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    Bastidores arquibaldos

    Jogo morno contra o Campeão do Universo

    Por em novembro 10, 2014

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    O dia não clareara ainda quando deixei o lar em direção à Recife. O clima ameno da manhã de domingo era todo um convite à preguiça. Clima ameno na Cidade Maravilhosa, de agora até o longínquo mês de abril, distante 66 anos-luz de nós, é coisa rara de se ver. Até acontece, mas é mais ou menos como encontrar botafoguense, uma tarefa árdua. Como compromisso é compromisso, lá se foram os Flamochilanos para Pernambuco.

    Junto com meu fiel escudeiro Sorinzinho e do resto do povo, fomos chegando aos poucos em Recife. Bem de acordo com as nossas desorganizadas tradições. Cada um em um vôo diferente, com horários não conhecidos pelos outros. Dá certo. Todos nós sabemos muito bem o destino final. O caminho não importa.

    Sem a presença forte da Nação Rio nos caminhos para o jogo, como ocorrera no dia do jogo contra o Atlético, fomos encontrando por lá os Off Rio locais, os que vieram dos quatro cantos do Nordeste, e alguns poucos cariocas. Aqueles dentre nós com mais falta de bom senso… Ou com menos, sei lá… Afinal de contas, não era assim um programa que fizesse lá muito sentido.

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    A Arena Pernambuco lembra um pouco as imagens dos estádios da Copa na África do Sul. Parece um monumento ao futebol (não dos mais belos) erguido no meio do nada. Dentro é tão pasteurizada quanto tantos outros templos fifenses.

    E lá dentro a bola rola. Em meio ao forte berreiro local de “sport… sport… sport…”, e em meio às obcecadas faixas com a sonhadora inscrição 87 da torcida do Leão da Ilha… Goooool do Flamengo. Pouco tempo depois… Goooool do Flamengo. A comemoração da Nação é contida. Mais um “ééééééé…” que aquele tradicional rugido da multidão quando é gol que vale muito. A euforia esbarra na pouca importância do placar para o nosso resto de temporada e nas lembranças do.. Do… Você-sabe-o-que.

    No segundo tempo, como que em homenagem ao Grande Prêmio Brasil de F1, o Flamengo acaba com um engarrafamento de volantes na meiúca. Agride pouco o adversário. A Nação entoa burocráticos gritos de “olé” enquanto aguarda a nossa já posta em prática e só aguardando a matemática, Saída Oficial da Confusão.

    Com a torcida dos caras indo embora e com a fatura parecendo definida, gol do Sport em bela cobrança de uma desnecessária falta. E logo depois (dane-se que a posição era irregular, aqui não é botafogo) gol do Sport. Os do lado de lá que não haviam abandonado ainda a Arena gritam e comemoram efusivamente.

    Acabava o jogo. Sport Recife Campeão Brasileiro de 2014. O vigésimo título nacional do rubro-negro local. Pelo menos foi o que pareceu, diante de comemoração tão histérica.

    A Nação na arquibancada olhava e meio que dava de ombros, ensaiando um “e daí?” não proferido. Um lado do cérebro em 2015, o outro lembrando que já vira algo parecido. E nem faz tanto tempo assim.

     

    CURTAS

    SARDINHA EM LATA. Deixar a região da Arena Pernambuco não é tarefa das mais fáceis. Pouco táxi e uma multidão pra cada um dos poucos ônibus disponíveis. Deve ter gringo perdido no meio de toda aquela floresta desde a Copa do Mundo.

    DICA DO TIO SORIN. Essa vai para os Off Rio de Recife. Não entrem no debate sobre 87 e nem ostentem faixas alusivas ao campeonato daquele ano. Isso é bater palma pra maluco dançar. Nosso título, ganho sobre o Internacional, outro clube de primeira grandeza, não está em discussão.

    TUDO JUNTO E MISTURADO. Fla Mochila voltou no mesmo vôo do time e comissão técnica. Coisa que não nos agrada muito. Sabe como é… Os caras de folga no dia seguinte e nós indo direto pro trabalho. Agradaria mais um vôo vazio e com menos barulho.

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