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    VOLTANDO A FALAR DE ESTÁDIO: BONS VENTOS SOPRAM!

    Por em agosto 22, 2013

    Há pouco mais de um mês escrevi aqui no Falando de Flamengo um artigo defendendo a construção de um estádio na Gávea com o título “De volta para casa: Yes we can!”. Nele relembrei que o Flamengo possui duas casas indissociáveis na história do clube: a Gávea e o Maracanã. Na primeira o Flamengo deu seus primeiros passos e formou a geração mítica que faria do segundo seu palco principal. Afirmo com todas as letras que um não existiria como conhecemos sem o outro.

    Em encontro na Sede da Gávea, com a diretoria, e também no fechamento de um acordo competitivo até o fim do ano, pudemos observar uma postura firme na condução das negociações em favor do Flamengo. Nas entrelinhas do encontro ficou a sensação de que o Flamengo negocia mais do que o uso do Maracanã e que a Gávea faz parte desta pauta.

    Ontem, dia 21 de Agosto de 2013, o Blog do Rodrigo Mattos do UOL, nos presenteou com uma boa notícia que confirma este entendimento. Existe uma conversa preliminar com a Odebrecht, parceira de maior peso dentro do consórcio Maracanã, para “levantar uma arena na Gávea para 25 mil pessoas”. Uma bola dentro da diretoria do clube! Negociar com o consórcio pondo na berlinda um modelo de parceria onde a ligação entre as duas casas rubro-negras podem se potencializar, consolida de forma inteligente a parceria histórica dos dois personagens maiores do futebol brasileiro.

    Rodrigo afirma que o problema maior é conseguir as licenças necessárias do poder público. É verdade! Será uma luta política importante, onde o papel do projeto desenvolvido será crucial para superar todos os obstáculos.

    Longe de mim afirmar que aquele texto publicado no Falando de Flamengo tenha sido decisivo na escolha desta estratégia, aliás, rubro-negros de tradição no clube já defendem esta hipótese há muitos anos, como o ex presidente Marcio Braga e sócio emérito Lysias Itapicurú. Todavia, confesso que gosto de imaginar que o texto pode ter colaborado, mesmo que de forma singela, para este caminho. E é com esse espírito que me move, de rubro-negro apaixonado, de sócio proprietário do clube, de arquiteto e urbanista que estuda a cidade maravilhosa há mais de dez anos, que peço licença para elaborar alguns tópicos que imagino que possam contribuir para um estudo que torne viável a realização desse sonho.

    Resgato alguns pontos do texto anterior e um novo que resume o tema:

    (i) “Conter a sede de grandiosidade desmedida.” A possibilidade de um estádio de 25.000 lugares como nos traz a notícia é muito interessante. Só lembro que 20.000 lugares é o número necessário para a libertadores (exceto final). Ainda tem muita gente que fala em uma arena (Estádio é muito melhor não é?) de 40.000 lugares, quero lembrar que não há mágica! Quanto maior o número de assentos, maior e mais cara a construção e a manutenção, além de crescer os impactos na vizinhança e estes devem ser mitigados de todas as formas viabilizando as permissões do poder público.

    (ii) “Respeito ao lugar.  Um endereço único na cidade”. O ponto anterior é também importante neste segundo tema, qualquer projeto deve responder com cuidado à ambiência local.

    O Blog do RM levanta a questão do impacto no trânsito. Os jogos acontecem fora dos horários de pico, a partir das 22h e nos fins de semana, além disso há previsão de três novas estações de metrô num raio de 900 metros, com isto esta questão do trânsito fica quase que superada e, ainda assim, o acesso por automóvel individual pode ser desestimulado de várias formas.

    (iii) “Gastar apenas o que realmente for necessário”. A postura da atual diretoria de retidão nas finanças vem ao encontro deste ponto e este tem relação direta com as decisões de projeto. Não podendo esquecer os gastos com a manutenção, afinal são estes que viabilizarão o estádio no longo prazo.

    (iv) “Recursos do sócio-torcedor”. Esta foi uma possibilidade sobre questões financeiras levantada no texto passado. Mas em havendo negociações com a construtora Odebrecht, este tema pode ser tratado de outra forma, tenho certeza que os craques das finanças que assumiram o clube serão capazes de equacionar  outras possibilidades. Mas estejam certos se a Nação for chamada para ajudar, pode contar com ela!

    (v) O último e novo ponto que resume tudo: “O Projeto“.

