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    A Cesar o que é de Cesar

    Fica a dica

    Por em maio 7, 2014

    conquistas20132014

    Não. Eu não sou jornalista e considero as minhas colunas no Falando de Flamengo um simples hobby, que satisfaz a vontade de escrever sobre a minha maior paixão: o Flamengo. Mesmo assim, antes de publicar qualquer texto, tomo o devido cuidado para escrever apenas sobre o que realmente conheço.

    Na manhã de ontem, o jornalista Jânio de Freitas, pelo qual tenho profunda admiração e sou leitor assíduo, escreveu em sua coluna da Folha de São Paulo, um texto sobre a corrupção no futebol. Em determinado momento do texto, Jânio passou a fazer duras críticas à diretoria do Flamengo. Porém, para minha surpresa, parece-me que o jornalista não estava tão bem informado sobre a gestão rubro-negra.

    Primeiramente, Jânio afirma que o compromisso firmado pela atual diretoria do clube era a contratação de cinco estrelas para o futebol e renovar as glórias atléticas do Flamengo. O jornalista se esquece, porém, que a principal promessa da diretoria era cuidar da saúde financeira do clube, saneando dívidas e gerando receitas para que a fama de mau-pagador sumisse da Gávea. Foi contratada auditoria externa que revelou um rombo tão grande que assustou os próprios dirigentes. Dilema: Contratar estrelas ou prosseguir a política de austeridade financeira que foi promessa de campanha? Ficamos com a segunda opção.

    Em seguida, Jânio informa sobre a dispensa de Cesar Cielo e do fechamento de esportes olímpicos como a natação e a ginástica artística. Porém, o jornalista se esquece que, mesmo tendo patrocínio próprio, Cielo gerou um alto custo e trazia pouco retorno financeiro, assim como os ginastas mais famosos (casos de Jade Barbosa e dos irmãos Hipólito), acumulando prejuízos mensais ao já combalido cofre rubro-negro. Esse fato, por si só, já justificaria o encerramento das atividades, mas não foi isso que ocorreu.

    naO Flamengo simplesmente preferiu dispensar medalhões e investir na base desses esportes. Alguns frutos já são colhidos: O jovens Luiz Altamir e Nathalia Almeida garantiram prata e ouro, respectivamente, no último Troféu Maria Lenk de natação, disputado no mês passado, o que prova que a natação não acabou no Mengão. E o ginásio da ginástica artística, que estava em reforma por conta de um incêndio, já está pronto para uso. Os esportes olímpicos só tendem a melhorar, com a manutenção das CND’s obtidas, que são pré-requisitos para receber incentivos ao esporte olímpico.

    Jânio cita, ainda, a quebra do timaço de basquete. Talvez seja esse o maior absurdo de todo o artigo. O time de basquete do Flamengo não só foi mantido, como reforçado. Reflexo disso foi a conquista da última edição do NBB e da Liga das Américas (espécie de Libertadores do basquete) em um Maracanãzinho lotado de rubro-negros. Além dessas conquistas, o “Fla-Basquete” é o grande favorito da atual temporada da NBB. Não à toa, a torcida costuma dizer que o basquete é o “Orgulho da Nação”. Financeiramente, o esporte conseguiu patrocínios próprios e caminha a passos largos para a auto sustentação, que é o sonho da diretoria para todos as modalidades olímpicas.

    Por fim, o articulista descreve que as contratações no futebol foram de jogadores reservas ou que estavam no estaleiro. É uma maneira de enxergar, que pode ser facilmente substituída por jogadores sem multas rescisórias absurdas ou que pudessem vir por empréstimo, além de apostas. Aprendi, não na faculdade de jornalismo, é verdade, que contra fatos não há argumentos. Esses jogadores encostados e reservas foram capazes de conquistar a Copa do Brasil mais difícil de toda a história, superando favoritos como Cruzeiro, Botafogo e Atlético Paranaense. Além de beliscar mais um estadual, já em 2014. Mais do que Vágner Love e Ronaldinho Gaúcho, grandes estrelas, conquistaram com a camisa rubro-negra. E as apostas, como toda aposta, podem dar certo ou errado. Se não conseguimos sorrir com Val, Diego Silva e outros, podemos dizer que só o Paulinho, financeira e qualitativamente, já compensou todos os tiros n’água.

    Continuo sem a intenção de fazer faculdade de jornalismo. Mas, mesmo sendo um reles colunista amador, continuo, também, me preocupando com tudo que pode ser publicado em meu nome. Por isso, gostaria de pedir ao ilustríssimo Jânio de Freitas que revisse os fatos descritos em sua coluna de ontem. A gestão atual tem falhas, claro. Mas a responsabilidade financeira, tão cobrada pela própria mídia especializada, está momentaneamente acima do orgulho de ter os melhores em cada modalidade esportiva. E é bom que nos acostumemos com isso.

     

     

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