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    FLA X FLU: 40 MINUTOS ANTES DO NADA

    Por em outubro 4, 2013

    954876_416884401756924_764732307_nO documentário, exibido pela primeira vez ao público no Festival do Rio 2013 de cinema, é imperdível. E digo mais: para quem gosta de futebol. Para torcedores dos clubes protagonistas do filme, vai um pouco além de simplesmente imperdível e dá até para parafrasear Nelson Rodrigues. Nesses casos, lugar de rubro-negros e tricolores, vivos ou mortos, é na sala de cinema… Vá lá… Perdão Tio Nelson, sei que nem bem sabes do que se trata, mas dá pra dizer que pode ser também via DVD ou download.

    Dei uma fuçada básica e superficial e não descobri se o filme vai além do Festival do Rio e será exibido normalmente nas salas de cinema. Acredito que sim, ainda que em poucas. Prometo dar a planta por aqui assim que descobrir.

    403080_295021210609911_1809261369_nEnfim… O ideal seria assistir no cinema. Digo isso por conta das imagens lindas que aparecem no documentário. Incluindo aí algumas daquelas míticas imagens do “Canal 100”. Não deu? Aí parte pra outros meios. O que não dá é pra deixar de ver.

    O filme é leve e bem-humorado. Mais do que mostrar a história dos resultados do clássico, prima por dissecar a rivalidade entre os dois clubes. Parte integrante do nascimento de um deles e que permeia todos os confrontos desde então.

    Entrevista ídolos, com destaques para Zico e Assis. Entrevista torcedores ilustres. Mais que isso, entrevista alguns torcedores comuns… Bem… Talvez o termo “comuns” não se aplique muito ao caso.

    1380381_418874854891212_794242474_nO documentário tem uma sacada muito feliz. Um rubro-negro devidamente trajado entrevista os representantes do Flamengo. O mesmo se dá do outro lado. O divertido se dá porque, sem avisar previamente aos entrevistados, no meio da conversa rola uma “pegadinha” e os caras trocam de lugar. Isso gera momentos muito divertidos.

    1379204_418019494976748_1398793579_nPara ficar em só dois desses momentos: Quando o entrevistador rubro-negro senta diante de um espirituoso Assis e pergunta: “O que você sente quando vê essa camisa?”, escuta a resposta: “Sinto vontade de fazer gol”. A mesma brincadeira-surpresa é feita com Zico. Ao ser perguntado se fica com vontade de fazer gol quando se vê diante da camisa tricolor, sai com essa: “Não. Já fiz bastante.”

    Esse é o clima. Quando a troca é com os torcedores que participam do filme, aí o troço é de rolar de rir. De muito bom gosto e altamente recomendado. O Fla-Flu sai vitorioso desse filme. E de goleada.

    [youtube=http://youtu.be/oTRl2ZeIiu4]

     

    Depois dos cinemas, o documentário sobre o Clássico das Multidões chega aos lares dos torcedores com o lançamento da versão em DVD em novembro, à venda no Portal Globo Marcas.

    Documentário | Direção de Renato Terra, o mesmo de “Uma Noite em 67” (Video Filmes) | Roteiro de Renato Terra | Produzido por Sentimental eTAL

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    CURTAS

    TRICOLETES FEELINGS. No Couto Pereira, aonde detonamos um tabu que já durava quinze anos, um torcedor insistia veemente incentivando a marcação no meio campo rubro-negro. Gritava o cidadão: “Come ele, Amaral. Come ele, Amaral”. Vá entender.

    SÍNTESE GENIAL. Após a segunda furada em seguida no meio campo, de algum dos nossos jogadores da meiúca, um senhor esbravejou: “Meu filho… Parece que você esqueceu a chuteira em casa e tá jogando de chinelo… Vamos acertar esse pé!!”

    FILHA DO DUNGA. Teria sido ela a pessoa que concebeu a “bela” camisa listrada nas cores verde… E verde (??!!) com a qual o Coxa nos enfrentou? Aquele troço não deu certo. Muito ruim.

    MASCOTES. Falando em ruim… Não que eu ache os nossos mascotes, Uruba e Urubinha, umas maravilhas. Mas o mascote do Coritiba… Olha… Se eu fosse criança teria pesadelos horríveis com aquilo. Pior que a camisa nova do Coxa.

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