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    O bagulho é doido

    Por em janeiro 26, 2014

    20140126002314_419Depois de um bom tempo de férias e pré-temporada, finalmente pudemos observar o Mengão Tricampeão da Copa do Brasil novamente em campo. Passamos a última semana sacaneando os nossos pequenos rivais regionais por liderar o Carioqueta com gols do artilheiro Welinton. Por estrear o time titular e por enfrentarmos o último colocado do campeonato (atrás até mesmo do Fluminense), imaginávamos um jogo tranquilo. Mas na verdade, o que presenciamos foi um jogo muito doido, dentro e fora de campo. Calma que eu explico.

    Dentro de campo, o time começou muito bem. Criamos algumas boas jogadas, pecando na conclusão e nos últimos passes. Mesmo assim, o jogo era nosso. Até o tal do Rodrigues decidir bater um escanteio fechado e enganar o desatento Felipe, que pelo menos admitiu o erro no lance. O gol não fez bem ao Mengão, que não imprimiu o mesmo ritmo no restante do primeiro tempo. Mesmo assim, teve bola na trave, bola tirada em cima da linha e uma posse de bola muito maior do time rubro-negro. O segundo-tempo, tão esperado, já começou com o segundo gol do time de Caxias, em mais um lance inusitado. Bola desviada, que bate no travessão e volta na cabeça do jogador dos caras. Ficou ruim pro nosso lado. Aí brilhou a estrela do Jayme, que colocou Gabriel e Alecsandro e os dois fizeram os gols que aliviaram o Mengão e deram números finais a partida.

    Analisando individualmente, destaques positivos para Elano, Gabriel e Alecsandro (esse último muito mais pela estrela) e negativos para Hernani e Paulinho. Algumas coisas que funcionavam antes, não funcionaram hoje. A proteção à zaga foi inexistente. Os zagueiros estavam mal posicionados e o time nitidamente não teve folego para aguentar o jogo. Foi dureza. Mas o que é muito louco é ver um dos piores em campo participar ativamente dos dois gols do Flamengo. O contestado André Santos, em 5 minutos, colaborou para que o Fla saísse do gramado ainda invicto no Carioca.

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    Aí chega a segunda parte da noite maluca que tivemos no Maracanã. A torcida que compareceu hoje era completamente indecisa. Vaia no André Santos, aplausos para o André Santos. Vaia o Cadu, aplaude o Cadu. Apoia o time, vaia o time. O que é isso, pessoal? Apesar de ser totalmente contrário a vaias, ainda mais na primeira partida dos titulares no ano, não vou ficar analisando as vaias em si e sim a completa indecisão do público de utilizá-las ou de cantar alto seu apoio ao clube. Podem falar que é a ausência das Organizadas que deixa o público diferente. Acho sim que as Organizadas tem o seu papel, mas em alguns momentos elas também vaiam. O problema está em como e quando se vaia. E hoje no Maracanã, acho que ninguém entendeu o que se passava. Eu, pelo menos, não entendi!!! Em segundos, vaias se transformavam em aplausos, para logo depois virarem vaias de novo. Bipolaridade pouca é bobagem!

    Enfim, vão os anéis, ficam os dedos. O resultado de hoje poderia ser considerado muito ruim, mas as circunstancias da partida nos levam a crer que deu pro gasto. Só um pedido final: Estamos na Libertadores e na competição continental o coro come. Seria muito bom contar com o apoio da torcida que faz a diferença, que se transforma no décimo-segundo jogador. Quem sabe assim, possamos conquistar novamente a tão sonhada Libertadores.

    FOTOS: Alexandre Vidal

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