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AINDA BEM QUE EU SOU FLAMENGO

Por em novembro 20, 2013

Flamengo 1953Ano de 1946, Salvador-BA, nasci rubro-negro. Geneticamente, não poderia ser diferente. De meu pai, rubro-negro sergipano, herdei toda sua ensandecida paixão pelo Flamengo. Assim todos somos, nascemos Flamengo.

Viemos residir no Rio de Janeiro em 1950, aqui nasceu minha irmã. A partir de 1953, comecei, efetivamente, a interessar-me pelo Flamengo.

Pelo rádio, acompanhei nosso segundo Tri (53/54/55). Via meu pai sair para todos os jogos, decisões no Maracanã, voltar esfogueado com as conquistas. Invejava tudo aquilo, mas naquela época, dificilmente crianças eram levadas aos estádios.

Em 1958, retornamos à Salvador. Lá chegando, procurei conhecer os times da cidade. De cara, bateu uma simpatia pelo Vitória, afinal, tinha cores idênticas às do Flamengo. Na primeira vez que fui ao estádio, um BA-VI, o Bahia venceu por 5 x 0, logo depois, o mesmo sagrou-se campeão do Brasil, derrotando o Santos, com Pelé no auge.

Mesmo já sendo muito ligado em futebol, não consegui “torcer” por nenhum dos times de minha terra natal. Descobri que meu envolvimento com o Flamengo já era total, absoluto. Pelo radinho de pilha, acompanhei os campeonatos de 61 e 62, vencidos pelo Botafogo. Muito sofrimento. Garrincha, por ironia, um torcedor rubro-negro, destruiu o Flamengo. Da mesma forma, acompanhei nosso título de 1963, naquele Fla x Flu antológico.

Quando voltamos a residir no RJ, em 1965, o Flamengo foi Campeão. Meu velho, esfuziante, havia comprado dois títulos de Sócio Patrimonial do Flamengo, um para mim e outro para ele. Assim, tornei-me sócio desde 1965. Em 2015 completarei 50 anos, serei orgulhosamente, Sócio Remido do Clube de Regatas do Flamengo. Até hoje tenho minhas dúvidas se foi proposital ou não, mas fomos residir no Leblon, em frente ao Clube.

De 1965 até 1973, quando me casei e fui residir em outro bairro, poderia ser facilmente considerado “Móveis e Utensílios” do Flamengo. Não saia de lá.

Fla 1970'sMeu pai foi nomeado Vice-Presidente de Basquete, convivi bastante com Kanela, Algodão, Waldir e outros jogadores fantásticos, além de assistir ao nascimento de um time juvenil que fez história, no qual se destacavam, dentre outros, Pedrinho, Gabriel, Tocantins, Canguru, etc.

Em 1966, no futebol, havíamos vencido o primeiro turno por 2 x 1, com aquele histórico gol de Almir, arrastando o rosto no chão. Eu estava no Maracanã e considero aquele, meu jogo inesquecível.

Durante todo segundo turno, acompanhei de perto, a luta para recuperação de um jogador fantástico, Carlos Alberto. Um ponta-direita que, na época, estava sendo comparado à Garrincha. O mesmo havia sofrido uma contusão séria, levando aproximadamente seis meses se recuperando para enfrentar o Bangu na final de 1966.

Diariamente, eu ia a Gávea e o via correndo em torno do campo. Todo este esforço foi em vão. Na decisão, com 5 minutos de jogo o lateral esquerdo do Bangu, Ary Clemente, o tirou de campo. Aos 15 minutos, perdemos Nelsinho. Ficamos com nove jogadores, mesmo assim, Silva mandou uma bola na trave. Após o terceiro gol do Bangu, Ladeira fez uma falta desqualificante em Paulo Henrique. Almir partiu para cima dele, que saiu correndo em direção a nossa área, sendo parado por Itamar que lhe deu uma voadora, com os dois pés no peito. Pancadaria geral no campo e na arquibancada, jogo encerrado. Carlos Alberto nunca mais voltou a jogar.

Na época, aconteceram muitos comentários que Valdomiro, nosso goleiro, havia sido comprado. Recentemente, ouvi de um jogador que atuou naquela partida, que o comprado foi o juiz Airton Vieira de Moraes (Sansão), recebendo um Fusca do Castor de Andrade.

De 1966 para cá, iniciei toda odisséia de acompanhar o Flamengo em quase todos seus jogos. Em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e outras cidades mais próximas do RJ, lá estava eu acompanhando o time.

Vi aparecer e se consolidar o nosso 10 de Ouro. Encantava-me com Geraldo, um dos maiores e mais elegantes jogadores que vi jogar, além de toda maravilhosa safra de jogadores que nos propiciou a Libertadores e o Mundial. Um time praticamente invencível, que faturou tudo de 1978 a 1983. Um orgulho a parte, foi ter visto o surgimento de Junior. Quando ainda era lateral direito, fez um gol inesquecível contra o America. Deslocado para a lateral esquerda pela vinda de Toninho, consagrou-se como um dos maiores de todos os tempos na posição. No meio de campo, nos ajudou a ganhar o Penta, conduzindo o time nos 3 x 0 contra o Botafogo. De Leandro, nem preciso falar, o maior lateral direito que vi jogar.

300px-Copa_uniaoEm 1987, orgulho total, tive condições financeiras de adquirir meu título de Sócio Proprietário e tornar-me Conselheiro do Clube que amava. Passei a freqüentar todas as reuniões do Conselho Deliberativo, acompanhava tudo que acontecia, fazendo questão de não ter qualquer vinculação com os grupos políticos existentes. Era totalmente apartidário, jamais apolítico.

Em 2004, inconformado com as campanhas do Flamengo no Brasileirão, com suas constantes ameaças de rebaixamento, resolvi conhecer mais de perto as entranhas políticas do Clube. Voltei a freqüentá-lo com mais assiduidade, comparecendo a todos os Seminários promovidos pelo mesmo, etc.

Em 2006, após um destes Seminários, fui convidado por Jose Maria Sobrinho, na época VP Planejamento, para assumir uma Diretoria. Em janeiro de 2007, na posse do Presidente Marcio Braga, o mesmo me nomeou Diretor do Projeto Nação Rubro-Negra. Embaixadas da Nação e o Gease-Fla, dentre outros subprojetos, foram os carros-chefes para nossa intenção de obtermos a maior interação possível com nossos torcedores.

Em janeiro de 2008, com a saída de Sobrinho da VP de Planejamento, assumi a mesma, lá permanecendo até dezembro de 2009.

De forma resumida, espero ter atendido ao solicitado por meus queridos amigos, Marcellinha e Paulo Cesar (PC), atuais responsáveis pelo Site Falando de Flamengo, a quem desejo todo sucesso do mundo.

SRN

Mario Cruz


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