    Se formos capazes de equacionas estas questões, penso que pode ser possível propor condições e valores viáveis, não para a construção de uma nova arena, mas sim para a realização da recuperação do estádio José Bastos Padilha, e do resgate de uma história de sucesso através da ampliação da parceria entre Flamengo e Maracanã.

    Salve, Salve! Bons ventos sopram!

    56 Comments

    1. Anderson

      22 de agosto de 2013 at 18:24

      Um texto muito bem escrito, não com sonhos mirabolantes, mas expondo pontos sólidos e viáveis, seria um belo presente não apenas para os torcedores mas sim para o Rio de Janeiro em si afinal um estádio hoje em dia não é apenas palco de jogos, mas também de shows, e outros eventos, além de que a estrutura hoje é quase uma obra de arte onde a galeria é a rua, sou um defensor de termos a nossa casa própria mas sem jamais esquecer o nosso amado maracanã, e seria a realização de um sonho, espero que se torne realidade

      • André Luiz Pinto

        22 de agosto de 2013 at 18:29

        Anderson, Valeu! É isso mesmo!

      • paulo henrique

        23 de agosto de 2013 at 16:09

        ótimo texto!!! acho que seria muito bom não só para o flamengo mas também para os cariocas.

        • andrepinarq

          23 de agosto de 2013 at 16:16

          Valeu Paulo!
          SRN

    2. Bruno

      22 de agosto de 2013 at 18:43

      Seria fenomenal. Apenas receio que jamais permitirão a construção do estádio na Gávea, em virtude do esvaziamento do Maracanã.

      • andrepinarq

        22 de agosto de 2013 at 19:23

        Bruno, esse talvez não seja um motivo. O Maracanã com público de 20 mil não deve ser rentável. A conta não fecha! Por isso bons ventos nessa tratativa da diretoria com a Odebrecht! A parceria em complementaridade não em competição pode ser a solução ideal!
        Abraço

    3. Leonardo Lima

      22 de agosto de 2013 at 19:58

      Realmente seria maravilhoso ! Todos sabem também de todas dificuldades que tem por trás disso, principalmente o lance com a associação de moradores do leblon e da dificuldade pelo local, ficar “colado” no Miguel Couto.
      Agora saindo do papel, o flamengo entrará em um patamar que se espera de um flamengo.

      • andrepinarq

        22 de agosto de 2013 at 21:55

        Leonardo, é uma batalha importante! E como escrevi é a ferramenta do projeto que poderá dar a resposta que equacione todos os interesses e necessidades.
        Abraço

        • Leonardo Lima

          22 de agosto de 2013 at 22:39

          Eu como torcedor do flamengo, quero essa guerra vencida por nós quero muito ver esse projeto nos levar a sermos reconhecidos não só como clube de maior torcida, mais o clube que tem um dos melhores centros de treinamento do mundo, que tem uma casa digna e que continuará a ter suas grandes conquistas no Maracanã.
          Só um pedido vamos parar com esse negócio de arena, vamos tratar como estádio esse conceito fifa é péssimo e totalmente equivocado.
          Obrigado pelo retorno !!!

        • andrepinarq

          23 de agosto de 2013 at 10:13

          Leonardo, também voto em ESTÁDIO!

    4. VARNEYJOSE

      22 de agosto de 2013 at 19:59

      Meu ponto de vista é que a construção de um estádio pelo FLAMENGO, só interessa a ODEBRECHT e mais ninguem…eles são construtores, ganham dinheiro construindo; o FLAMENGO é um clube de futebol, lida com arte e entretenimento, precisa exclusivamente de um palco para se apresentar; seja o NEWMARACA, seja em BRASILIA ou na CHINA (alem, claro de um espaço de recreação para os associados,na GÁVEA)
      Esse dinheiro a ser investido na construção do estádio, que iria para ODEBRECHT, seria melhor aplicado em um Centro de Treinamento moderno, que formasse craks; a real vocação do CRF

      • andrepinarq

        22 de agosto de 2013 at 22:10

        Varney, respeito teu ponto de vista mas não concordo plenamente. Não considero que apenas a Odebrecht tenha interesse na construção do Estádio, também o Flamengo é parte interessada. A existência de um palco próprio, como vc mesmo chamou, pode significar muito para o clube. Aliás defendo que a estrutura construída possa também potencializar o espaço social do clube e de outros esportes sem destruir o que de melhor há na sede da Gávea.
        Se o clube tivesse dinheiro em caixa para a construção penso que o melhor era ter um contrato com a construtora, mas como não tem é preciso negociar com criatividade parcerias que viabilizem a construção. E longe de querer defender construtora, essa ou qualquer outra, mas elas são o que são, ganham dinheiro construíndo e não seria diferente.
        SRN.

