15/38 Lanterna verde

No episódio anterior…

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No último capítulo houve a beleza do cenário favorito, a força e desempenho exuberante da Nação Rio, a açucarada presença de famílias comemorando o Dia dos Pais, a lacrimosidade mexicana de um jogador que (de forma justa) se negou a render homenagens ao seu progenitor, suspense e… O que mais teve mesmo?

Ah… Lembrei. Teve o Gol Salvador de nosso herói do dia. Como nossa série tem bons roteiristas (tá… os primeiros 9 ou 10 capítulos foram uma mesmice pé no saco), nada melhor que a valorização de um personagem recém chegado à trama. Como se não bastasse, vindo de terras distantes e com um drama familiar mal resolvido a emoldurar seu belo gol-momento-de-redenção. Uma aula de roteiro. Mais um campeão de audiência.

Um suspense bem resolvido ao fim do capítulo, foi aquela dúvida que permeou todo o episódio, para só no final se revelar. Faríamos ou não um mísero golzinho para nos livrar do fardo de carregar a lanterna? Ja um mistério resolvido para o lado negativo e das decepções, foi a resolução final de que a tal fenda temporal chamada de “Janela de Transferências” nada mais foi que uma falsa pista para desviar a atenção do público.

Para o episódio de número 15, violentas cenas ninja de agressão à bola são esperadas. Uma briga de foice, no escuro, no frio, e em cenário que não nos traz exatamente as melhores recordações das nossas vidas. Mesmo tendo vencido lá no ano passado, isso não pode apagar (ainda) todo um passado de negatividades assombrosas no Triângulo das Bermudas Verde, aonde nosso futebol costuma desaparecer de forma misteriosa. E isso quando ele está vistoso, nesta oportunidade, em que anda um futebol meio anêmico, sabe-se lá o que nos aguarda.

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Será um episódio digno dos clássicos Jogos Mortais. Duas equipes no Z4, tendo que duelar entre si e empurrar uma pra outra a possibilidade de terminarem o dia mais uma vez com a Lanterna Amuleto Maldito em mãos.

Elementos para a emoção existem aos montes. Do lado flamochilano, nos bastidores da partida, aquela tragicomédia habitual de quando visitamos as terras mais ao sul. Muita divindade feminina espalhada pra todos os lados e o nosso costumeiro e bullynesco zero a zero. Aliás, o Tio está sendo injusto com o Sul. Pode escolher na Rosa dos Ventos qualquer direção. Norte, Oeste, Leste, Sudoeste, tanto faz. Nosso desempenho é sempre risível. A gente nem tem moral pra reclamar quando o Flamengo não dá no couro. Vai ver nossa fidelidade-amor-onipresença nasce daí.

Urubu Rei contra (esperamos) Lanterna Verde. Todas as emoções desse duelo você confere nesse domingo… Quatro da tarde.

Não percam.

 

CURTAS

.AMÉRICAS. Cada um tem a tragédia e o América do tamanho que merece.

. DICA MOCHILANA. Dias 17 e 24 de setembro, duas quartas, o Flamengo visita a capital paulista para os jogos contra Palmeiras e São Paulo. Fato é que AINDA tem um monte de horários e passagens bem em conta nas cias aéreas. Muitas no fim da tarde. A volta? Melhor opção é busão mesmo. Dorme seis horas, acorda bem, chega no trampo descansado.

. PEDIDO. Parece que o Vasco se aprumou lá na Série B. Está no G4. Em caso de “título”, gostaria de pedir desde já contidas comemorações por parte dos muitos amigos cruzmaltinos. Ganhar a Série B não deve ser motivo de orgulhos exagerados.

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