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    Cópia da realidade

    Fla e Galo mostram que não foi acaso

    Por em novembro 20, 2014

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    A tarde/noite de ontem foi esquisita. Tudo parecia uma cópia mal feita daquela outra quarta. Você sabe qual.

    Mesmo adversário, mesmo dia da semana.

    Como se fosse um rascunho daquela data, os vôos mochilanos eram parecidos. Os meus, com requintes de mesmice, eram exatamente os mesmos. O de ida estampando um belo 666 na tela do aeroporto. Ainda mais, como se fosse um roteiro do mesmo filme, até minha blusa e a do meu filho eram as mesmas.

    O Déjà vu se tornou mais grosseiramente grave quando saquei da mochila o cartão de embarque trocado, exatamente da mesma forma de outrora.

    De diferente? Não havia um mar de gente trajando o negro e o vermelho nos aeroportos, rodoviárias e estradas que levam à BH. Na saída antecipada do trampo, no lugar de admiradas e elogiosas perguntas de “Você vai lá hoje? “, vindas dos patrões e companheiros de trabalho, muitos deles desejando ir também, uma enxurrada de críticas das mesmas pessoas. Traidores e debochados comentários de “vai fazer o que lá, maluco?”

    Outra sublime e confortável diferença: chegar no estádio 40 minutos antes da bola rolar e comprar ingresso sem fila alguma. Barato, sem tumulto, caminhos livres para a arquibancada. Nada como uma boa sapatada pra facilitar as coisas. Ainda que eu prefira, por razões óbvias, o tumulto e o caos dos bons momentos da nossa equipe.

    Começa o jogo. E o Flamengo até se porta bem, com algumas chances aqui e acolá. Penso em uma vitória movida pela falta de compromisso com o resultado. Praticamente uma pelada de final de ano entre rivais tão… Tão rivais.

    Com o passar do tempo… Gol do Galo. Tal qual naquela outra noite você-sabe-qual, o Flamengo se desestrutura com o ligeiro revés. O que acaba gerando mais um gol e desestrutura maior. E mais gol… E ainda mais um outro.

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    Quatro outra vez. Nas redes sociais começa o longo arrastar de correntes. Lamúrias, reclamações, e até mesmo um ou outro comentário desrespeitoso para com o clube que muitos amam (ou dizem amar) e arremessam pedregulhos na mesma medida.

    No jogo você-sabe-qual, fiquei com a sensação de que o nosso gol inaugural do placar, dada a vantagem conseguida na partida do Maracanã, foi o motivador de tanta estupefação com o resultado final. Analisando friamente, achamos um gol enquanto as coisas em campo pendiam bem mais pro lado de lá mesmo.

    Tira-teima ontem à noite. Um Atlético que nem parecia tão empenhado assim, acabou nos derrotando com mais quatro gols. Pra que tapar o sol com a peneira? Somos o FLAMENGO e eles são o Atlético, mas nesse momento, os mineiros estão com uma equipe bem melhor que a nossa. Simples assim. Demérito algum.

    Estamos a ajeitar nossa casa. E eu nem estou esperando grandes contratações para 2015. Ontem, enquanto a Fla Mochila tocava normalmente sua vida, rindo aos borbotões passado o jogo, proferi frase séria em tom de brincadeira.

    Esses merdas que nos aguardem em 2016.

     

    CURTAS

    MELHOR MOMENTO DO CAMPEONATO. Voltar de jogo fora e chegar no Rio de Janeiro sem precisar ir para o trabalho. Valeu MESMO Zumbi.

    FLA MOCHIQUE. Orgulho de ter a presença de 100% do núcleo-base na noite de ontem. Piloto mineiro deixando e buscando quase dentro da arquibancada. Fazendo as vezes de guarda-volume e tudo o mais. A não-organizada mais organizada do mundo.

    BUTTMAN. Se o treco foi outra vez feio no gramado, relativamente, a proporção poucos torcedores x quantidade de gostosas no Independência tava uma belezura. Belas bundas mineiras.

    Em tempo: #GolDoGalo

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