        • VARNEYJOSE

          22 de agosto de 2013 at 23:21

          ANDRÉ, temos no FLAMENGO uma paixão em comum e enfoques distintos quanto a razão de investimentos que queríamos ver realizados no CRF; acho muito saudavel essa divergencia de opinião, daí querer argumentar mais um pouco…
          Muitos estádios novos recem construidos estão a nossa disposição BR afora, alguns ainda em acabamento, a oferta é totalmente favorável a nós locatários em potencial, e as condições de mercado tendem a ficar mais favoráveis ainda…louve-se a atitude da diretoria que não formalizou contrato de 35 anos como era desejo do CONSÓRCIO NEWMARACA…
          O investimento na construção de uma arena é no mínimo 500milhões; não importa as fontes de recursos, porque uma hora esse dinheiro terá que ser pago !! FLAMENGO investindo em uma ESCOLA DE FUTEBOL,formadora de craks, e um grande time vencedor, campeão incontestavel, coloca 40/50mil torcedores por partida em qqr praça contra qqr time…
          Não vejo cabimento em construirmos ao custo de 500MILHÕES uma arena para 20MIL pessoas onde jogaríamos contra os clubes pequenos do CARIOQUINHA…

        • andrepinarq

          23 de agosto de 2013 at 10:16

          Varney, o Independência que seria equivalente, foi orçado em 46 milhões e custou perto de 130 milhões…
          http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1053330-nova-arena-de-mg-estoura-preco-e-prazo-e-acaba-na-promotoria.shtml
          Tudo depende do Projeto!

    5. Christian

      22 de agosto de 2013 at 21:48

      Um sonho lindo…me faz lembrar os antigos jogos que tive a oportunidade de assistir na Gávea…
      Mas infelizmente, devido as concessões políticas que se fazem necessárias confesso não consigo me animar… Espero estar errado !

      • andrepinarq

        22 de agosto de 2013 at 22:13

        Christian, acreditar faz parte do processo. Sem acreditar não há projeto sem projeto não há possibilidade. Havendo vontade e projeto já estamos mais perto de conseguir!
        A batalha não se perde de véspera!
        SRN

    6. José Carlos Cardoso

      22 de agosto de 2013 at 22:31

      Interessante esse projeto. Reforçaria a identidade rubro-negra. Só não consigo entender como podemos ter rentabilidade utilizando os dois estádios. abraços!

      • Leonardo Lima

        22 de agosto de 2013 at 22:52

        Olá !
        Ao meu ver uma das formas é Maracanã, jogos grandes e decisões, além de podermos reforçar a venda de produtos do flamengo em dia de jogos. Por exemplo decisão de libertadores não poderia ser feita no estádio do flamengo obrigatoriamente teria que ser no Maracanã.
        Estádio do flamengo, jogos menores como estadual, alguns jogos de copa do brasil, amistosos e alguns eventos. Os custos da operação para o flamengo seriam mínimos, sem contar que esse complexo da gávea pode ser usado no dia a dia não vai ser um Nou Camp ou um Santiago Bernabeu, mas pode ser bem rentável.
        Abraço !

        • Pedro

          23 de agosto de 2013 at 09:39

          Acho que não só “decisão de Libertadores”, Leonardo. Jogo decisivo, reta final de Brasileiro, semi-final de Copa do BR já seria suficiente para levar o jogo pro Maraca! SRN!

      • andrepinarq

        23 de agosto de 2013 at 09:21

        José, o Leonardo respondeu por mim logo em seguida! Só para ajudar: é como se vc comprasse um ónibus para andar sozinho. O ónibus você aluga para as datas especiais quando vc tem que levar a família toda. Sozinho você vai de carro próprio. 😉

        • Leonardo Lima

          23 de agosto de 2013 at 13:02

          Boa Tarde !
          André,
          estou vindo aqui para pedir a você que aborde um tema importante. Acredito seja importante, todo mundo ouviu a entrevista do presidente do fluminense na rádio globo no sábado passado, hoje ele está na ESPN Brasil e o flamengo, continua sendo citado por esse infeliz.
          Qual a preocupação o flamengo está virando vilão por tratar e resolver seus problemas, se ele esperou a bomba dele explodir, problema dele. Essa diretoria de flamengo, assim que assumiu chegou com um dinheiro para negociar, como se sabe quando você chega com dinheiro o poder de negociação aumenta.
          O flamengo virou o cara de caveira correndo atrás do Karatê Kid, a questão já está sendo tratada, como Fla-Flu. O cara está se fazendo de vítima e colocando que o flamengo foi beneficiado.
          Preocupação, que tudo que a diretoria está tentando resolver se tornem mais difíceis do que já são.

