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A culpa é de quem?

Por em agosto 4, 2014

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Após uma semana de calmaria, a nebulosidade voltou a cobrir o céu rubro-negro. Embora seja uma infeliz realidade, não se trata de nenhuma grande surpresa. Como disse na última crônica, o que aconteceu na rodada anterior foi, principalmente, uma combinação de fatores que construiu um cenário perfeito para que pudéssemos voltar a vencer. Isso é ótimo, claro! Mas, nesse momento, entra um atributo um tanto quanto complicado chamado “continuidade”.

Era a estreia do Luxemburgo, rolou aquela aproximação maneira entre o Flamengo e a torcida, do outro lado tinha o fiel amigo Botafogo… E depois? Ficava a incógnita que seria colocada à prova contra a Chapecoense. Talvez não seja um parâmetro incrível, mas seria o suficiente para nos deixar fora da zona de rebaixamento e iniciar uma possível sequência de vitórias.

Expectativa x realidade: voltamos a ficar em último! Tem coisa pior que isso? Sim. Perder faz parte do esporte, não tem jeito. O maior problema é que o time ontem não lembrou em nada aquele que entrou na partida contra o Botafogo, demonstrando raça e vontade nesse momento em que nos falta organização e jogadores.

Sendo assim, a culpa é de quem? Com quantas barreiras nos deparamos esse ano? Técnico? Passamos pela conturbada e polêmica troca do Jayme pro Ney Franco, e agora a chegada do Luxemburgo. Os jogadores em campo? André Santos, Léo Moura, Elano e Felipe, tão criticados por suas atuações, não estavam lá. Será então a falta de reforços realmente de peso? Sério, podemos ficar muito tempo por aqui elucubrando.

Ah, mas também perdemos o Cáceres, o Paulinho, fomos obrigados a improvisar na lateral… e por aí vai. Sempre tem uma tangente, trazendo um novo fator problemático ou resgatando coisas. Isso quando não recorremos aos números: a nova camisa que não vencia, o retrospecto fora de casa, o Beira-Rio…

Não gosto de trazer condicionais pro universo do futebol, mas e se o Alecsandro não tivesse errado feio naqueles dois lances? 2 x 1, vitória nossa? Seria um indício de solução para nossas questões até então pendentes, ou apenas um paliativo para oferecer ao menos mais uma semana de paz?

Como se a quantidade de acusados já não fosse suficiente, a coisa está tão feia que ontem sobrou culpa até pro sol.

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