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    CINEMA-CATÁSTROFE

    Porque tudo começa com pequenos sinais

    Por em novembro 30, 2013

    27jan2013-atacante-hernane-centro-e-zagueiro-gonzalez-esq-do-flamengo-disputam-bola-de-cabeca-durante-a-partida-contra-o-volta-redonda-pela-terceira-rodada-do-estadual-do-rio-1359320718523_1024x768Por esse final de ano os nossos desafetos não esperavam MESMO.

    Após o Flamengo ser eliminado de forma brutal do Modorrento Estadual, sem sequer conseguir chegar às finais, coisa rara em uma disputa que temos o hábito de faturar ano sim outro também, a arcoirisada começou com seus delírios.

    Os Smurfs, meio sem saber que rumo tomar, contrataram o Irmão Jorginho e acharam que o caminho a ser tomado era vender o Flamengo por alguns dinheiros pra Brasília. Lugar estranho onde, mesmo com o apoio apaixonado ainda que sem ritmo da Nação do Distrito Federal, construímos um tipo de “invencibilidade justificadora da medida” muito da sem graça, baseada em um punhado de empates, uma ou outra vitória-fonte-de-esperanças e, pasmem, até mesmo algumas derrotas.

    Apesar de ser notório que quem mais troca de técnico mais flerta com o Z4, nem os Smurfs conseguiram aturar o Bíblia e trouxeram o Mano. Esse, pelo que disse em sua saída, apesar de ter pose de homem letrado, desconhece o idioma rubronegrês e não conseguiu fazer com que os atletas entendessem o que ele estava falando(!!??). Achei isso dos troços mais geniais (às avessas) que ouvi nos últimos tempos.

    2013-649325331-2013092505570.jpg_20130925Sem nomes, sem paciência, sem dinheiro no bolso, sem rumo, os Smurfs deram a sorte de tropeçar no Jayme pelos corredores da Gávea. Como ele já estava lá desde sempre e ia ficar lá mesmo, os Blues jogaram a prancheta na mão do cara e disseram: “Vai lá e fala rubronegrês com a turma que o troço está ficando é feio pro nosso lado”.

    Claro que eu não vi e ninguém me contou, mas tenho quase certeza de que quando o Jayme falou com os jogadores pela primeira vez, o papo todo, que deve ter durado não muito mais que meia hora, pode ser resumido na seguinte frase: “Entendam uma única coisa: ESSA PORRA AQUI É O FLAMENGO!!!”

    Com tudo isso dos parágrafos acima, menos o último, não culpo mesmo as tolas, eternas e imbecis esperanças dos nossos desafetos terem fermentado e ficado com cara de palpáveis.

    Cada uma das coisas acima que antecedem a frase: “ESSA PORRA AQUI É O FLAMENGO”, parecem saídas de um roteiro daqueles bem previsíveis e que levam a uma catástrofe no final da projeção.

    Contudo a arcoirisada não sabia de duas coisas. Uma, obviamente, é falar rubronegrês. A outra é que era sim cinema-catástrofe… Só que era filme com virada de roteiro no final. Daqueles que nos últimos quinze minutos você descobre que o vilão era o mocinho e vice-versa. Descobre que em muitas cenas um detalhe no fundo passava despercebido e era a pista para a verdadeira catástrofe.

    E está consumado.

    flamenguistasriofesta2811dramalho-10Enquanto os desafetos do Rio ficam lutando contra rebaixamento ou mendigando vaga na Libertadores, são forçados a ver o que menos gostam. Obrigados a focar na coleta dos míseros pontinhos que os distanciam de seus objetivos sem poder se concentrar muito. Nosso barulho não deixa. Nossos Mantos Sagrados e Faixas do Tri espalhados pelas ruas da cidade desviam o foco. Nossos olhares banhados de sarcasmo incomodam e aí eles já têm que começar a se preocupar com nossas futuras festas na disputa da Libertadores.

    Nossa felicidade é a catástrofe na vida deles.

    E esse filme… Esse está só (RE) começando.

    CURTAS

    MUNDO CHATO. Senti na pele aquele troço que a gente vive lendo e repetindo de que o Mundo do Politicamente Correto é muito ranzinza. Só porque usei o termo “modinha” teve gente querendo me trucidar. Grande palhaçada. Quando era jovem também existia isso. Nos idos da década de 80 ouvia muito a expressão “fulano é torcedor de Final”. Na época servia só para dizer que não adiantava convidar pra ver jogo dez da noite contra o Bonsucesso que o cara não ia. Ninguém se ofendia com isso.

    CURIOSIDADE. Ouvi de fonte extremamente confiável que a versão certa do novo hit do momento é “Isso aqui não é VÁRZEA… Isso aqui é Flamengo”. Agora já foi. A música já está reinventada pela Nação. Gosto muito de ficar repetindo alto o nome dos desafetos em nossas festas. Enfim…

    SORIN DINÁ. Como previ no começo de novembro, Flamengo e Cruzeiro na última rodada há de ser mesmo uma festa de troca de faixas. Apesar da CBF dizer que não, acredito que esse jogo acabe sendo realizado no sábado. No domingo o time (claro que a torcida não) do Botafogo deve utilizar o Maracanã.

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