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    O HORROR, O HORROR

    Por em novembro 22, 2013

    COPA DO BRASIL 2013-  Atlético Paranaense X FlamengoE então da festa se fez caos.

    No campo nosso Flamengo nem fez assim aquela exibição de gala com a qual seremos brindados na mítica noite do próximo dia 27. Fez o que tinha que ser feito. Na Copa do Brasil um empate com gols no jogo de ida é objetivo dos mais nobres. Ainda mais se tratando de Final e contra um time que DEVE estar bem arrumadinho.

    Digo “DEVE” porque chegou à Final e vem fazendo boa campanha no Brasileirão. Digo “DEVE” porque não sou muito de acompanhar o time dos outros e não entendo mesmo muita coisa de futebol. O Atlético que vi em campo na Vila Capanema não me assombra nem um pouco. Vai ver é o peso de ver o Manto Sagrado como oponente em uma Final ou sei lá o que.

    Fato é que não vi nada demais no nosso adversário e, sabendo-se que o jogo de volta já começa com um a zero pro Flamengo, já que o Brocador não é de deixar passar jogo em branco no Maracanã, deve mesmo dar Flamengo. E não é que já tem Smurf se vangloriando? Apesar de terem feito tudo o que podiam para atrapalhar em boa parte da temporada no que diz respeito ao Futebol. Mas deixaremos de lado as planilhas de Excel e os cálculos de Ticket Médio com os quais parece ter muita intimidade e competência o nosso Blue Group.

    Bem, em algum lugar por aqui deve ter opinião sobre futebol bem mais embasada do que a minha. Vamos ao que compete ao Vida de Torcedor.

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    Desde as primeiras horas o comportamento da torcida carioca presente em Curitiba não era dos mais adequados. Tinha muito Modinha. No ônibus em que desembarquei naquela paradisíaca e bullyinesca loira terra, por exemplo, ouvi muitos falando que era sua primeira viagem. Gostei não. Pensava eu: “tem mais que vir pra Final mesmo… mas onde esse puto estava nos anos em que travamos árduas batalhas para fugir da degola? Não dava mesmo pra levantar a bunda do sofá/boteco e dar um pulinho em Juiz de Fora ao menos?”.

    Pra equilibrar, o mítico Francisco Moraes também estava na nau dos modinhas e tratou logo de ir exercendo o seu papel natural de líder e tentar organizar a roconha, tentando mostrar pro povo que aquilo não era exatamente a Stella Barros Turismo e que não estávamos de modo algum desembarcando na Disney.

    O problema é que o Modinha não consegue se conter e isso eu até entendo. Se o cara nunca ou raramente faz essas demonstrações de amor tresloucado pelo Flamengo, quando o faz o troço tem que ser alardeado em excesso. Não basta só envergar o Manto. Tem que juntar tudo quanto é objeto, veste, calçado, chapéu, cachecol, mochila, relógio, cordão, tatuagem e deixar exposto. E não basta só isso. TEM QUE GRITAR a qualquer hora. Atravessando a rua, no restaurante, na missa, no banheiro público.

    Claro que ia acabar dando ruim.

    loucademia-de-policia-1024x786A Loucademia de Polícia Local acabou cometendo um equívoco. Menos mal que depois acabou dando uma remendada. Teve que ser na base do grito, tiro, porrada e bomba, porém, se não tivessem tentado consertar, julgo que poderíamos facilmente ter tido uma tragédia daquelas de correr o mundo no You Tube e deixar a FIFA com os cabelos em pé.

    O normal nessas ocasiões é segurar a torcida visitante por aproximadamente uma hora e tratar de botar os locais para pegar o caminho da roça, coisa que a polícia de BH faz como ninguém. Nos jogos em terra mineira quando saio do estádio sempre tenho a sensação de que ocorreu uma espécie de semi-genocídio com a torcida da casa.

    A polícia de Curitiba resolveu liberar a Nação primeiro. Nada MUITO grave e, confesso que em alguns estádios, quando o número de torcedores visitantes é bem pequeno, acho até que deveria ser padrão. Contudo, porém, e não obstante, PARECE que não demoraram muito para liberar também a torcida do Atlético.

    As torcidas não se amam, mas também não se odeiam. O fator Final, somado com o resultado favorável ao Flamengo, e mais a modinhada fantasiada da cabeça aos pés, colaborou para que os retardados locais de Curitiba iniciassem o circo dos horrores.

    Não gosto nada de expressões como: “A Torcida do Flamengo foi atacada pela Torcida do Atlético Paranaense”. Dá uma oficializada no troço e fica parecendo grandioso assim mesmo e que até as famílias presentes à Vila Capanema se engalfinharam.

    Um funcionário do Grêmio lá na bela Arena em Porto Alegre, aonde fomos muitíssimo bem tratados pelo staff local, resumiu: “Sempre aparece um bobalhão querendo estragar tudo”. E é isso.

    Pelo que ouvi falar o estopim inicial lá no Paraná foi um sapeca-iáiá que covardemente aplicaram em um senhor de idade. Aí começou a correria, aí começou o voar de viaturas piscando. Logo depois começou também o paintball com as balas de borracha. Estava consumado.

    Como obviamente aquilo não estava programado, a polícia curitibana teve que improvisar uma escolta de grande parte da torcida. Sorte Fla Mochilana, a escolta foi justamente até a porta do hotel onde nos amontoamos em quartos minúsculos para passar as breves horas entre o fim do jogo e a ida para o aeroporto.

    the-walking-dead-tv-2Parecia um episódio de The Walking Dead. Nós caminhando no meio, o policiamento sentando o dedo no gatilho ao redor… E a horda de zumbis/atleticanos pelos flancos mandando pedras e garrafas em profusão. Claro que a modinhada nem assim se continha e quebrava uma das normas básicas da sobrevivência no Apocalipse Zumbi: silêncio para não atrair mais mortos-vivos. No lugar disso, tentava a todo momento puxar musiquinhas, o que além de atrair mais “zumbis”, não deixava nada contente o povo da Loucademia de Polícia Curitibana.

    Piadas à parte, falhas acontecem. Foi uma cagada daquelas. Como sou um ser benevolente, acho que o saldo final foi até positivo para os policiais, tanto que foram aplaudidos pela Nação Modinha (e por mim) no final da caminhada.

    ESQUEÇAM essa babaquice de revanche no Rio. Uma grande besteira e quem pensa nisso perde totalmente a razão em reclamar da hostilidade de algumas dezenas de atleticanos retardados.

    O GEPE do Rio é mais experiente nessas coisas e há de tomar as providências para que tudo transcorra na mais perfeita ordem, como deve ser.

    Aliás, me ocorreu algo: em tempos recentes um Fluminense e Coritiba acabou em violência generalizada também. Talvez seja hora da polícia de Curitiba calçar as sandálias da humildade e quem sabe buscar uns conselhos dos tiras cariocas.

    Sobre humildade… Vamos nessa também em campo e nas arquibancadas? Que tal começarmos nosso oba-oba só no intervalo, após o Brocador já ter balançado por duas vezes as redes atleticanas?

    CURTA E GROSSA

    Maior problema e recorrente em acontecimentos do tipo. NINGUÉM NUNCA é preso para servir de punição exemplar. A meu ver, a única forma de reduzir e quem sabe um dia erradicar de vez esse tipo de palhaçada

    FOTOS: Lancenet! e Globoesporte.com


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