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    Vivendo de ‘brilharecos’

    Por em novembro 6, 2014

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    Passado o verdadeiro desastre acontecido no jogo da semifinal da Copa do Brasil, contra o Atlético Mineiro, a tendência natural de todos é uma verdadeira caça às bruxas no Flamengo. Culpas distribuídas ao técnico, comissão técnica, jogadores, diretoria, presidente… Todos levam suas parcelas de culpa e os radicais querem sempre as mesmas soluções: cabeças em bandejas, troca de todo elenco, demissão de treinadores, nova presidência etc.

    Contudo, devemos parar um pouco para pensar na situação que o clube se encontra nos últimos anos. Tudo bem que fomos Campeões Brasileiros em 2009 (quando ninguém esperava e contando com a genialidade de nosso último camisa 10, Pet, e um centroavante iluminado e com prazo de validade quase vencendo, Adriano) e Campeão da Copa do Brasil em 2006 e 2013 (novamente contra todos os prognósticos e probabilidades).

    Não computo aqui os inúmeros estaduais, pois o nível do futebol carioca anda tão baixo (um time na segunda divisão, um que deveria estar e outro que está a caminho), que não vale a pena exaltar essas conquistas. A nossa realidade média tem sido fugir do rebaixamento ou nos contentar com uma participação honrosa no Campeonato Brasileiro.

    Quando chegamos ao nosso sonho de consumo, a Libertadores, volta e meia somos desclassificados na primeira fase ou saímos no mata-mata para equipes com pouca expressão e força no continente.

    Talvez tenha chegado a hora (da maneira mais dolorosa) de pararmos para refletir o que queremos do nosso clube para o futuro. Queremos viver de “brilharecos” ou estruturar um clube forte, que seja capaz de manter um time competitivo de forma sustentável?

    Vejam que não escrevo um artigo político, querendo condenar ou absolver a atual diretoria. Temos que refletir, e muito, sobre a escolha do atual modelo de gestão. Vamos bancar as apostas em jogadores desconhecidos, respeitando o limite salarial, ou voltar ao tempo de contratações de peso, com salários surreais e deixar o clube afundado em dívidas?

    Não tenho respostas para todas as perguntas, apesar de pensar insistentemente nelas. Quando penso com a razão, acredito que devemos manter a política de pés no chão. Ao deixar a emoção tomar conta, quero craques, mesmo que tenhamos que pagar milhões de reais e ficar afogado em dívidas.

    Vamos terminando o ano mais uma vez de forma melancólica. Com mais um Estadual na conta e deixando a vaga na final da Copa do Brasil escapar por entre os dedos. Resta garantir mais 3 pontos nas rodadas restantes e após isto, colocaria para jogar atletas que não vem atuando, para poder fazer um balanço e definir o quanto antes o elenco para o ano que vem (espero que com uma grande reforma).

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