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    36/38 O roteiro e a gravação

    Série com final inesperado

    Por em novembro 23, 2014

    No episódio anterior…

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    Foda-se, né? Acho que todo mundo lembra muito bem do último capítulo. Se por acaso alguém quer reembrar assim mesmo, é só catar meu texto anterior a esse. Uma análise nua e crua da noite da última quarta. De qualquer forma, a frase derradeira do tal texto resume tudo: “Esses merdas que nos aguardem em 2016”.

    Para o episódio de número 36, a produção dessa série iniciada no início do ano vem pedir desculpas pela virada de roteiro atual. Quando começamos, nossa previsão era de que o capítulo 36 fosse gravado em um abarrotado e pulsante Maracanã. Com ensaio um dia antes na Gávea.

    Acabou que aconteceu o que 11 entre 10 escritores afirmam: em algum momento os seus personagens acabam meio que ganhando vida própria e passam a comandar seus destinos.

    No nosso caso, quis o desempenho durante o campeonato… Aliás, acho que dá pra falar que foi o desempenho após o Luxa assumir o treco. Se levarmos em conta o pré-Copa, talvez a locação do episódio 36 fosse mesmo o Maraca, com a gente precisando conquistar 25 dos últimos 9 pontos para escapar da inusitada tarefa de fazer companhia ao botafogo nos porões da Série B.

    Enfim, no lugar da Gávea, nosso coletivo de sábado foi no Nhozinho Santos. A Nação Rio verá de longe o jogo. A Nação Maranhão assume o papel de burocraticamente empurrar o Flamengo para o seu destino no Brasileirão 2014, a aprazível e monótona localidade de Lugar Nenhum na Tabela.

    Jogo curioso esse. O Flamengo (ainda bem) vai com sua força máxima disponível para o campo de jogo. O mínimo que se poderia fazer para retribuir o carinho dos Off Rio locais, que vão abarrotar o estádio para ver um jogo que não vale mais nada. Com o requinte de treino para 1000 pessoas na véspera e recepção calorosa no aeroporto.

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    Do lado de lá, um Criciúma que, de situação tão deplorável, já até deu férias antecipadas para a maior parte dos seus titulares. Se a equipe de Santa Catarina ganhasse as próximas três partidas por 41 x 0, não ia adiantar bulhufas. Série B de botafogo é mesmo o destino do Tigre em 2015.

    Não deu pra ir. Uma pena. Ainda que o jogo não represente nada, meu lugar era lá na arquibancada. Porém, dessa vez estou do lado dos Smurfs. A vaca já foi pro brejo mesmo, hora de faturar um qualquer e honrar os Off Rio com a presença do Flamengo.

    Assim vale. No Estadual vale. O que não vale é pegar jogos contra adversários fortes, ainda com chances de brigarmos por coisas boas, e enterrar o time rodada após rodada em Brasília, como aconteceu em 2013 e, arrisco dizer, como aconteceria em 2014, se o Luxa não surgisse para iluminar os caminhos desse povo.

    Mais texto modorrento por aí no capítulo 37. Tá difícil.

     

    CURTAS

    O FEITIÇO DO TEMPO. O final de semana dura um mês quando não tem que ir ao jogo do Flamengo. Já fiz coisa pacarái, tenho outras tantas programadas, e ainda é manhã de domingo enquanto escrevo essas asneiras.

    TAPETÃO DO BEM. Com as voltas de Eurico pro Vasco e Vasco pra série A, Flamengo inicia o Brasileirão 2015 já com seis pontos.

    PROVOCAÇÃO SEM SENTIDO. Os caras voltam no sufoco, empatando com o poderoso Icasa, que deve ir para a série C na próxima temporada, e ainda se acham no direito de comemorar de forma histérica e provocar o Jamais-Rebaixado-Flamengo. Então tá…

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