Tudum, tudum, tudum…

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Amo o Campeonato Brasileiro. Mesmo sem os milhões e mais milhões dos badalados campeonatos europeus, ainda que agora tenhamos até uma boa dúzia de estádios Padrão FIFA como cenário, julgo um dos mais bacanas do planeta.

Sei que não estou sozinho nisso. O motivo é o ar eterno de incógnita que cerca a disputa. Muitos e muitos candidatos ao título e ao rebaixamento quando tudo começa. Nada daquela carinha de “já vi esse filme e sei mais ou menos como acaba” de campeonatos como o Espanhol, por exemplo.

Fora isso, o Brasileirão começa logo após o término dos fracos Estaduais, o que só pode gerar mesmo mais e mais simpatia, fazendo com que o Tupiniquim ganhe ares de luz no fim do túnel ou oásis salvador no árido deserto.

Já rasguei seda e aposto que 90% de quem leu concorda com o que foi dito. Julgo também que a mesma quantidade de leitores vai concordar que quando termina uma Copa do Mundo, e nem precisava ser essa mítica Copa das Copas, o sentimento é inverso.

Pensei nisso enquanto, com o coração aliviado e destruído, vendo o VT do jogo da minha querida Holanda contra os heróicos costariquenhos, Milton Leite proferiu o que pareceu ser uma lembrança e uma ameaça velada.

Laranja massacrando e esbarrando nas traves, na zaga, no goleiro em tarde/noite inspirada e nos deuses do futebol. Revivia as ações de um jogo que deixara as Fan Fests, a Fonte Nova, os lares, os botecos e o Planeta Futebol em clima elétrico.

Lá pelos tantos minutos, sei lá de que tempo do jogo, o locutor avisa: “É… Vem aí o retorno do Brasileirão”. Pode ser até impressão minha, mas achei que o tom da frase continha certa ironia. Mesmo porque, assim como nós todos, e talvez até mais, o cara já deve começar a se sentir carente de maiores emoções.

Sei que a cara de modorrência é maior pra quem não está disputando lá em cima, descontado o fato de que o Flamengo vem caprichando no quesito preparar fortes emoções para essa retomada de campeonato.

Agora… eletricidade e todo mundo em desespero nos estádios e em frente à TV, não tem mistério, só mesmo se uma onda de sanidade mental pairasse sobre todos e voltássemos ao mata-mata. Quem sabe um dia?

Paixão é paixão e tive um pensamento otimista/pessimista dia desses: “Que saudade de ver um jogo ao vivo. Espero que a saudade não passe por volta das 22:15 da noite de 16 de julho, poucos minutos após o reencontro”.

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