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    adidas Brazuca: ela não rola… ela desfila!

    Por em dezembro 4, 2013

    7709331.adilio___flamengo_332_499Sempre afirmei preferir o padrão clássico das bolas de futebol com gomos alternados em preto e branco. Também gosto muito daquela utilizada na Liga dos Campeões com gomos em forma de estrela sobre o fundo branco. Elegância e simplicidade, estrutura e grafismo se potencializando e criando uma estética.

    Em 1978 a adidas, fornecedora oficial da Copa do Mundo FIFA, criou uma nova tendência onde o grafismo se tornou independente da estrutura dos gomos da bola. Na Copa da Argentina, lançou a famosa Tango, a mesma com que o Flamengo se consagrou campeão do mundo em Tóquio no ano de 1981.

    Por duas décadas esta foi a referência em termos gráficos para as bolas de futebol. Com algumas pequenas variações o modelo perdurou até a Copa da França em 1998.

    A partir daí, a Adidas resolveu inovar e produzir de quatro em quatro anos um novo modelo de bola que além de receber inovações tecnológicas importantes, procurava se relacionar graficamente com a sede de cada Copa do Mundo.

    Cafusa700Começou na Coréia e no Japão em 2002 e logo deu sorte ao Brasil (em 1970, em sua estréia, a adidas também nos deu sorte). Na Alemanha e na África do Sul, o grafismo voltou a ter relação mais estreita com a estrutura da bola, mas agora com gomos mais complexos do que aqueles hexagonais do passado, tudo para reforçar a importância da tecnologia na concepção da dona da festa.

    A bola “Cafusa” da Copa das Confederações deste ano foi um retrocesso neste quesito. O grafismo voltou a ser independente da estrutura da bola. Mas se analisarmos bem, a bola com qual o Brasil se tornou campeão em pleno Maracanã não é nada mais do que a “Jabulani”, bola oficial da Copa da África do Sul, com nova roupagem.

    A expectativa para a apresentação da bola da Copa de 2014 era bastante grande.

    As três experiências anteriores, confesso não me emocionaram, e tendo em conta que nos tempos em que vivemos o preto e o branco estão em baixa, certamente meu viés conservador não seria contemplado. Viria por aí muita cor, principalmente se os designers alemães estivessem alinhados com o imaginário que existe lá fora sobre o Brasil das cores e encantos mil.

    25092013121920491865A preocupação era justa. Temos acompanhado o flerte da bola com as cores. No campeonato brasileiro deste ano vimos uma dessas experiências. A bola laranja, típica no futebol dos países nórdicos durante o inverno, andou rolando nos gramados tropicais do país do futebol. Um horror! A visibilidade em contraste com o verde do gramado ficou muito prejudicada e as críticas entre torcedores e jornalistas com relação a esta característica foram constantes.

    Mas a adidas não é a maior referencia mundial no tema por acaso.

    Para apresentar a bola da Copa de 2014, convidou nosso último capitão campeão do mundo, Cafú; um gringo que sabe tratar como ninguém a bola, Seedorf; e ele, o camisa nove da maior torcida do Brasil, artilheiro do novo Maracanã, que sabe como poucos colocar a maior protagonista do jogo no seu devido lugar: na rede.

    Ainda não sabe quem é? Então é porque você não tem sangue rubro-negro e deve estar preocupado com outros temas de segunda. Te ajudo então, é ele: Hernane, o Brocador, artilheiro do ano no Brasil!

    cafu_hernanes_seedorf-bolabrazuca-andredurao-adidas-brazucaBola dentro da Adidas! (com o Brocador só poderia ser desta forma!) Assim, bem acompanhada, a adidas Brazuca foi apresentada ao mundo.

    E foi uma grata surpresa! O receio, típico de um conservador, deu lugar a uma certa euforia.

    Sobre o fundo branco a adidas nos brindou com uma complexa composição gráfica e estrutural em seis gomos (será que podemos chamar assim?) simétricos, porém com forma totalmente fora do vulgar. O grafismo que segundo o release oficial se inspira nas fitas do Senhor do Bonfim, conseguiu equilibrar com bastante sucesso o uso de cores.

    O Brasil está bem representado na estrutura e no grafismo complexo que me remeteu logo aos desenhos de Escher nas sua complexidade de encaixes e complementariedades,

    Escher_Circle_Limit_IIIUma obra de arte!

    Considero a adidas Brazuca a mais bela bola da fase “pós-Tango” da adidas!

    Um misto de sucesso tecnológico e estético que merece ser festejado por quem gosta de futebol e de design.

    Sorte da Copa de 2014 que terá a mais bem vestida protagonista deste século XXI desfilando no gramado do templo do futebol mundial e casa rubro-negra, o Maraca.

    Esperamos que também dê sorte ao Brasil na busca pelo Hexa-campeonato!

    Fica ainda a ansiedade para que no fim de 2014, o Brocador possa reencontrar a adidas Brazuca no Mundial de Clubes, já com a faixa de bi-campeão da Libertadores por cima do manto sagrado com três listras, e que o Flamengo possa novamente conquistar o mundo!

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