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    Chamado Rubro-Negro

    Por em abril 24, 2014

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    Muito se fala na mística rubro-negra e que todos nascem Flamengo, sendo que alguns degeneram. Neste caso, pude ser testemunha de uma “re-conversão” ao Mais Querido.

    Dia 25 de março de 1995 seria mais um dia comum na cidade do Rio de Janeiro, caso não fosse por um detalhe: Final da Taça Guanabara, no Maracanã, com direito a presença de Romário, então eleito o maior jogador do ano anterior, vindo direto do Barcelona para a Gávea. O jogo contra o Botafogo, que viria a ser o Campeão Brasileiro deste mesmo ano, foi recheado de provocações de ambos os lados durante a véspera.

    Fui convidado a assistir ao jogo pela pessoa mais botafoguense que eu já conheci (minha tia), acompanhada do meu primo de 10 anos que, por influência dos pais, torcia para o Alvinegro carioca. Depois de muita negociação, tais como não pagar ingresso e ter direito a uma faixa de campeão caso o Fla conseguisse o título, aceitei ir para as antigas cadeiras azuis (situadas sob as arquibancadas), em uma espécie de zona mista, longe da Magnética.

    Início de jogo e logo aos 7 minutos, o Baixinho sofre pênalti e converte. Em seguida, em uma jogada de linha de fundo, o Gênio da grande área marca de cabeça, fazendo a massa rubro-negra explodir de vez. Sentado entre os dois botafoguenses, assisti ao final do primeiro tempo tranquilo, que ainda contou com a expulsão do melhor jogador do adversário, o falastrão Túlio.

    20120323014850_104Veio o segundo tempo e uma reação improvável aconteceu, com o Fla cedendo o empate. Contudo, quem tinha Romário, poderia esperar sempre pelo melhor. Na parte final do jogo, o lance que muitos não se esquecem, quando o zagueiro Márcio (Te adoro) Teodoro tentou recuar a bola de cabeça e deixou o melhor do mundo livre para marcar o terceiro e liquidar a fatura. Final de jogo e mais uma Taça Guanabara para a sala de troféus da Gávea.

    Vestindo o manto e com a prometida faixa de campeão, começo a perturbar meu primo até então botafoguense, até que alguns minutos depois, voltando para casa, ele me diz:

    – Pô, não me sacaneia mais não! Eu também sou Flamengo agora!

    A partir deste dia, pude acompanhar de perto o crescimento do orgulho rubro-negro dentro dele e ter a certeza de que poucos não se rendem aos encantos da Magnética.

     

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