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    O GRITO: NÓS VOLTAMOS

    Por em novembro 20, 2013

    radio-philco-transglobe_MLB-F-4650323749_072013No princípio era o verbo. O Flamengo chegava atrás da tela metálica do Philco Transglobe nas vozes de Jorge Curi, Waldir Amaral e Doalcei Camargo. São as primeiras lembranças, estimo que por volta dos três anos de idade: meu pai, Tulio, olhava para o rádio, do rádio vinha um longo grito de gol que fazia meu pai sorrir e, se meu pai sorria, era bom. Eu sorria também.

    Quando passei a entender o ritual vi que não era só o verbo. Havia um sujeito chamado Arthur que nos predicados tornava o Flamengo um gigante insuperável. E assim fomos felizes, Mauricio, Arthur, Tulio e milhões de rubro-negros até 1983, quando os sorrisos viraram saudade e foi preciso reconstruir tudo.

    Mas tergiverso. Falava eu da minha iniciação flamenga porque ainda me espanta como somos capazes de viver cada jogo como se fosse o primeiro. Arthur já não joga há um quarto de século, Jorge e Waldir e Doalcei são ecos distantes, o Maracanã foi mutilado, ir ao jogo custa uma córnea no mercado negro e estamos aqui para esta decisão com o Atlético Paranaense como sempre estivemos: de corpo e alma e contando as horas para soltar o… verbo.

    TorcidaFla017A força do Flamengo não é um chute bem colocado, uma arrancada irresistível, um bloqueio na hora exata. A força do Flamengo é o verbo porque o verbo é a nossa voz. Cantemos. O time obedece ao comando porque reconhece o caminho centenário das vitórias.

    E hoje vamos gritar. Não importa, esteja você que me lê onde estiver, vamos gritar. Vamos berrar a plenos pulmões para fazer o mundo entender que o Flamengo voltou e o seu verbo está firme e forte. Vamos gritar pelos mil irmãos que estarão espremidos na Vila Capanema, pelo Jayme que é um de nós e vamos gritar porque assim melhor contamos a história de nossas vidas: gritando pelo Flamengo.

    Grite: o Flamengo voltou.

    Grite: seremos campeões.

    Grite: o mundo treme quando gritamos.

    Conjugue comigo, aos gritos. Ser. Brilhar. Vencer, vencer, vencer. O Flamengo sempre será o verbo e é isso o que importa: aqui estamos falando de Flamengo. E Flamengo até morrer eu sou.


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