Causos do Sorín

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Antes de mais nada, perdão ao amigo leitor. Vou redigir esse treco meio alcoolizado. Ainda que a segunda não seja dia propício, festa de aniversário da minha querida ex, e não tem como faltar né?

Confesso que matutei o dia inteiro pensando “num” tema. Não achei e, um outro bêbado (ou um amigo imaginário) que estava por lá, ao saber que eu me “agoniava” com a falta de assunto, disse convicto: “Pô, cada uma dessas histórias que você me contou é um bom assunto. Ou você acha que na nossa vida de torcedor sensato e sem exageros essas coisas acontecem?”

Escolhi dois causos que, ainda que ocorridos em tempos distintos, se misturaram desde sempre na minha cabeça. Talvez porque um personagem corrigiu o outro, talvez porque as coisas acabam se organizando ao bel prazer na cabeça de pessoas insensatas que nem o Tio.

Enfim… vamos à história, que as inebriações de segunda começam a cobrar sua cota de sono.

Personagem 1. Jogo desses, com mando de campo nosso, que os Smurfs tiveram o brilhantismo de agendar para o Morumbi (??!!), o taxista da terrinha que nos levou de Congonhas até o Morumbi surtou.

O motivo? Saber que tínhamos nos deslocado do Rio até Sampa para presenciar um jogo que prometia muito pouco. E olha que a partida cumpriu tudinho que não prometera.

Dentre outros impropérios, disse que nós todos éramos uns vagabundos sem família. Que provavelmente não tínhamos mulher também. Bradava o tal chofer: “O que?! Sair do Rio pra ver um jogo nada com nada desses?! Vocês vão me desculpar, mas vocês são todos uns lixos!! Falta do que fazer”.

Quando descemos do táxi a chuva de impropérios continuou, e na verdade até piorou, com xingamentos e palavrões de toda ordem e grandeza. Nós? Rimos. Fazer o que em uma situação dessas? Mesmo porque nossos argumentos de defesa não seriam lá os mais sólidos do mundo.

Personagem 2. Tempos depois, em uma passadinha básica na Lapa pós FIFA Fan Fest (daquelas breves que duram até o dia amanhecer) o povo mochilano, já cheio de vodka e energético na mente, trocava ideias com uns hermanos que tinham acabado de chegar DE CARRO da Argentina.

Ao saber que “nosotros somos amigos de la cancha” em um portuñol bem precário, e que nós ficávamos o ano inteiro pra cima e pra baixo pelo país para acompanhar o Flamengo de perto, um dos hermanos proferiu com ares de que isso não era em nada um exagero: “Si, si… como tiene que ser… como tiene que ser…”

Na hora lembrei da indignação do taxista. Alguém corroborava e assinava embaixo do Fla Mochila Way Of Life. Passei a simpatizar mais ainda com os hermanos. Todos uns loucos. E quem não somos?

 

CURTAS

. DESISTO. O que falar sobre Luiz Antônio?

 

 

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