05/38 Francamente

CORITIBA X BOTAFOGO

No episódio anterior…

Série boa tem que ter lá seus momentos misteriosos. No capítulo 4 da nossa saga-ainda-não-muito-bem-definida nessa edição do Tupiniquim 2014, deveríamos ter perdido, empatado, ou ganho um jogo. Esse jogo deveria ter sido contra a Portuguesa. Como o Tapetão tem razões que a própria razão desconhece, acabamos deixando três pontos pelo caminho em uma partida contra uma equipe-fantasma, de há muito pertencente a uma outra divisão do futebol nacional.

Ninguém confronta as forças do mal impunemente. Junto com os três pontos… Ficou pelo caminho nosso técnico. Tio Jayme estava no Flamengo desde o Fla-Flu da Lagoa. Uma pena sua partida.

Na verdade esse povo que está no Flamengo há muito, e simboliza a essência do rubronegrismo nato, deveria SEMPRE se negar a assumir em definitivo o posto de técnico. É mais que conhecido o hábito da cabeça do técnico ser a primeira a rolar. Isso independe de quem seja a culpa de uma má sequência de resultados. Assumir tal cargo vem junto, pra qualquer um, com uma carta de demissão potencial. Uma pena perder tal personagem. Enfim…

Vítima morta, vítima posta. Ney Franco assume as carrapetas de hoje em diante, ou seja, de hoje até qualquer má coleção de resultados exigir um novo sacrifício para tentar acalmar a ira dos deuses do futebol.

Parece… Parece… Pelo menos é o que corrobora a lista de prováveis jogadores do Cartola FC, que vamos com dois atacantes para a partida contra o Tricolor Paulista. Brocador e Alecgol tentando dar um chute na fase e levar o nosso Flamengo para posições mais nobres e competitivas da tábua de classificação.

Roteiro curioso esse. Se todo mundo reclamava que a meiúca não estava sabendo fazer a bola chegar em boas condições lá na frente, que tal colocar mais um lá na espera por munição, junto com o Alecgol?

Pela lógica básica isso não daria certo não é mesmo? Mas como Alecsandro já vinha se sentindo muito abandonado por lá e tornou um hábito ir até o meio do gramado buscar explicações e, muitas das vezes fazer ele mesmo o papel de conduzir a pelota até… Até ele mesmo, pode ser que com alguém pra receber a bola na grande área e empurrar a dita cuja pro fundo das redes, essa bagaça possa fluir do jeito que almejamos. É esperar até logo mais e conferir.

Sou suspeito. Não entendo bulhufas de futebol e seus esquemas táticos. Gosto desse troço de dois atacantes. Tenho nessa questão o mesmo nível de discernimento de uma criança de 6 anos de idade. Estou nem aí como o povo vai se virar no sistema defensivo. Eles que resolvam isso.

Somando-se esse aumento claro no número de pessoas tentando realizar o ofício complicado de balançar as redes adversárias, com aquele habitual gás novo dos atletas querendo mostrar serviço pro técnico novo, estou (re)confiante de que vai dar Flamengo hoje. Aguardemos.

No núcleo paralelo de personagens, preocupa para essa partida o comportamento das duas maiores facções de torcidas “organizadas”. Acontece que uma delas é amiguinha de uma outro grupo correlato da equipe paulista. A outra não é e, geralmente, em um nível bem elementar de raciocínio, costumam usar isso como senha para protagonizar cenas lastimáveis de pancadaria, tal qual ocorrido nas arquibas do Pacaembu da última vez que lá o Flamengo atuou.

Bom o policiamento ficar de olho nisso. Os minions do Consórcio Maracanã só servem pra incomodar os torcedores comuns e, caso aconteça conflito, como de hábito, só quem sairá prejudicado é o Flamengo mesmo.

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