23/38 Querida, encolheram a mamãe

No episódio anterior…

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Flamengo e Palmeiras na última quarta decidiram rachar uma pizza metade pepperoni, metade quiabo com jiló. Fato é que se as duas equipes tivessem decidido jogar ambas ao mesmo tempo, teríamos provavelmente presenciado uma bela partida de futebol.

Como cada uma jogou um tempo só, o justo resultado final ficou com aquela cara de jantar meio assim assim. Com cara de pizza requentada de boteco dos não muito nobres.

Pelo lado deles eu sei lá o que houve na primeira etapa. Apesar de parecer mesmo a exibição de uma equipe que vem flertando com ares apaixonados com a degola, o Z4, a confusão ou qualquer outro nome que se dê ao treco.

Do lado de cá eu nem quero acreditar que todo aquele horror da segunda etapa tenha se iniciado única e exclusivamente por conta da saída do Cáceres. Coincidência ou não, a maionese desandou feio. Aos 20 do segundo tempo já tínhamos sofrido tanta pressão que a eu achava até que o jogo já estava acabando.

Para o episódio de número 23 vamos de locação e adversário regionais. Um dia já foi o jogo que o Tio aqui mais gostava de ir. Depois de tantas lambanças tapetenses dos nobres aristocratas das Laranjeiras, já passei faz tempo a considerar um confronto contra algo menor. Uma partida deslocada da realidade, entre duas equipes que não deveriam mais frequentar a mesma tábua de classificação.

Tapetão

O Fluminense, agremiação classificada por um grande e sábio amigo meu como “um time de bairro”, realmente jogou fora algo que poderia aproveitar para todo o sempre. Se apenas obedecessem as regras, jamais lhes seria negada a lembrança de um dia ter sido o lar dos atletas que fundaram o Flamengo. Algo meio parecido com assumir a maternidade de um filho mal agradecido, que tanto sofrimento traz para sua progenitora.

De tanto se esforçarem negativamente, a primeira coisa que vem à cabeça quando se fala em Fluminense passou a ser mesmo o show de horrores dos rebaixamentos não concluídos e ascensão mal explicada.

Nós lá na meiúca e o Fluminense ainda lutando lá na parte de cima. Ainda assim, notícias a todo momento informam a disparidade vergonhosa do bom número de ingressos vendidos do lado de cá, contrapondo-se ao pequeno punhado de compras realizadas pelos torcedores do Tapetense.

Se Flamengo e Palmeiras fizeram um futebol metade frango com catupiry e metade feijão com leite condensado no meio de semana, a pizza com duas metades que jamais se completarão para formar um todo na tarde de hoje será nas arquibancadas. De um lado a majestosa Nação fazendo seu show habitual, do outro meia dúzia de uma gente que teima em se achar grande.

Como truque de filmagem, restará à TV o velho truque da tomada de câmera bem fechada, pra pelo menos fingir que há um número digno de torcedores do lado de lá. Um pouco da velha e boa magia do cinema.

Em campo, já começando a tornar seu habitat fixo o meio da tabela, o Flamengo luta para arrancar os três pontos e… Luta para lutar, é bem verdade. Tanto a confusão do Z4 quanto os prazeres da emoção do G4 vão parecendo realidades distantes a cada rodada.

GIGANTES contra nanicos. Hoje… Quatro da tarde…

Não percamos.

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