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    A marcha de 40 milhões – parte 2

    Por em setembro 19, 2014

    O placar eletrônico mostrou nosso eterno ídolo Zico, consternado com as mãos na cabeça. À beira do campo Luxemburgo bicou um copinho de água. Os argentinos comemoraram junto a sua pequena porém barulhenta torcida. O baque durou uns 4, 5 segundos. Tudo ao redor parecia ter parado no tempo. Do meio da torcida surgiu um grito isolado que rapidamente transformou-se numa demonstração de apoio e superação coletivas:

    Uma vez Flamengo

    Sempre Flamengo

    Flamengo sempre eu hei de ser

    É o meu maior prazer

    Vê-lo brilhar…

    (Veja aqui a primeira parte da história)

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    Os gritos rapidamente se transformaram em aplausos e mais cânticos. O mais calado dos rubro negros naquele dia, sabia de sua importância e despejava a plenos pulmões a alegria de ser rubro-negro.

    Aquele décimo terceiro minuto seria um marco na história do clube. Uma comunhão nunca antes vista entre torcida e time. Transformando o campo de jogo em uma verdadeira arena.

    Já, aos quinze minutos, em uma arrancada de Everton pela esquerda e tabelinha com João Paulo, resultou em um cruzamento certeiro na cabeça de Eduardo da Silva, que explodiu no travessão e saiu em tiro de meta. O silêncio do segundo entre a cabeçada e a explosão no poste, foi ensurdecedor, que os mais velhos poderiam comparar ao Maracanazzo. Contudo, em compensação, o furor com o qual a torcida continuou a empurrar o time, foi sem precedentes.

    Luxemburgo vem a beira de campo e cobra mais participação de Paulinho e Alecsandro, como quem conhece de futebol e seus atalhos.

    Em um contra ataque argentino, Wallace intercepta a bola e consegue um lançamento para Paulinho na direita. Aos gritos de “vai, Paulinho”, o atacante provou aos 32 minutos o porque vinha sendo uma das peças fundamentais da campanha da Libertadores. Com uma arrancada, passou pelo lateral esquerdo, com um drible espetacular, foi à linha de fundo e cruzou certeiro no peito de Alecsandro. O contestado atacante, que havia perdido uma das penalidades na disputa das semifinais, dominou no peito e girou fuzilando no canto direito do goleiro.

    Explosão de alegria! Talvez naquele momento todos os rubro negros, os vivos e até os mortos, soltaram um grito que estava abafado por décadas.

    Um gol para mudar a história! Um gol para não deixar o sonho morrer!

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    Continua…

    A escolhida pra continuar a história é a Marcella Mello (@MarcellinhaRJ)

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