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    COMPETÊNCIA E SORTE

    Elas se atraem?

    Por em dezembro 1, 2013

    CALENDÁRIO 2013O ano de 2013 de encerra para o Flamengo. Apesar de termos mais dois jogos pelo Brasileirão, a verdade é que os mesmos de nada valem para o rubro-negro. Está aberto, oficialmente, o período de especulações sobre os jogadores que chegarão e que sairão do clube. Mas é muito importante analisarmos como foi o ano que se finda. Uma pergunta muito pertinente pode resumir o ano do Mengão: A sorte realmente acompanha a competência?

    Quando somos competentes o trabalho é objetivo, com focos bem definidos e planejamento acertado. O resultado normalmente é o sucesso. Erros acontecem e obstáculos aparecem no meio do caminho, mas o direcionamento e o foco no objetivo são tão fortes que transpõem os problemas, sem maiores desvios. Os que não conhecem o trabalho de perto e só enxergam o resultado no final do caminho percorrido, costumam adotar os elementos sorte e azar com mais freqüência.

    No futebol a receita de bolo não é tão simples assim. Até porque podemos ter inúmeros trabalhos de excelência, mas apenas uma equipe será campeã. Mas um trabalho bem feito gera frutos. Esse fruto pode não ser a conquista de um campeonato, mas talvez um clube mais sólido e preparado para os desafios futuros.

    Esse ano o Flamengo se reestruturou no campo financeiro. Não foi fácil, não está sendo fácil e ainda será muito doloroso lá na frente. Mas era completamente necessário. Era primordial e inadiável. O Mais Querido precisava de gente com coragem e competência para segurar o rojão. E, felizmente, encontramos. Hoje temos no clube a segurança de que, no aspecto financeiro e administrativo, temos totais condições de evoluir e chegar ao patamar que merecemos em um futuro não muito distante.

    Porém, para se reerguer no plano das finanças, os cortes de gastos aconteceram com muita força. A redução de despesas não se restringiu a setores do clube ou aos esportes olímpicos. O futebol também sofreu com um orçamento reduzido que dependia da criatividade dos dirigentes e de um fator que é imponderável: a sorte.

    20131128033800_683Não podemos dizer que o time de futebol do Flamengo não tem seus méritos, pois tem muitos. Mas quem poderia garantir que chegaríamos a final da Copa do Brasil, se times mais habilidosos e mais preparados que o nosso ficaram pelo caminho? Ter quatro técnicos em um ano não é fato para se orgulhar, mas no Flamengo deu certo. Contratar apostas não é garantia de resultado, mas Paulinho está aí para mostrar que vale apostar. O Flamengo foi Campeão. E, ao chegar à final, trouxe o sucesso ao seu grande projeto no ano: o Sócio-Torcedor. Hoje são mais de sessenta mil associados. Quem pode questionar sobre a magia desse ano?

    Os opositores a atual gestão tinham como argumentos: o time (considerado fraco por quase todo mundo), o programa de Sócio-Torcedor (que muitas vezes teve sua possibilidade de sucesso questionada), os valores dos ingressos e o corte nos custos. O corte nos custos se mostrou uma decisão acertada desde o início da gestão. Os valores dos ingressos se justificaram pela enorme demanda nos principais jogos da temporada e a torcida nunca deixou de apoiar. Já o time e o programa de Sócio-Torcedor tiveram uma ajudinha da tal sorte.

    Mas não é a sorte que acompanha a competência?

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