          Abraço !

        • andrepinarq

          23 de agosto de 2013 at 13:31

          Leonardo, não ouvi a entrevista do presidente do Fluminense.
          Não sei bem do que se trata.
          Mas uma coisa é certa: a força do Flamengo e da sua torcida é uma moeda muito forte em qualquer tipo de negociação.
          Pode bater pé, fazer beicinho, mas é um fato consolidado e a diretoria sabe negociar com isto.
          Aliás, imagino que a assinatura de contrato entre Fluminense e Maracanã enquanto o Flamengo ainda negociava, nos atrapalhou, mas pelo que parece soubemos dar a volta e o Fluminense ficou chupando o dedo…
          Mas estas opiniões não tem nenhuma base sólida é só o que me parece…
          Abraço

      • andrepinarq

        23 de agosto de 2013 at 10:17

        Pedro, não podemos esquecer dos grande clássicos!
        SRN

    7. Mudinho

      22 de agosto de 2013 at 23:46

      Pode parecer muito esquisito, mas eu não gostaria de um estádio na Gávea. Adoraria que o Fla tivesse um estádio próprio, mas em algum lugar com acesso ao trem. Nada mais lindo do que aquela massa rubro-negra descendo em sao cristóvão. Vou a quase todos os jogos, mora na Zona Oeste e ir a Gávea numa quarta as 22 seria uma saga ainda mais do que ir ao Maracana.

      • Pedro

        23 de agosto de 2013 at 09:40

        Mudinho, vai ter metrô pertinho da Gávea, cara. A cena da galera saindo seria quase a mesma! hahaha

        • andrepinarq

          23 de agosto de 2013 at 10:19

          Pois é Pedro o Metrô é uma variável nova muito importante!

        • Mudinho

          23 de agosto de 2013 at 22:13

          Vai ter mesmo? É que tem tanta coisa que não sai do papel nesse país. O trem bala já nao vai sair mais tão cedo hahahaha..
          Se tiver já mudaria completamente a situação porque fazer integração trem metro é simples. Aliás, não entendo pq o povo fala mal da localização da engenhoca. Eu tenho certeza que se o Fla tivesse “alugado” o engenhao a história seria outra. A gente teria começado a lotar aquilo e as outras iriam atrás. O Bota nunca encheu lugar nenhum ai começou a botar defeitos no engenhao (alguns realmente existem) e as outras torcidas foram na onda hahahaha

        • andrepinarq

          25 de agosto de 2013 at 10:56

          Mudinho, as obras do metrô estão sendo feitas, me parece que é certo. O trem bala tem outros problemas bem mais complexos…
          O Engenhão talvez não seja tão mal localizado, aparentemente a presença do trem seria uma coisa positiva, mas a verdade é que o sistema de trens carioca é muito mau e foi sucateado de forma criminosa a partir da década de 1960. Até hoje não conseguiu ser pleno novamente.
          Ir de ônibus é complicado e de carro do centro, tijuca ou zona sul, implica em péssimos e confusos acessos. Isso tudo junto afasta o torcedor.
          Além disso, o carioca está acostumado ao Maracanã que é extremamente bem localizado. No Maraca o carioca consegue ir para a praia no domingo de manhã e assistir o jogo de tarde.
          Eu que morei na Ilha já fiz isso umas tantas vezes…
          Essa é uma característica nossa!
          O Engenhão no final das contas vai contra essa ‘tradição’…

          SRN

        • Mudinho

          25 de agosto de 2013 at 17:08

          Ah, que bom! Nem foi muito difícil eu ser convencido de que é uma boa ideia. Espero que tenhamos novidades. Só gostaria de pelo menos mais 5mil de capacidade hahahaha..
          Se a conversa é com a Odebretch acredito que a gente possa ter novidades ao final do ano, já que é quando acaba esse contrato feito com o Maraca e uma nova negociação deve começar. Acho que não comentei antes, então foi dizer agora. Excelente o site! Conheci na entrevista do meio de semana do popbola e vcs acabam de ganhar mais um leitos hahahaha.. Parabéns!

