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    TAPETE SUJO

    Fundada (mais uma vez) a República do Café-com-leite

    Por em dezembro 12, 2013

    Por mais que menosprezemos o Fluminense, um time de bairro com uma torcida pequena e que se auto-inventou bonita para tentar algum tipo de diferenciação, temos que reconhecer um serviço que ele nos presta: não nos deixa ser nostálgicos. Sempre faz com que o passado esteja presente.

    Quando terminaram os jogos de Domingo, todos menos o do Vasco, que precisava esperar o término do show dos imbecis nas arquibancadas, pensei: “É… dessa vez vai mesmo. Os tempos agora são bem outros”.

    Ledo engano, posto que o Fluminense é um time de aristocratas tradicionalistas e, como tal, parece que atrai esses acontecimentos injustos que o favorecem e prejudicam os menos favorecidos. Pobre Lusa. Podia ter dado esse mole em ano de rebaixamento de qualquer um… Mas foi escolher logo na vez do fluzinho.  Time tão propenso a ganhar em salas suntuosas o que não tem competência de alcançar em campo.

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    Além de tradicionais, têm como um de seus torcedores mais ilustres ninguém mais ninguém menos que Nélson Rodrigues, que tinha como um dos seus principais talentos tecer belas narrativas nas quais a degradação moral parecia ir CAINDO em uma espiral irreversível. Em suas peças e contos não há situação ruim e desagradável que não possa piorar. Justo que seu time de coração continue tecendo assim a sua história no futebol brasileiro.

    E o pior é que vi tricolor comentando feliz a virada de mesa. Mesmo tendo visto uma entrevista do advogado da Portuguesa que dá certo embasamento para sua defesa… Estou achando é que os tricolores vão mesmo conquistar esse tri-campeonato do tapetão. Lastimável.

    Se já não bastasse sujar a própria história, aconteceu o pior, contaminaram o Vasco.

    E o Vasco entrou nessa de gaiato. Como não tem muita intimidade com o troço, e nem tinha o Eurico Miranda pra dar uma força, entrou na brincadeira de forma totalmente atabalhoada. Se bobear mais confusa que a zaga do time no jogo de Domingo.

    O Vasco ficou parecendo alguém que entrou com um vibrador na mão para assistir a um culto na Igreja Universal. Vejam só o absurdo da alegação dessa gente: vai pra Santa Catarina, parte dos marginais “organizados” protagoniza cenas desagradáveis junto com os imbecis paranaenses, toma uma solapada de cinco (??!!) gols e… Já seria um absurdo se quisessem jogar de novo, como pedir não custa nada e pra não correr o risco de levar mais cinco, querem “apenas” ganhar os pontos do jogo. Muito justo. Eurico Miranda ficaria com inveja dessa ideia estapafúrdia.

    No caso do André Santos, acho que não rende nada. Bem… Rendeu a sapatada na cara que foi a nota oficial publicada no site na tarde de ontem.

    Então é bem isso. Se pelas outros conturbados acontecimentos de rebaixamentos, não-rebaixamentos e saltos de divisão eu já não respeitava o fluminense, agora fica consumado que é um time café-com-leite e que sabe bem honrar a fama afrescalhada que tem.

    Nojo de tudo isso. Passar tantos meses acompanhando a competição no campo, pra no final descobrir que o lugar certo era o tribunal, o traje apropriado era terno e gravata.

     

    CURTAS

    SORIN BURRO. Juro que nenhum tipo de raciocínio lógico me faz entender o fato de alguns tricolores se sentirem orgulhosos da virada de mesa.

    QUEM COM PORCOS SE MISTURA.  Roberto Dinamite, que tanto fez em campo para enaltecer o Vasco, remando pra trás e ajudando a escrever algumas das páginas mais negras da história cruzmaltina. Tsc, tsc, tsc…

    SONO. Meu nível de preocupação com a possibilidade da virada de mesa ser tão violenta que acabe nos afetand… Zzzzzz… Zzzzzz… Zzzzz…

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