Mais que uma Igreja


IgrejaSFASJDRNão pode ser meramente coincidência o fato de alusões à Instituição Flamengo fazendo ligações com religiosidade serem tão frequentes. Em músicas, textos, cantos da torcida, cartões postais, camisas, volta e meia tá lá o Flamengo sendo tratado como uma fé.

Dizem alguns cientistas que o sentimento religioso tem conexão com partes do cérebro ligadas a alguma forma de prazer/realização. E mais ainda, que quando grupos religiosos entoam seus cantos ou oram juntos, algumas substâncias produzidas pelo organismo, podem até mesmo ser responsáveis por uma euforia tal que crie a sensação de delírio coletivo, que podem influir até mesmo na fé em milagres.

Lendo os dois parágrafos acima e pensando em um Maracanã lotado, dá fácil pra fazer conexão instantânea entre Flamengo e religião, baseada puramente em sensações que até mesmo um cara completamente ateu, como esse que vos fala, já sentiu inúmeras vezes no antigo Maraca e nesse que aí está.

Acho que meio sem querer, tal qual o “planejamento” feito para a conquista da Copa do Brasil 2013, os Smurfs vão acabar descobrindo isso e o que fazer com esses dados.

O caminho para a verdade e a luz foi bem iniciado com o lance do sócio-torcedor, e melhor ainda encaminhado com a notícia, essa semana, que mais uma faixa foi inclusa na parte inferior da pirâmide.

Há uns três ou quatro anos, em um bate-papo informal lá na Gávea com o povo do extinto-com-uma-canetada-da-Tia-Paty GEASE, grupo abnegado de pessoas que trabalhavam/pensavam o futebol com foco no torcedor que frequenta estádio, alguém levantou a questão da captação de recursos.

Esse é um assunto que desde a adolescência me irrita um pouco. Como apenas PENSAR em captação tendo como fonte um universo de milhões de apaixonados? Pensar em que?

Proferi na época: “Não tem muito o que pensar. Isso aqui é tipo religião. Basta pedir que a Nação mete a mão no bolso e dá o dinheiro. Simples assim”. Já tivemos até exemplo prático disso em tempo não muito distante, com aquelas pulseirinhas de cores bonitas e gosto estético duvidoso.

Se incluir mais uma faixa, e essa pode ser de apenas 10 pratas, não precisa nem oferecer vantagem nenhuma em troca. Basta ser transparente no uso dos recursos e avisar ao povo que é pra AJUDAR O FLAMENGO. Simples mesmo. Nem vai precisar pagar nenhum “jênio” marqueteiro para bolar uma frase lá muito inspirada e contundente.

Vai ser tipo passar a sacolinha na Igreja. A diferença é que com milhões e milhões não há sacola que caiba tanta contribuição. Com valor baixo você não vai precisar exatamente vender. Você não vende algo pra quem te ama. Você pede e ponto final.

Arrisco mais e já me meto logo no trabalho dos outros. Se quem contribuir com 10 pratas ganhar um botton que seja, daqueles bem pequenos pra colocar na roupa, ou mochila, por exemplo, vai ter muito sócio-torcedor já vinculado às faixas mais caras aderindo a esse também só pra poder exibir orgulhoso seu distintivo-condecoração. Eu sou um deles.

Bem… Vou parando por aqui que eu não ganho pra isso. Eh, eh, eh… Nada disso. Quem sabe pauto algum outro artigo com mais sugestões. Quem tiver alguma boa e quiser fazer um Brainstorming Rubro-Negro, no twitter sou @sorinmercio e no facebook Mercio Querido. Às ordens. Sempre.

Em tempo: sobre a idéia das dez pratas, só não é ainda o momento. Melhor esgotar primeiro, ainda mais em ano de Libertadores, todo o mercado consumidor que quer ter vantagem na hora de comprar ingressos. Ainda vejo muita gente por aí na turma do “vou fazer sim, em breve”.

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