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    Brocador: vender ou não?

    Por em fevereiro 25, 2014

    Flamengo v Botafogo - Brazilian Cup 2013

    A notícia da proposta recebida pelo Flamengo ao Brocador Hernane, dividiu os torcedores e suas opiniões. O que se percebe cada vez mais é que, seja no preço dos ingressos praticados, seja nas administrações ou dentro das quatro linhas, o futebol mudou. Deixou de ser o esporte que acontecida em campos precários, onde os zagueiros e suas carrancas para intimidar o adversário eram a diferença, e onde dribles era a arte que arrancava o grito e fidelizava a torcida. O futebol passou a ser “comércio”.

    A cada janela de transferências, um leilão de peças cada vez mais caras. Valores cada vez mais altos fazem parte das negociações onde um bom marketing, patrocinadores e investidores ajudam a pagar rescisões e salários milionários.

    Até onde este comercio é vantajoso, já que se tem algo que não é possivel valorar que é a paixão do torcedor? O torcedor inicia uma relação com o atleta desde seu anuncio no clube, com apoio, incentivo e partindo em defesa daquele que vai defender sua camisa. A expectativa é de sempre criar um novo ídolo. Mas como criar ídolos, se quando finalmente ele assume a identidade do clube, ele troca de camisa?

    É como perder gol feito… sorte de quem pôde crescer dentro de estádios gritando nomes como Zico, Maestro, Adílio, Uri Geller, Leandro, dentre tantos outros, e hoje percebe-se todos estes ídolos muito mais consistentes que qualquer ‘ídolo’ dos dias atuais, que parecem sofrer de perda de valores, de apego, de propósitos… de essência.

    Por mais que os clubes tenham uma torcida altruista, que apoia incondicionalmente, foram ídolos ao longo da história que formaram torcedores. Será possível mensurar o crescimento da torcida Rubro-Negra nas décadas de 70 ou 80?

    Dentre o ranking de jogadores que permanecem no clube, tivemos no último jogo, Leo Moura, que alcançou a décima posição, empatando com Zinho, com 468 jogos vestindo o Manto Sagrado. Número este muito distante do recordista Junior, com 876 partidas.

    Se o momento atual do clube, somada com a vontade do atleta, for aceitar qualquer proposta, nos resta apoiar, diante da certeza que faltam ídolos.

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