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Stanislavski no Fla

A magia do ‘se’

Por em julho 13, 2014

1. FC Nuernberg v FC Schalke 04 - Bundesliga

Peço perdão ao amigo leitor que não conhece o nome que dá título a esse texto. Não foi minha intenção acelerar o coração de ninguém. Ainda mais que ainda respiramos os últimos ares copeiros. Os nomes esquisitos dos jogadores das Seleções de todo o mundo ainda vão bailar mágicos em nossa imaginação, até que nos habituemos outra vez aos nomes mais familiares do Campeonato Tupiniquim.

Explico. Stanislavski foi um mega-hiper-blaster-craque… Dos palcos. Dentre todas as coisas que deixou de herança para as artes cênicas, uma das suas linhas de raciocínio/ensinamento serve não só para o teatro como para tantos outros campos da atuação humana.

Sem mais delongas e de forma bastante resumida, os tais “ses” mágicos são um truque mental para tentar iludir seu cérebro e fazer com que ele acredite/aceite melhor uma proposta fictícia que lhe seja imposta.

StanislavskiComplicado? Exemplo: “vou ganhar o Brasileirão mesmo estando em penúltimo lugar na tabela”. Difícil digerir essa afirmativa? E assim? … “SE eu for ganhar o Brasileirão, que tipo de atitudes/postura/medidas devo tomar?”. Traduzindo em malandrês, é um jeito meio vaselina de abordar o cérebro.

Finda a Copa das Copas, tenho certeza absoluta que 99,99% dos jogadores que terão idade compatível com a disputa do Mundial de 2018, em algum momento já pensaram em “e se eu voltar e fizer tudo direitinho daqui pra frente? Será que rola participar dessa festa da próxima vez?”

Aí vem a pior parte e mais trabalhosa: as tais medidas e atitudes a serem tomadas. Saber todo mundo sabe quais são. Implementar é que são elas.

Disse tudo isso porque, apesar dos resultados anêmicos dos nossos jogos-treino, com placares um tanto quanto magros e incômodos, chegando mesmo a incluir uma derrota para o Tupi, ouvi falar algumas vezes em “movimentação do time com e sem a posse de bola”.

Pra quem é apaixonado pelo que faz, o trabalho dos tais “ses” mágicos é bem mais simples. Só de ouvir falar em movimentação, posse de bola, e outros termos que não se fizeram presentes em nosso início de Brasileirão, já ando meio empolgado, parando de lamentar o fim da Copa e pensando: “e se nossos atletas resolverem fazer tudo direito?”.

Tudo bem que alguns “ses” precisariam ser semeados na Nação Rio e na Aldeia Smurf da Chapa Azul. Pra completar o serviço, digamos assim. De qualquer forma, se em campo as coisas começarem realmente a funcionar de outra maneira, jáé um ótimo começo.

Aguardemos a próxima quarta.

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