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    Haverá vida enquanto houver Flamengo

    Por em agosto 18, 2014

    “A 600 km acima do planeta Terra, a temperatura oscila entre 126 °C e -100 °C. Não há nada para transmitir o som. Não há pressão atmosférica. Não há oxigênio. A vida no espaço é impossível.”

    É com essa citação que se inicia ‘Gravidade’, um dos melhores filmes de 2013 e vencedor de 7 estatuetas no Oscar. Caso não tenha visto, recomendo bastante que assista. O filme, do diretor Alfonso Cuarón, recorre a diversas metáforas espaciais para falar basicamente sobre aceitar os fatos como são e se desprender do passado para encontrar as forças necessárias para recomeçar. Ou seja, jamais desistir independente das adversidades.

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    Ontem o Flamengo tinha diversos motivos para eventualmente perder a partida: de 1998 até aqui, tivemos 10 confrontos com mando de campo do Coritiba e vencemos apenas dois (fonte: Futpédia). Além disso, o Coritiba é o atual lanterna e um adversário direto na briga contra a degola. Pra piorar, no campeonato desse ano a gente ainda não havia vencido nenhum jogo fora de casa.

    Contrariando esses dados, vimos o Flamengo entrar ainda mais organizado do que já estamos vendo nas últimas rodadas após a chegada do Luxemburgo, principalmente no sistema defensivo. E com essa segurança na parte lá de trás, o meio-campo também trabalhou melhor com direito a passes com um pouco mais de qualidade.

    Vontade também não tem faltado por parte dos jogadores. O Éverton merece novamente o destaque e nem é por conta do gol marcado. Mas sim pela entrega, raça e até mesmo pela tentativa de virar o ‘Van Persie Tupiniquim’ no Couto Pereira. Márcio Araújo foi outro que conseguiu segurar a onda com êxito e o Marcelo mandou bem apesar do susto contra o próprio patrimônio.

    E se a vida no espaço é impossível, como retratado em ‘Gravidade’, também não é possível encontrar vida na zona de rebaixamento. A falta de pressão atmosférica é substituída pela presença de outras pressões, partindo de dentro e de fora dos gramados, principalmente quando se trata de um time grande como o Flamengo. Agora sim podemos retirar o capacete e começar a respirar um pouco sem o auxílio de equipamentos.

    Não estamos livres. Na verdade, estamos bem longe disso. Mas na minha opinião o time começa a aparentar que pode e quer aprender a conviver com tudo que possui no momento. Não virão grandes reforços, não teremos grandes novidades. Mas sempre teremos o Flamengo para ser a força natural necessária sempre que faltar alguma outra coisa.

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