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    A quase tragédia

    Tanto acontece que aconteceu

    Por em novembro 7, 2014

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    Noite de terça. Nas redes sociais já pululam aqui e acolá imagens de gente indo para ou já chegando em BH.

    Quarta por todo o dia. Na rodoviária, nas estradas, nos aviões, a Nação Rio decreta um quase feriado e vai se dirigindo para onde o coração aponta. No avião que o Falando de Flamengo foi, como em tantos outros, os sons lembravam qualquer busão vindo de qualquer parte do Rio em dia de jogo no Maracanã.

    Sob os olhares curiosos, admiradores e reprovadores do resto do mundo, a Nação segue seu rumo. Cantando, sorrindo, provocando, enaltecendo mais que o Flamengo, as maravilhas do Ser Flamengo.

    Arredores do Mineirão. Com um trabalho (mais uma vez) bem feito pela Polícia de Minas, a Nação se concentra em local seguro e vai sendo escoltada para a Arena por caminho razoavelmente limpo. Os mais afoitos gritam, fazem ecoar na noite de BH os sons cariocas. O Hino, “amor maior não tem igual”, “vamos Flamengo”, qualquer coisa.

    A polícia reprime e pede silêncio. Agindo certo. Falta pouco para entrar. Para que alardear para os poucos atleticanos armados de péssimas intenções a nossa localização exata? Pra que botar um neon escrito “joguem pedras aqui” sobre nossas cabeças?

    Já dentro da Arena a Nação canta alto, forte e em carioquês. Lembrando, e acho que até superando, a histórica participação no jogo contra o mesmo Galo e no mesmo estádio (ainda sem os aparatos fifenses) da campanha do Hexa em 2009.

    Começa o jogo. Pressão dos caras, bola na nossa trave, jogo parecendo sob controle por conta da nossa ligeira vantagem… Goooooooool do Flamengo… Um gol mais achado que trabalhado. É unanimidade. A vantagem agora é enorme. Estamos na Final. Ironicamente, lembro de um amigo aos berros repetindo sem parar um histérico e adequado “faz quatro agora que eu quero ver”.

    Gol do Atlético… Nada demais. A Nação continua sua festa na maior das certezas. Até vir o segundo tempo. Aí tudo vira uma mistura amarga de gols do Atlético, gritos de “Eu acredito” ecoando pelo Mineirão, e (quem diria?) confusões mil de um Flamengo que três dias antes decretara sua fuga da Confusão.

    Acaba o jogo. Silêncio por alguns instantes do lado da Nação. Estupefação em cada olhar. Algumas lágrimas aqui e acolá. Até que alguém de forma iluminada decide que alguns minutos de silêncio já estavam de bom tamanho. “Acima de tudo rubro-negro… Amor maior não tem igual…”. O canto ecoa outra vez entre os rubro-negros.

    Dali para provocar o algoz da noite com gritos de “ão, ão, ão, segunda divisão” foi um caminho óbvio. Pronto. Ainda vamos lembrar dessa noite por muito tempo. Até as gerações futuras e que nem nasceram ainda vão lembrar. Mas a tragédia não era tão grande assim. Foi só o tempo de pararmos e lembrarmos que, após a noite de 5 de novembro de 2014, eles continuam atleticanos. E nós… Vejam só que sorte, que maravilha… Continuamos FLAMENGO.

    Como em um final de filme que terá sequência, logo após a mais de hora e meia que levamos pra conseguir sair do Mineirão, o povo da Fla Mochila já estava marcando com um taxista para o dia 19, jogo contra o Galo, dessa vez pelo Brasileirão. Algumas horas depois todo mundo comprando ingressos para a partida contra o Sport.

    Em um plano geral com a torcida do Flamengo cantando feliz em um Mineirão já quase vazio, em um plano mais fechado no povo mochilano comprando ingressos para um jogo em Recife, a coisa toma perspectiva apropriada. Foi apenas uma Quase Tragédia.

    Vida que segue.

     

    CURTAS

    LUXEMBURGO. Substituições polêmicas, em que pese as poucas opções no cardápio. Sendo culpado por muitos pela eliminação. Declaro: da real tragédia que nos livrou orientando dentro e fora do campo em 2014, se ele botar o PV na lateral e o Pico no gol domingo, assino embaixo e digo que tá certo.

    FEIJÃO TROPEIRO. Ainda é boa a iguaria tradicional do Mineirão, mas que era melhor antes da FIFA passar por lá, bem que era.

    NA TRAVE. Para o jogo de domingo contra o Sport, mais uma vez a Fla Tour tem ingresso pra vender e o ST não tem pra comprar. Menos mal que o site da Arena Pernambuco quebrou essa e disponibilizou.

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