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    Discografia rubro-negra: Samba Rubro-Negro

    Flamengo joga amanhã eu vou pra lá…

    Por em fevereiro 20, 2014

    Dos gritos das arquibancadas até a criação da Charanga Rubro-Negra, dos hinos às canções populares, o Flamengo certamente é o time que mais inspirou e inspira músicos de todas as partes à escrever músicas sobre seus feitos. Nesse espaço pretendo analisar em cada coluna uma música que homenageia ou faz referência ao mais querido.

    O tema de hoje é: Samba Rubro-Negro de Wilson Batista e Jorge de Castro.

    Certamente uma das músicas mais conhecidas envolvendo o Flamengo! Quem nunca ouviu num churrasco os famosos versos “Flamengo joga amanhã eu vou pra lá, vai haver mais um baile no Maracanã….” ?

    Autor

    20130703170432_291Wilson Batista nasceu em Campos (RJ), mudando-se para o Rio de Janeiro no fim da década de 20, logo tomando gosto pela boêmia carioca juntando-se a grandes nomes como Noel Rosa (com este teve um princípio de rivalidade que ao longo do tempo se tornaria amizade) e Assis Valente, gravando seu primeiro samba em 1929 “Na Estrada da Vida”.

    Rubro-Negro indefectível, Wilson em muitas de suas canções descreveu as diversas facetas do torcedor flamenguista.  O drama de uma derrota foi ilustrado em “O juiz apitou” e “Memórias de um torcedor” em que Wilson afirma algo que muitos de nós já sentimos mesmo nos momentos mais complicados dos times do Flamengo: “Faço sacrifício, venho lá do Realengo, uma vez Flamengo, sempre Flamengo”.

    O Flamenguismo acima de qualquer suspeita também aparece em “Coisas do destino” em que o músico afirma: “São coisas do destino, sou rubro-negro, meu patrão é vascaíno. Este emprego eu vou perder, mas deixar de ser Flamengo, não pode ser.”

    O drama do trabalhador rubro-negro obviamente não se exibe apenas nas derrotas e Wilson retrata esse sentimento em “Ganha-se pouco, mas é divertido” com os versos:

    “Ele trabalha de segunda à sábado, com muito gosto sem reclamar, mas no domingo ele tira o macacão e manda no barracão, põe a família pra sambar, lá no morro ele pinta o sete com ele ninguém se mete ali ninguém é fingido. Ganha-se pouco, mas é divertido, ele nasceu sambista tem a tal veia de artista (…) fica cheio de dengo, é torcida do Flamengo, nasceu no Rio de Janeiro”.

    Música

    oie_20145348BbSVdNErDentro desse contexto de canções que descrevem o popular surge sua canção mais famosa, o Samba Rubro-Negro composta junto com Jorge de Castro gravada em 1955. Essa canção em seus termos originais virou logo o tema do Tri-Carioca de 53/54/55 exaltando na época “Rubens, Dequinha e Pavão”.

    Apesar disso, sua versão mais famosa certamente é a interpretada por João Nogueira que em 1979 deu uma nova roupagem para a canção alterando seus versões destacando “Zico, Adílio e Adão”. Adão acabou saindo da equipe mas o tema ficou marcado na história com a conquista da Libertadores e Mundial em 1981.

    O Samba Rubro-Negro é uma canção que atravessa gerações e pra sempre estará na discografia de todo bom flamenguista. Ficamos agora no aguardo de mais uma atualização exaltando os campeões do Bi da Libertadores e Mundial.

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