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UM BRINDE À NAÇÃO RUBRO-ÍNDIGO-NEGRA

Há um ano a primeira conquista: fim da era do parquinho

Por em dezembro 3, 2013

2012120359055Foi um dia 03/12 de total euforia Rubro-Negra. Naquele momento não foi pensado em como seria dali para frente ou se era a melhor escolha. Foi uma disputa não por uma nova gestão, mas, sim, pelo fim da era negra do Flamengo.

Iniciou então a gestão sob o clichê “Não entendem de futebol”, ou seja, a análise era de que a maioria dos representantes dessa diretoria constrangeria a sua torcida. Aos poucos, porém, foram imprimindo o seu estilo de governar e encerram o seu primeiro ano de mandato com índices de aprovação superiores ao que vivemos pelo menos nos últimos 10 anos.

Os problemas políticos com sucessivas mudanças de membros da diretoria, tensões na base aliada e econômicos – a divida real era assustadora – não resultaram em graves crises que tenham colocado o governo azul na parede.

Nem tudo, entretanto, foi céu de brigadeiro no primeiro ano azul. A conjuntura econômica, agravada pelo real valor da dívida encontrada, trouxe dores de cabeça à todo Conselho Diretor. A baixa expectativa de crescimento financeiro por conta do baixo rendimento em campo foi o principal problema a ser enfrentado em 2013 – as estratégias de marketing para obtenção de retorno financeiro permaneceram apenas na expectativa. E o programa que seria a “salvação da lavoura” não teve um inicio conforme esperado por conta da sua má condução na divulgação.

Eleicoes-Flamengo-Vasconcellos-DAgostino-Alexandre_LANIMA20121112_0101_26A base e fundação da atual administração foi o foco em devolver ao Mais do Querido a integridade de um clube que tem potencial/torcedor , para ser o maior do mundo – e que melhor explica as decisões do seu primeiro ano de mandato.

No balanço da relação desse primeiro ano de gestão com o torcedor, um paradoxo: melhorou a interlocução, mas não necessariamente atendeu as reivindicações. Os membros do Conselho Diretor (os principais que definem de forma macro e são responsáveis pelas tomadas de decisões) com um estilo gerencial, menos político e arraigada da concepção corporativa, nem sempre se sensibilizou pelas demandas apresentadas.

O resultado geral de derrotas e conquistas é feito a partir do ponto de vista que se olha. Considerando, entretanto, os grandes temas postos na agenda para 2013, o saldo é de ganhos. Ganhos estes que foram possíveis através de uma postura dura, pensando no crescimento da instituição em detrimento da paixão do torcedor, que em alguns momentos não pode se fazer presente, dada a estratégia de valores impostos para que se pudesse arrecadar mais e com isso tornar sólido o clube.

Ficou evidente que a preocupação central deste governo nos primeiros meses foi a preocupação em sanear dívidas. Daí um mal estar entre gestores e parte da torcida, pois toda estratégia parecia atuar de maneira excludente com quem é o maior patrimonio do clube. Decisão sempre justificada com argumento de ter que “cortar na carne” como medida  necessária para se evitar problemas mais à frente.

flamengo-campeao-copa-do-brasil2Considerando o futebol como pilar principal e que movimenta a paixão de milhões, é preciso considerar que acertaram. E mesmo que alguns torcedores não pudessem estar presentes como sempre estiveram, é preciso pesar que é um titulo que ficará para sempre na história do Rubro-Negro. Quem será lembrado? O título conquistado na Copa do Brasil ou esta diretoria?

Entre perdas e ganhos, saímos da gestão do parquinho para a gestão do business. Ainda precisa melhorar? Sim. Principalmente dentro de casa. Ainda existe a necessidade de resultados, de soluções criativas, de parcerias inovadoras e da fidelização e evolução nas parcerias existentes. Vamos tirar o chapéu para os ganhos até aqui, e anotar na agenda as prioridades para 2014. Reestruturação, gestão de desempenho e crescimento. É preciso olhar para dentro e saber onde o Flamengo pode seguir crescendo.

Um brinde à nova era. Salve 1 ano da libertação Rubro-Negra!

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