          SRN

      • andrepinarq

        23 de agosto de 2013 at 10:19

        Mudinho, percebo te ponto de vista a massa saindo do trem é uma marca registrada consolidada ainda nos tempos do Canal 100. Lembro que os jogos no Maracanã não devem ser colocados de lado! E que o acesso de metrô hoje é o principal ponto de chegada no Maracanã e seria também na Gávea. O fato importante é o resgate do lugar! Do berço onde nasceu gerações fantásticas que conquistaram o mundo!

        • Mudinho

          23 de agosto de 2013 at 22:13

          Esse com certeza seria um ponto maravilhoso. A volta as orignes. Alguém sabe se já tem mais alguma novidade sobre o assunto??

        • andrepinarq

          25 de agosto de 2013 at 12:29

          Mudinho, sem novidades… ficamos com o que saiu na imprensa. Mas te garanto que tem gente na Gávea que leu e deve estar refletindo sobre o assunto…
          SRN

    8. Sidney Bastos

      23 de agosto de 2013 at 00:12

      Bom texto, calcado na realidade! Um estádio (fora com esse papo de arena!) para 30 mil RN seria maravilhoso! Pena tanto anti-Rubro Negro para empentelhar o projeto!

      • andrepinarq

        23 de agosto de 2013 at 09:26

        Mudinho, percebo te ponto de vista a massa saindo do trem é uma marca registrada consolidada ainda nos tempos do Canal 100. Lembro que os jogos no Maracanã não devem ser colocados de lado! E que o acesso de metrô hoje é o principal ponto de chegada no Maracanã e seria também na Gávea. O fato importante é o resgate do lugar! Do berço onde nasceu gerações fantásticas que conquistaram o mundo!

      • andrepinarq

        23 de agosto de 2013 at 10:21

        Sidney, respondi ao Mudinho aqui em baixo sem querer, foi mal.
        Mas te digo que a divergência de ideias e vontades é normal. Temos é que responder com um projeto que possa criar o maior número de consensos possíveis entre os vários grupos. Para isso: muito debate e discussão!

    9. Vagner Macedo

      23 de agosto de 2013 at 08:48

      Li anteriormente que o projeto para o estádio da Gávea já tinha licenças concedidas, mas foram revogadas e/ou deixadas de lado em função da promessa do governo estadual de que o Flamengo administraria o New Maracana. Li também que o projeto era para um estádio de 30.636 lugares.
      Duas perguntas: essas licenças realmente foram revogadas ou nunca existiram? Se o projeto anterior contemplava mais de 30 mil lugares, o que mudou nos planos para que o futuro estádio tenha “apenas” 25 mil lugares?
      Outra coisa, o projeto com Shopping integrado não tinha a previsão de estacionamentos? Seriam duas fontes de renda que praticamente sustentariam o projeto sem a participação de eventos (vide o baque financeiro que o Consórcio NewMaracana terá por não poder construir um edifício garagem nem um shopping nas áreas do Júlio Delamare e do Célio de Barros). Mas, é claro, os eventos (especialmente o futebol) serão a vocação natural da área.

      • andrepinarq

        23 de agosto de 2013 at 11:07

        Ótimas perguntas Vagner?
        Vamos a cada uma delas com calma (talvez desse um outro artigo esta resposta):

        A primeira não tenho como responder ao certo, talvez algum leitor do site possa contribuir. Te digo que já ouvi dizer que existiam todas as licenças e também que isso não era verdade, então não posso garantir nada.
        Se o poder público retirou as possíveis licenças para forçar um acordo com o Maracanã…? Talvez… só o Governador pode dizer…

