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    EMBAIXADA GAÚCHA

    Fla-RS da Nação

    Por em dezembro 2, 2013

    flarsEm 2006, Porto Alegre foi palco do Campeonato Brasileiro Sub-20. Os jogos do Flamengo passaram a reunir cada vez mais torcedores, que iam se apresentando e combinando encontros futuros. A partir de 2007, a galera passou a se reunir em um bar para assistir o campeonato carioca pela TV paga. Nascia a FLA-RS.

    Conversamos com Walter Monteiro, Rubro-Negro, carioca, radicado em Porto Alegre e membro da Fla-RS para a segunda da série de entrevistas sobre as Embaixadas da Nação.

    Como nasceu a FLA-RS?

    Uma menina criou uma comunidade no Orkut, Flamenguistas no Sul, ou algum nome parecido. As pessoas foram aderindo à comunidade e marcaram alguns encontros, até que, em 2007, encontraram um bar para assistirem as partidas. Em 2009, o clube reconheceu o movimento como uma Embaixada.

    Qual a missão da FLA-RS?

    Nós temos duas missões básicas: a) garantir que haja sempre um local transmitindo jogos do Flamengo em Porto Alegre; b) garantir que os torcedores rubro-negros consigam assistir os jogos em segurança quando enfrentam Grêmio e Internacional.

    Embora pareçam duas coisas básicas, são bem difíceis de executar. Em 7 temporadas, já estivemos em 11 bares diferentes, por uma série de razões (e, além de nós, apenas os torcedores do Corinthians têm local fixo). Os gaúchos são muito refratários a clubes de outros estados.

    Já nos estádios, considero o jogo contra o Grêmio o mais arriscado para o torcedor do Flamengo, porque, na ausência de torcidas organizadas (que raramente vem aqui), o alvo da ira dos locais acaba sendo o torcedor comum. É preciso um grande trabalho prévio com a Brigada Militar e o próprio Grêmio, que nos últimos anos tem sido um parceiro nesse esforço.

    Quantos membros possui a Embaixada?

    Não temos sócios ou sequer relação de presentes. Quem quer assistir jogo conosco, é só chegar. Seguimos à risca a diretriz do Flamengo que diz que cada Embaixada é “um movimento espontâneo de torcedores”. Em jogos mais cheios, costumamos ter cerca de 100 pessoas no bar. E os que estão sempre presentes são cerca de 30 pessoas.

    Como é cadastrado um novo membro no grupo?

    Como disse na resposta anterior, não cadastramos ninguém. A Embaixada é um espaço livre para quem quer torcer conosco. Aliás, uma parte expressiva do nosso público é formada por pessoas que não moram em Porto Alegre, visitantes a trabalho ou a lazer que não teriam outra forma de ver o jogo não fosse o nosso local de reuniões.

    madrid1Qual a relação da FLA-RS com o clube na gestão atual?

    A relação institucional se dá através do Rodrigo Sabóia, um executivo do clube encarregado de mediar o contato com as Embaixadas. Na gestão atual (e, a rigor, nem na anterior), nós não apresentamos qualquer demanda ao clube. Nos jogos em que comparecemos, cuidamos de nossos ingressos diretamente com o clube mandante. Nos jogos do Maracanã, quando alguém vai cuida do seu próprio ingresso (e agora, com o Nação Rubro-Negra, quem foi este ano comprou pela Internet).

    A rigor, nessa gestão tivemos uma experiência positiva para relatar. Na véspera da partida contra o Internacional, um diretor deles me ligou, perguntando com quem deveria falar no Flamengo a respeito dos ingressos de cortesia das torcidas organizadas. Essa era uma questão que sempre me incomodava, porque os Grêmio e Inter destinam uma cota grande de cortesias para as organizadas visitantes e, como as caravanas são mínimas, esses ingressos acabavam revendidos na porta da bilheteria a preços mais em conta. Com isso, nunca soubemos ao certo o número real de torcedores visitantes.

    Quando o Inter me ligou, entrei em contato com o Marketing do clube e eles destinaram essa cota para os Sócios Torcedores do Nação Rubro-Negra, que acabaram assistindo ao jogo de graça. Esse é o tipo de iniciativa interessante.

    Segundo o conceito de Embaixadas, quando o projeto iniciou a parceria seria da seguinte forma: as embaixadas funcionariam de maneira autônoma , e o clube apenas apontaria as diretrizes a serem seguidas. Acontece desta forma?

