochar da quase inexistente torcida do Botafogo, por exemplo. Pense mesmo.

    *     *     *

    CURTAS

    INSANO. Além de poucas testemunhas, o elenco do Flamengo que aquecia perto do alambrado no Raulino de Oliveira, ainda teve que aturar um “torcedor” retardado que passou todo o tempo ofendendo (??!!) nossos jogadores. Nesse caso os membros da Ausente Nação Rio são até melhores. Não quer ajudar, pelo menos não atrapalha.

    FLA MOCHILA DESCONTROLADA. Acredito que os membros das torcidas organizadas oficiais, que já se acostumaram a encontrar os mochilanos em tudo quanto é estádio por aí afora, devem duvidar um pouco da sanidade mental dos integrantes da Fla Mochila. O tempo infinito que esse povo passa às gargalhadas por qualquer besteira é deveras estranho. Estou incluso nisso aí.

    PILOTO DE FUGA. Palmas para Zé Paulo da Fla Mochila que teve um desempenho brilhante na estrada após o jogo, mesmo sob um forte nevoeiro, e permitiu que todos nós tivéssemos mais parcas horas de sono do que imaginávamos, antes da labuta nossa de cada dia.

    One Comment

    1. VARNEYJOSE

      19 de julho de 2013 at 11:00

      Diretoria do FLAMENGO vacilou totalmente ao trazer jogo com ASA para VR…a começar pelo depto de futebol que cedendo a exigencias descabidas dos atletas , trouxe o jogo para local “disponível” ao desejo dos jogadores; demonstração de fraqueza…
      O depto de marketing por sua vez, não moveu uma palha para promover um jogo cuja renda seria integral/ nossa,e que poderia render algum dinheiro mesmo não sendo realizado em BRASILIA; dinheiro sempre faz falta…OU NÃO !?
      Vacilou tambem a presidencia que não exigiu de seus dirigentes a postura profissional que evitaria esse fracasso de fazer um espetáculo com o FLAMENGO para menos de 3mil pessoas…

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