        A dimensão do estádio em torno de 20/25 mil posiciona a opção Gávea como complementar ao Maracanã que foi construído com dinheiro público, do nosso bolso, mais bolsos rubro-negros que de outras cores… e não pode ser desprezado nem interessa competir com ele. Esta é uma composição inteligente por parte do Flamengo na negociação.
        Outro dado importante e que justifica a dimensão do estádio é que a média de público do Flamengo desde 1980 até 2009 (não tenho os últimos números) ronda os 29 mil espectadores. A primeira metade dos anos 80 e os anos de título são os pontos altos fora da curva, e para esses momentos especiais de grande demanda estará lá o Maracanã.
        Mas vamos pensar juntos:
        Hoje o Flamengo teria uns 10 ou 11 jogos com os 3 times grandes do Rio, 3 ou 4 de São Paulo, 2 de Minas e 2 do Sul.
        Esses são grandes jogos para o Maracanã.
        Com todo respeito aos outros times, não vejo necessidade de jogar com o Náutico, Ponte Preta, etc no Maracanã porque isso terá um custo para o clube sem garantia de casa cheia.
        Com uma casa própria podemos otimizar a receita de, pelo menos, metade dos jogos em casa. No nosso estádio, podemos gerir internamente a venda antecipada, promoções e etc que podem ser fundamentais para garantir a receita do clube.
        No estadual é pior: o Flamengo jogou 7 jogos na fase de grupos em casa onde apenas dois seriam viáveis para o Maracanã!
 Sem falar na Copa do Brasil, Sul-Americana e Libertadores quando estivermos por lá!
        Ainda temos que lembrar que temos um time sub-20, outro sub-17 e outras categorias sem um palco em condições para jogar.

        A questão do Shopping é, para mim, um mito!
        O discurso é o de que ele viabiliza a manutenção do estádio.
        Sinceramente, se é assim, algo está errado no projeto que não prevê uma construção e a manutenção com valores viáveis sem este subterfúgio.
        Como escrevi no meu outro artigo, para mim, essa é uma tendência para quem quer fazer outros tipos de negócios diferentes de construir e gerir um estádio de futebol.
        Você diz que o Consórcio do Maracanã terá um baque financeiro com o recuo da construção de garagens. É verdade!
        Mas faço duas apostas:
        mesmo não conhecendo o projeto, aposto contigo que ele ia para o lado desta tendência, que diga-se de passagem está superada, a construção não era de vagas para o Maracanã e sim para o shopping, ou centro comercial, ou chame lá como for, que o consórcio queria construir numa área nobre da cidade. Oportunismo puro, assim como o grupo X quis fazer na Marina da Glória…
        Outra aposta é que acho pouco provável que o consórcio largue o osso, mesmo com esse ‘baque’… deve querer dizer alguma coisa, não achas?
        Além disso surgiriam problemas em relação a geração permanente de tráfego na área e bateria de frente com questões de uso do terreno que foi doado pelo Estado, problemas e mais problemas por conta de um projeto mal feito.

        Acho que respondi todas as perguntas. Abraço grande e obrigado
        SRN

        • Vagner Macedo

          23 de agosto de 2013 at 12:30

          André, acho que você esqueceu de um ponto importante na distribuição de jogos do Flamengo durante o ano. O estádio próprio deveria ser usado em ocasiões específicas também. Hoje, com o Programa Sócio-Torcedor, muitos jogos não tem carater apenas em relação ao custo para o Flamengo. Deve-se aprimorar a política de jogos fora do estado do RJ.
          Seria uma espécie de calendário de jogos que atraíssem e mantivessem os torcedores de fora do Rio de Janeiro como sócios-torcedores. Pelo menos 2 jogos em Brasília no campeonato brasileiro ou em fase menos decisivas de Copa do Brasil e Libertadores. Jogos no Norte (Manaus), no Nordeste (Fortaleza e Natal) e no Centro-Oeste (Cuiabá), aproveitando as novas arenas e a carência de jogos do Mengão nessas localidades.
          Lógico que isso deve ser muito bem pensado, para tirarmos o maior benefício financeiro possível (renda + sócio-torcedor) e termos o menor prejuízo técnico e físico possível.
          Já dei ideias nesse sentido em outras páginas, mas é bom sempre reforçá-las. Por exemplo: jogo na quarta-feira contra o Bahia em Salvador e, com o nosso mando de campo, jogo em Natal (para 40.000 na Arena das Dunas) contra o Náutico. Além de ganho financeiro (já que o público no Rio seria pífio), haveria um ganho técnico e físico em razão do menor deslocamento entre Salvador e Natal. Sem contar com o apelo ao PST.
          Há infinitas possibilidades para se fazer isso, basta pressionar para que o calendário seja feito nesse sentido. Quer outro exemplo? Veja o que os Vices fizeram esta semana: jogo em Manaus pela CB e jogo no domingo pelo Brasileiro em Brasília (diminuíram de 2 horas o deslocamento e ainda terão uma bela renda contra os Gambás).
          Tenho certeza de que a diretoria está pensando nisso. Espero que o planejamento para o próximo ano seja mais tranquilo do que está sendo neste.
          SRN

