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    Austeridade x Competitividade: o dilema do Flamengo

    Por em novembro 27, 2014

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    Agora teremos um hiato entre o Campeonato Brasileiro e a próxima temporada, que se iniciará em janeiro, com a pré-temporada e o Campeonato Estadual, que será disputado a partir de fevereiro.

    Com isto, está aberta a época das especulações desenfreadas, cavadas de empresários e os veículos de comunicação tentarem preencher suas pautas com o que quer que seja, para continuar a ter audiência, vendas e cliques.

    Somente neste mês de novembro, a partir do momento em que o Flamengo se livrou de qualquer responsabilidade no Campeonato Brasileiro e foi desclassificado na Copa do Brasil, já ouvimos falar de inúmeros nomes que “estão quase fechados” com o clube. De Thallyson à Thiago Neves, passando por Lucas Pratto e Mancuello. De certo, a ansiedade bate à porta dos torcedores rubro-negros, que esperam um ano de 2015 com mais sucesso e conquistas. Contudo, chegou o momento de pararmos para refletir sobre o que nos diz a atual situação financeira dos clubes brasileiros, e para onde devemos guiar nosso clube.

    Lógico que caso pudéssemos escolher, investiríamos rios de dinheiro e montaria um esquadrão com jogadores de renome internacional, e um time imbatível para conquistarmos títulos e mais títulos. Porém, como fazer isso com um clube afundado em dívidas e tendo que correr atrás de receitas? De acordo com o balanço financeiro divulgado esta semana, o clube passou de uma dívida de mais de R$700 milhões para um patamar de R$ 560 milhões. Desta forma, ainda não estamos em condições de exigir grandes craques. Some-se a isto, pedidos salariais absurdos. Não é raro vermos jogadores medianos exigindo 400 a 500 mil reais, e jogadores recém promovidos ao profissional querendo receber salários de mais de 80 mil. Como montar um time tentando fazer esse equilíbrio entre austeridade fiscal e competitividade?

    Aí é que está o pulo do gato. O Cruzeiro montou um time bicampeão brasileiro, depois de se desfazer de quase todo o elenco de 2012 (que lutou contra o rebaixamento). Trouxe diversos jogadores e na sua grande maioria apostas. Imagine você, caro torcedor rubro-negro, que se anunciassem um pacote no início do ano de 2013 com: Egídio (esse conhecemos bem), Nilton (estava no Vasco e nem titular absoluto era), Ricardo Goulart (andou frequentando a reserva do Internacional), Everton Ribeiro (estava no Coritiba e não teve chances no Corinthians) e um técnico que não conseguiu trabalhar no Vasco e duas vezes vice campeão da Copa do Brasil?

    A realidade é que não somos apadrinhados por milionários árabes e nenhum mecenas excêntrico. Desta forma, temos que ter em mente que a nossa realidade é outra e temos que ter criatividade para montar um elenco competitivo e barato. Além de contar com uma dose de sorte para fazer alguns achados no garimpo de jogadores desconhecidos.

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