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A LEI SÓ EXISTE PARA FAZER JUSTIÇA

Por em dezembro 16, 2013

justicaO que adianta seguir rigorosamente a letra fria das leis, principalmente quando elas ficam completamente defasadas, e se, em última análise, a justiça não é feita? Para que existe julgamento, muitas vezes com júri popular, se não para se chegar a um equilíbrio entre o legítimo e o legal? Se fosse apenas o caso de se distribuir punições lendo os códigos não se precisaria de jurados ou muito menos de juiz. A lei existe para ser interpretada dentro de cada contexto e o objetivo sagrado é fazer justiça.

No caso de Heverton, houve incompetência da Portuguesa mas também a permanência de uma legislação idiota. Por quê não optar por altas multas pecuniárias e jogar a perda de pontos para o futuro? Não se pode beneficiar uma outra entidade que não teve nada a ver com o caso e mudar tudo o que houve em campo. Isso afeta a verdade do futebol, da justiça esportiva e joga nas sombras a credibilidade. É preciso que o STJD, nesta segunda, pense em manter a dignidade e não esqueça da importância fundamental da justiça, para não prejudicar todos os torcedores e os jogadores que obtiveram a legítima classificação dentro de campo.

TRISTE MARCA

Se o Fluminense, mais uma vez, escapar, por um contexto circunstancial, de disputar a Série B não há dúvida de que o clube ficará marcado, como teme o presidente Siemsen. Talvez por coincidência ou por força política, o Fluminense, desde os tempos de José Carlos Vilela, tem sido o rei do tapetão, às vezes até por justiça. Mas será muito mais saudável e tranquilo se o clube disputar a Série B em 2014. Mesmo que seja uma instituição claramente mais forte e tradicional que a Portuguesa. Mas essa é outra história.

FONTE: Contra-ataque (O DIA)

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