        • andrepinarq

          23 de agosto de 2013 at 12:42

          Vagner, tens razão, os jogos fora para incentivar o ST fora do Rio devem ser muito bem planejados.
          Na minha opinião temos que observar dois pontos:
          50% dos jogos do Flamengo no Brasileiro e na Copa do Brasil são fora de casa, logo essas são oportunidades para que o sócio off-Rio possa ver o Flamengo jogar, de acordo?
          Mas existem praças como Brasília e Manaus, onde o Flamengo tem muita torcida, que não possuem times na primeira divisão, logo não tem jogo do Flamengo… por vezes na Copa do Brasil…
          Para essas praças é preciso planejar estrategicamente alguns jogos durante o ano, mas sem banalizar! Se no jogo contra o Santos o Mané Garrincha estava lotado, nos últimos já não vimos o mesmo…
          SRN

        • andrepinarq

          23 de agosto de 2013 at 12:44

          Mais uma coisa… não espere muito do próximo ano… com a Copa o planejamento deve estar sendo muito difícil… creio eu.

    10. Daniel Meirelles

      23 de agosto de 2013 at 10:54

      Excelentes colocações! Sempre acompanhei seus textos e sempre fiquei esperançoso para que estas questões se materializassem. Nenhuma das colocações fogem da realidade e poderão ser concretizadas. Reativar o Estádio da Gávea seria o meu maior sonho como Rubro-Negro. Minha torcida é grande para que isso se concretize.

      Saudações Rubro-Negras.
      Mengão Sempre.

      • andrepinarq

        23 de agosto de 2013 at 11:08

        Daniel, Valeu pelo comentário! Vamos acreditando, quanto mais rubro-negros como nós demandarem este tema, maior o respaldo da diretoria para negociar!
        SRN

    11. Rafael Mendes

      23 de agosto de 2013 at 11:03

      Além da viabilidade de se jogar apenas grandes jogos no Maraca e deixar jogos de menor porte para a Gávea, o Flamengo teria um ganho técnico. Por exemplo, esse jogo contra o Cruzeiro semana que vem, se fosse na Gávea com 25 mil, num caldeirão, com o torcendo fungando no cangote dos jogadores do Cruzeiro, duvido que não ficaria mais fácil para a gente!

      • andrepinarq

        23 de agosto de 2013 at 11:11

        Rafael, tens razão!
        Mas eu prefiro imaginar o Maracanã com 75 mil empurrando o time e fazendo tremer as pernas dos mineiros!
        Grandes jogos, grande palco!
        Mas se a demanda mostrasse que os 25mil seriam o teto, em acordo com o parceiro, o jogo passaria sem maiores problemas para a Gávea!

      • Leonardo Lima

        23 de agosto de 2013 at 12:45

        O flamengo, precisa ter um complexo para chamar o torcedor para mais perto dele ainda, o assunto não pode se resumir a jogos, o clube vai viver uma nova realidade, com um movimento muito maior dia a dia.
        Em dia de jogos, com tudo sendo feito direito a torcida vai poder passar o dia dentro do estádio consumindo os produtos do flamengo, almoçando, passeando, vendo os troféus, com preliminar.
        Gente isso não é novidade, todo mundo aqui vê como se faz na champions, é possível ainda mais com uma torcida como a nossa.

        • andrepinarq

          23 de agosto de 2013 at 12:58

          Leonardo, permita-me discordar em um ponto.
          Não acho que temos que fazer um estádio para o torcedor passar o dia dentro dele.
          A Gávea está no coração do Rio, acho que não vale tentar competir com as belezas e disponibilidades da cidade maravilhosa. O risco é querer construir uma estrutura enorme para conter um centro de entretenimento e no fim um shopping… isso não!
          Morei em Portugal alguns anos, no Dragão e na Luz, estádios do Porto e Benfica respectivamente, tem espaço para lojas do clube e mais uma ou outra, mas acredite ninguém passa o dia lá nem em jogos da Champions.
          Funcionam como qualquer outro estádio que conheci por lá e por cá, torcedor vai ver o jogo, consome comida e bebida e souvenirs dento do estádio, museu e etc é em outro momento…
          Talvez seja mais interessante ter uma estrutura mais singela para a manutenção e ver a Lagoa e os equipamentos existentes de entretenimento em volta da Gávea sendo utilizados plenamente. Assim contribuindo também com a cidade.
          Por exemplo: o Jockey que está muito subutilizado, poderia ser resgatado para a cidade, são catálises possíveis de um bom projeto.
          SRN