    No nosso caso, sim. A única diretriz é aquela que mencionei, sermos um movimento espontâneo de torcedores.

    Com a chegada do programa Sócio Torcedor, foi realizado algum trabalho da instituição junto a embaixada? Independente deste trabalho, a embaixada teve alguma iniciativa junto à seus membros incentivando a adesão ao programa? Conseguem mensurar quantos membros fazem parte do programa?

    As pessoas mais ativas da FLA RS são membros do programa. Como não somos uma pessoa jurídica, não pudemos aderir ao formato desenhado pelo clube para estimular adesões, já que o contrato precisaria ser assinado por uma empresa de comércio (e nenhuma das pessoas que atua no núcleo central da Embaixada possui essa característica).

    Por conta do episódio que relatei, vi pessoalmente a lista de STs no dia do jogo contra o Inter, na bilheteria do estádio. Seguramente, há mais de 100 pessoas no programa residindo no RS, o que é um feito imenso, pois aqui é o estado com a menor quantidade de flamenguistas do país e nenhum dos que aderiram esperava algo em troca (como descontos em ingressos) além do desejo de ajudar.

    Quantos de vocês (membros FLA-RS) são sócios do clube? Participam e atuam na vida política?

    Creio que somos 4. 3 na modalidade Off-Rio e 1 proprietário, que sou eu. Portanto, praticamente não há envolvimento político.

    Eu sou membro do Conselho Deliberativo, mas participo menos do que gostaria, por conta da distância. No entanto, tenho uma produção muito intensa no blog onde colaboro com frequência, o Magia Rubro-Negra, reconhecido por tratar de temas políticos do clube com absoluta independência. Considero que essa é uma forma assertiva e construtiva de atuar na vida política, ainda que indiretamente.

    madrid3Qual a função de cada um de vocês dentro da FLA-RS?

    O núcleo central da FLA-RS é pequeno, umas 5 pessoas. Basicamente, mobilizamos as pessoas para irem assistir aos jogos conosco. Eu, pessoalmente, me encarrego de fazer a interface com o CRF, com as autoridades locais e com Grêmio e Internacional.

    De zero a dez, que nota a FLA-RS atribui a nova gestão?

    Essa é uma questão difícil de responder. As pessoas que frequentam nossas atividades não possuem uma preocupação muito grande com os aspectos políticos do clube. Temos, óbvio, muita esperança de dias melhores. O time, contudo, é mal avaliado, porque esperávamos um ano mais tranquilo em termos de desempenho esportivo.

    Nossa crítica principal tem a ver com a venda de camisas oficiais. Nos tempos da Nike e da OLK existia material para vender, ainda que com pouca variedade e quantidade. Agora, com a adidas, simplesmente não há! Nada, absolutamente nada. Penso que o clube deveria ser mais exigente com a fornecedora de material esportivo. Principalmente porque todos os outros 9 clubes brasileiros considerados grandes dos demais estados têm camisas para vender, inclusive Palmeiras e Fluminense, que também usam adidas. Ontem mesmo cheguei a ver uma “arara” de camisas do Botafogo na maior loja multimarcas do estado. O único excluído é o Flamengo, sem que haja qualquer justificativa para isso.

    Recado da FLA-RS para nação rubro negra pelo mundo:

    A sensação de ser flamenguista no RS é parecida com torcer para o América no Rio de Janeiro: a torcida é pequena e as vitórias são escassas (a última foi em 2004). Apesar disso, nosso amor e nossa dedicação nunca diminuíram, estamos sempre presentes, à espera de um triunfo que nunca vem. Queremos que essa nossa entrega incondicional sirva de incentivo à parcela da torcida que foge ao menor sinal de adversidade.

    One Comment

    1. Luiz Henrique

      8 de abril de 2019 at 22:18

      Boa noite meus caros, sou carioca e vivo a 8 anos na cidade de Rio Grande-RS, flamenguista desde pequeno, sinto falta de ver meu Mengão de perto, até que encontrei vcs da embaixada Fla RS. Sempre tenho vontade de ir aos jogos, mas a distância até Porto Alegre atrapalha na hora de adquirir ingresso etc. Por isso quero de alguma forma manter contato com esta embaixada e quem sabe se algum tipo de conexão com os flamenguistas daqui de Rio Grande-RS.

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