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    Uma pro santo e outra pro diabo

    Agora a gente quer tudo

    Por em abril 4, 2014

    ESTLIBSomos onipotentes. Mas como gato escaldado tem medo de água fria, e nossas lembranças antigas-e-nem-tão-antigas-assim da Libertadores são de participações um tanto quanto confusas, normal a gente ter passado as 257 semanas que antecederam o jogo contra o Emelec com a pulga atrás da asa.

    Estávamos tão ansiosos e ressabiados que nosso inconsciente coletivo acabou nos pregando uma peça. Eu tinha percebido, mas não tinha processado a informação.  Provavelmente porque andava almoçando, jantando e respirando a longa espera pelo confronto contra os equatorianos.

    Além de ter presenciado várias vezes o diálogo, e até mesmo participado de alguns, que tratavam da nossa escolha de destinos possíveis, percebo agora que o troço foi tão sério que até uma enquete sobre o tema foi feita pela imprensa esportiva.

    A falsa questão da qual todos tratamos, e fomos inquiridos era: qual a preferência da Nação? Ganhar o Carioca mais uma vez sobre o grande rival ou avançar na Libertadores?

    Na verdade o que gerou esse questionamento foi uma espécie de falsa promessa de auto-imolação da Nação. Inconscientemente estávamos propondo um sacrifício aos deuses do futebol. Topávamos acabar com o sofrimento dos mais desfavorecidos, que estão na fila do regional faz tempo, em troca de pura e simplesmente não estacionarmos na fase de grupos da Libertadores, uma espécie de sala de espera para o lugar-tempo aonde realmente começa a competição.

    Balela. Falsidade. Delírio coletivo.

    Foi tipo aquele estudante que chega em novembro com o boletim todo malhado de vermelho e, em desespero, dana de fazer promessas descabidas e impossíveis de cumprir: “prometo que se não ficar reprovado nunca mais encosto no meu Playstation”.

    Passado o pesadelo… Aliás, na prática ele ainda nem passou, já que a tarefa precisa ser concluída no jogo contra o León no Maracanã. …Bem… Como disse em texto anterior, de acordo com nossa imortal e desenfreada soberba, se a decisão do nosso futuro na Libertadores é no Maracanã, então já está tudo resolvido e é hora de pensar nas oitavas. Enfim, passado o pesadelo, já é hora de olhar com um pouco mais de “carinho” para nosso rival da Final do Carioca.

    Na boa. …Alguém ainda desdenha da disputa com o Vasco agora que o pior já passou?

    Sejamos modestos. A gente devia estar é muito desesperado pra desdenhar de uma Final, justo contra o outro único time grande do Rio de Janeiro.

    E a gente agora quer é TUDO.

    Foi mal aí, Vasco. Cês sabem que eu respeito vocês e, em detrimento dessa última década que vem sendo cruel um bocado aí por São Januário, se depender da gente, lá vem mais bordoada.

    Sem mágoas. Nosso desdém de antes de quarta não foi falso. Era só uma peça que nosso subconsciente pregou.

    Vamos com tudo no domingo.

     

    CURTAS

    • ENTÃO TÁ.  Torço pela Holanda e ando ressabiado porque acho que a mesma será eliminada justo pelo Brasil nas oitavas da Copa. Esclarecido isso, vou meter o nariz na Seleção dos outros. Como pode o goleiro titular do Brasil ser um que joga no Canadá (??!!), com o arqueiro do Galo mineiro fazendo todo tipo de milagres na pequena área?
    • O AMOR ESTÁ NO AR. Disposição, excelentes entrevistas e, principalmente gols, vão fazendo a Nação ficar cada vez mais encantada com o Alecgol. Aí o Brocador ainda se machuca em um momento desses. É Hernane, a vida não ta fácil pra ninguém.

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