Amor que não se mede

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A semana inteira fiquei esperando…

Uma canetada daqui, uma whatsappada dali, uma combinação muito da mal combinada acolá, cada Smurf apontando pra um lado e… Tá lá o corpo estendido no chão. Ou melhor, tá lá o preço dos ingressos subindo outra vez.

Ainda que o aumento do preço cheio do fervilhante caldeirão do Setor Norte tenha sido de apenas dez pratas, pegou mal o aumento um pouco maior do Setor Sul, embora seja um lugar que tem lá suas vantagens, com a vista mais bonita que alguém pode ter em um estádio de futebol.

Na verdade o que pegou mal mesmo foi a “istratejia jeniau” de aumentar o treco em um pequeno punhado de reais. Não há de resolver bulhufas dos problemas financeiros do clube, só servindo pra gerar um ligeiro desconforto entre a diretoria e a Nação, a diretoria e o Luxa e, sinal claro de que andam batendo cabeça na Aldeia Smurf, entre a diretoria e a própria diretoria.

Na verdade o tal aumento não me surpreendeu. Os blues são simples e transparentes nessa bagaça. Time está na merda e precisando da Nação, tudo por um real e grátis um refresco. Quando as coisas melhoram (vide nossa campanha na Copa do Brasil 2013) o ingresso vale quanto pesa. Aí vem a lei da oferta e da procura, logo atrás as planilhas de ticket médio, as projeções financeiras a curto, médio e longo prazo, e todas as teorias que os Smurfs aprenderam na Faculdade de Administração e Finanças.

A sorte mesmo é que “nóis semo” tudo é favelado. No lugar de aceitar a pilha da imprensa picareta, que começou a dramatizar e fazer insinuações maldosas de que o Flamengo havia traído e virado as costas para a Nação, o povo não se fez de rogado e, mesmo após duas derrotas, se mandou para as filas. Enfrentar sol e o atendimento irritante da Futebolcard para comprar ingressos.

E que se foda o mundo. Se “dé real” fazem algum tipo de diferença para os cofres smurféticos, pra gente tanto faz. Já estamos duros mesmo, não há de ser por um punhado de dinheiros que vamos abandonar nosso time. Ainda mais sendo sabedores de que o bonde da gambazada sempre vem em bom número  e decibéis para o Rio de Janeiro.

Vamos encher aquele treco de novo. A Nação é bem assim.  Capaz de sair da pasmaceira dos modorrentos e pontuais cinco mil pagantes, para os delírios das filas longas e Maracanã abarrotado, sem muito motivo justo concreto.  Apenas um único, abstrato e principal motivo: AMOR.

Tudo bem que os Smurfs fundamentalistas vão argumentar sisudos que esse tal de Amor não paga as contas. Que paguem então com os dez ou vinte dinheiros a mais.

Não há de nos fazer falta.

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