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    Não é que eu vou fazer igual

    Flamengo volta a (não) jogar mal

    Por em agosto 4, 2014

    Chapecoense e Flamengo

    Somos todos apaixonados. Apaixonado é bicho bobo mesmo. Se já estávamos otimistas e eufóricos sem motivo, mesmo antes do jogo contra o Botafogo, a vitória, mesmo com placar magro, só serviu para corroborar nossas infundadas certezas de que realmente a má fase iria se tornar gradativamente uma coisa do passado.

    Se naquele jogo, mais importante que os três pontos foi justamente ver que finalmente estávamos vendo um time em campo já com algum esboço do que julgamos ser uma equipe com cara de Flamengo, pelo menos no que diz respeito ao empenho, neste domingo aconteceu justamente o contrário.

    Pior que a derrota, muito pior do que meramente a perda de mais três pontos, foi ver novamente um time meio perdido em campo. Joguinho ruim da porra. Ouvi falar em placar injusto. Tá… Na verdade com o futebol (não) apresentado pelas duas equipes, o melhor possível seria mesmo um zero a zero, já que o regulamento atual não permite um score com pontuação negativa, aonde talvez chegássemos a um menos dois a menos um ou algo do tipo.

    Foi pavoroso o treco e a gente, no final das contas, continua sem ter a menor noção sobre quais podem ser nossas reais perspectivas para o restante da temporada. Se o povo em campo vai correr mesmo sem técnica, se vai ficar nessa coisa modorrenta de trocar passes sem chutar pro gol até perder a posse de bola em erros infantis, se o Luxemburgo vai acabar conseguindo gerar algum posicionamento mágico-tático-estratégico que transforme esse elenco em uma equipe competitiva.

    Um terço do campeonato já se foi e no domingo estaremos todos nos dirigindo para o Maracanã ou para a frente da TV com uma grande interrogação a assombrar nossos pensamentos. Qual o Flamengo que vai a campo? Como na base da técnica está meio complicado, toda a nossa insegurança passa por algo simples: o time vai ou não correr?

    Até que o “croata” pareceu mostrar algum tipo de intimidade com a bola. Ou isso ou é só mais um pouco do meu suspeito otimismo que teima em encontrar um Messias em cada atleta que acerte uma três ou quatro jogadas em sequência. Falando em sequência, e agora falando de erros, como diria Milton Leite: “Que faaaaase vive o Muralha!!!”. Pô… O troço está feio pro rapaz. Errando 11 coisas em cada 10 que tenta.

    Bem… Vamos a alguns apontamentos sobre a parte extra-campo, já que não há muito a falar sobre o jogo…

     

    CURTAS

    . QUE FASE VIVE CHAPECÓ. Por Satã… De que se alimentam as mulheres daquela cidade? Uma mais bonita que a outra. Se ano que vem a Chapecoense não descer acho que vou dois dias antes. Pegar alguém não vai rolar porque o Tio aqui é um nerd incurável e domina tanto as artes da sedução quanto o Muralha domina a bola de futebol. Mas não custa nada apreciar por mais tempo as obras de arte locais.

    . SANTA MISSA. Ainda sobre o mulheril. Findo o jogo, busão para Curitiba só dez e meia da noite, pôs-se a Fla Mochila a perambular por Chapecó. Calhou de passarmos em frente a uma igreja católica bem na hora que acabou a missa. Olha… A quantidade de mulher bonita que saiu de dentro da Igreja… Aquilo não é coisa de deus não. Já tem mochilano pensando em ir rezar no local em uma próxima oportunidade.

    . MINI-PROTESTO. A fase está tão braba que até nossos protestos são meia-boca. Tapa na cara do André Santos que tem jeito de que nem existiu no jogo contra o Inter. E dessa vez, UM, APENAS UM, coroa pra protestar na chegada do time ao Rio. E pelos trajes do senhor, tava com cara de estar passando pelo local meio ao acaso em seu passeio matinal.

    . SENHOR DO TEMPO. Um dos caras mochilanos, sempre o Júlio, comprou passagem de avião para 18:45 (??!!). Menos de uma hora após a partida. Como sempre, conseguiu. Os demais, cuja aeronave só partiu de Curitiba 08:05 da manhã de segunda, quase perderam o vôo. Foi por muito pouco.

    . CIDADE-FANTASMA. De dar medo andar pelas ruas de Chapecó dez da noite. Tão vazio que parece que já estamos no meio da madrugada. As casas todas fechadas e muitas delas com todas as luzes apagadas. Tudo bem que com a qualidade do mulheril local o povo deve mesmo “se recolher” mais cedo, mas diante dessa mesma qualidade, um desperdício despropositado as luzes apagadas. Se é que vocês me entendem.

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