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    Para o Flamengo, a camisa é tudo

    Por em setembro 11, 2014

    Rio de Janeiro, 11 de setembro e um dia após uma derrota do Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro. Calor insuportável para a estação do inverno. Por volta de 12:00, o Templo Sagrado do Futebol, o Maracanã, conta com uma fila gigantesca que faz perder de vista o final da mesma.

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    O que seria esse fenômeno? Final de campeonato? Algum show de uma super banda da moda?

    Não! Apenas mais uma fila para compra de ingressos para o jogo do Mais Querido! Apesar da má fase e da recente polêmica do aumento dos preços dos ingressos, a procura para a compra das entradas do jogo contra o Corinthians no próximo domingo, nos remete a uma reflexão: O que leva esses torcedores, que a cada rodada, a cada campeonato, não para de dar provas de seu amor e paixão ao Rubro-Negro carioca?

    Neste campeonato, com um time tecnicamente fraco e lutando contra a “zona da confusão” todo o tempo, o Flamengo já foi capaz de lotar o Maracanã, a Arena Pantanal e se encaminha para lotar o estádio Mario Filho mais uma vez, sem falar no jogo em Manaus que será disputado em breve contra o Botafogo, com promessa de casa cheia.

    Talvez esteja realmente chegando ao tempo em que baste o Manto em campo e a torcida na arquibancada, como escrevia o imortal Nelson Rodrigues. Tal fenômeno sociológico merecia um estudo mais aprofundado.

    O que leva o indivíduo a se deixar levar pelo encanto do rubro negro? Repostas abertas nos comentários.

    Segue abaixo o trecho da crônica de Nelson Rodrigues, publicado em 1955, na antiga Manchete Esportiva.

    flamengo-nelson-rodrigues“…Para qualquer um, a cami­sa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: — quando o time não dá nada, a camisa é içada, des­fraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juizes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, batidos. Há de che­gar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no ar­co. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.”

     

     

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