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    Via Crúcis – Parte 2/5

    O Império do Sol

    Por em janeiro 27, 2014

    Captura de Tela 2014-01-27 às 10.35.11Na primeira parte desse Guia-Bússola-de-Ajuda-para-Peregrinos-do-Carioqueta comentei que, mesmo sem olhar a tabela, acreditava que “versículos” com agruras maiores ainda seriam parte do nosso futuro. E não é que nessa segunda parte o troço vai esquentar mesmo? Longe de ser uma firula desse escriba e uma mera figura de linguagem. Quando digo esquentar é no sentido mais literal, escaldante e desagradável possível.

    Deve tá todo mundo acordado aí desse lado da tela né?  Mesmo porque os nossos titulares trataram de dar uma sacudida nas soníferas e protocolares vitórias que nossos míticos reservas vinham providenciando.  Por pouco não entornaram o caldo no jogo de domingo contra o Todo Poderoso Duque de Caxias.

    Passaram o primeiro tempo cochilando, quando decidiram jogar no segundo tempo, não estavam conseguindo. Então veio a boa notícia: Yes, nós temos banco. AlecGol e Gabriel acabaram com a alegria dos nanicos e da arcoirisada, arrancando um empate que ainda nos deixa no emocionante G4 do Estadual, onde estamos estranhando a ausência de mais clubes “grandes” do Rio de Janeiro, em detrimento da chegada de um deles na rodada de ontem.

    Enfim, pensem em uma sequência abrasiva. Bem… Entre uma e outra postagem orgulhosa de “comprei meus ingressos para a Liberta” que pululam aqui e ali nas redes sociais. Quem tiver tempo, amor, disposição e melanina ou protetor solar fator 1000 suficiente, sinta-se convidado a embarcar em uma viagem ao Império do Sol.

    FRIBURGUENSE

    Podem esquecer essa história de paradisíaca cidade serrana. Nós, a raça humana e supostamente a favorita de um suposto deus, destruímos o planeta e não tem nenhum técnico ou autorizada que dê jeito. Vai estar calor pra cacete. No lugar de pensar em brisa serrana, melhor encarar por outro lado. Tá um calor monstro e a gente vai pra mais perto do sol ainda. Estou me sentindo tipo aquela linguiça toscana que não quer assar direito no churrasco e alguém vai e atiça o fogo ou desce a grelha pra mais junto da brasa.

    Durante muitos anos a tabela marcava jogo em Friburgo, a polícia desmarcava por não considerar o estádio no padrão FERJ, o que assusta, já que esse é tipo um padrão FIFA às avessas. Pras autoridades competentes vetarem é porque o troço devia estar se meter medo. PARECE que recauchutaram o treco por lá. É subir a serra e conferir de perto.

    Cá pra nós e que meu patrão não seja leitor do Falando de Flamengo, jogo em Friburgo cinco da tarde de quarta é complicado, mas ainda é melhor que trabalhar.  Fico devendo esse dia de meio-expediente pra Federação.

    MACAÉ

    O jogo de domingo em Volta Redonda, apesar de perrengoso, é o mais fácil dessa segunda parte da Via Crúcis. Cinco da tarde, calor, mas até que o estádio é legalzinho e coberto em grande parte.

    Fora isso, com as altas temperaturas, as mui hermosas habitantes daquela cidade chata devem caprichar no look verão e distrair a visão de todos entre um lance sonolento e outro de mais uma partida do Modorrento.

    BOAVISTA

    Mais um evento primoroso da Taça Guanabara que deve ser execrado e exorcizado por 15 de cada 10 dermatologistas. O jogo está marcado para cinco da tarde no aprazível e sem cobertura estádio do Bangu.

    Todas aquelas notas que você está acostumado a ver sobre a temperatura máxima ter sido registrada em Bangu… Infelizmente são a mais pura expressão da verdade.

    Esse é pra ficar com um ligeiro mal estar MESMO.

    Água gelada, protetor solar, boné, falta de bom senso e de amor próprio na mão? Boa sorte a todos os que se candidatarem para essa fase da Via Crúcis. Acredito mesmo que passados esses três jogos, o pior e mais sacrificante capítulo da saga terá sido escrito.

     

    CURTAS

    LIBERTADORES. Pelo menos para os ST, bons os preços para os três jogos em casa da fase de grupos. Com todos que conversei antes a expectativa era bem pior. O povo tá meio escaldado com os Smurfs.

    FRIBURGO. Estava na fila do Maraca pra trocar meus ingressos para o jogo de sábado e passou Alvarenga, rubro-negro dos mais míticos.  Parou e conversamos naturalmente sobre a ida para Friburgo. Percebi que o povo ao redor nos dirigia olhares incrédulos.  Aceitável ser olhado como louco nessa situação.  Nem dá pra reclamar.

    RETROCESSO. O Blue Group precisa ajeitar a confusão com os ingressos, coisa que estava caminhando bem no ano passado. Tá meio confuso o troço.  No primeiro jogo peguei o ingresso, ele não funcionou e passei o cartão, que no site disse que não seria carregado. No de domingo enfrentei fila à toa. Quando cheguei ao guichê falaram (mais uma vez ao contrário da informação do site) que estava carregado no cartão.  Vai entender.

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