        • Leonardo Lima

          23 de agosto de 2013 at 13:28

          Concordo com você, quando falei em “passar o dia”, quero que se aproveite o tempo que falta para o jogo dentro estádio. Nós que moramos no rio sabemos tudo que o rio tem.
          Quantas vezes não fomos a praia no domingo pela manhã, e a tarde Maracanã ? O rio tem praia, samba, futebol, etc..
          Agora seria legal chegar no esádio, a tempo de almoçar e não final comemorar vitória com os amigos sem ir para um bar por exemplo.

          Obrigado pelo resposta !

      • andrepinarq

        23 de agosto de 2013 at 13:38

        Leonardo, pense bem…
        Sair da praia a pé… um almoço no Parque dos Patins, ou na Academia da Cachaça, ou no Bar Lagoa, ou no Filé de Ouro, no Hipódromo, no Braseiro…
        Comemoração no BG, ou na Clipper… depois metrô para casa!
        Tudo disponível para os rubro negros de todos os cantos!
        😉

    12. VARNEYJOSE

      23 de agosto de 2013 at 11:22

      OK! ANDRÉ…mesmo um projeto de 100MILHÕES (se fosse só isso!?) investidos em construção de uma arena, não teria a rentabilidade nem importancia se esse mesmo valor fosse investido na formação de atletas !!
      Uma ESCOLA DE FUTEBOL que revelasse 01 jogador de categoria por ano, estimando o valor de mercado de um crak em 15MILHÕES, o capital inicial (100milhões) seria remunerado em 15% (nada mal); fora outras receitas com outros atletas, vantagens na inclusão social de dezenas de adolecentes, prestígio crescente da marca FLAMENGO, “y otras cositas mas”…
      Em suma, acredito seja mais a vocação do CRF investir em pessoas do que em obras de engenharia…

      Sdçs RN

      • andrepinarq

        23 de agosto de 2013 at 11:58

        Varney, te respondo, e juro, é só para manter o debate aberto!
        Concordo contigo, acho que o Flamengo tem uma importantíssima vocação de investir em pessoas, aliás, de certo que é este o principal objetivo de um Clube esportivo, logo do Flamengo!
        Mas uma coisa não impede a outra, certamente seriam recursos com disponibilidades específica, que hoje ainda existem no Brasil, daqui mais três anos quem sabe…?
        Por exemplo: um financiamento da Caixa ou do BNDES para um estádio não tem o mesmo carimbo de um investimento em formação de pessoas/atletas. Hoje o Flamengo com poucos recursos, não faz nada que não seja por meio de incentivos das instituições governamentais, vide a correria pela CND e os novos recursos para o esporte olímpico conseguido pela diretoria junto ao governo federal.
        De qualquer forma penso que estrutura (de engenharia ou não) é ferramenta fundamental para que se possa investir nas pessoas!
        SRN

        • VARNEYJOSE

          23 de agosto de 2013 at 12:38

          VALEU ANDRÉ !!! me congratulo contigo por valorizar a tese, e te convoco a denunciar essa prática de privilegiar recursos destinados a obras empreitadas em detrimento as obras sociais…
          Nunca esquecendo que nosso presidente BANDEIRA faz (fez!?) parte dos quadros com poder de decisão no BNDES…saber a opinião dele sobre a matéria seria muito interessante…
          Agradeço imenso a atenção !

          Sdçs RN

      • andrepinarq

        23 de agosto de 2013 at 12:45

        Viu como construir consensos é sempre possível?! 😉
        Abraço

    13. Sagar

      15 de maio de 2017 at 07:45

      Así es. De hecho, hemos confirmado que eso es exactamente así.El lunes, publicaremos las conclusiones de nuestro estudio. Salvo pequeños matices, hemos llegado a los mismos re.sltadosuSaludos.

    14. Linda

      15 de maio de 2017 at 08:36

      Lot of smarts in that pogsint!

    15. China

      15 de maio de 2017 at 08:40

      Now I feel stipdu. That’s cleared it up for me

    16. Emmy

      15 de maio de 2017 at 08:59

      Heckuva good job. I sure apapceirte it.

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