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Mais do que torcer

O ano começa e é preciso estar atento à novas demandas

Por em janeiro 13, 2015

Por André Pinto e Marcella Mello

O início de uma nova temporada no futebol Rubro-Negro é sempre o momento de se falar em planejamento e especulações que incluem dispensas e novas aquisições. Diferente de um passado cada vez mais distante, onde isso significava condicionar desde o início de cada ano o futuro do Clube, agora tudo se dá dentro de uma política de austeridade, seriedade e profissionalismo que se consolida há dois anos e estrutura um outro Flamengo. Não obstante, há sempre processos que precisam ser observados e ajustados de olho em novas demandas que se formam a partir da própria transformação em andamento.

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Este outro Flamengo apresenta uma mudança profunda, sobretudo quando observado o positivo achatamento da pirâmide decisória. Os tempos de gestão vertical que o velho adversário da colina faz ressurgir das catacumbas, ficou para trás. Os processos agora se dão de forma horizontal, numa rede de compartilhamento de decisões e responsabilidades. Uma transformação que faz do Mais Querido um pioneiro neste conceito na atmosfera do futebol. De forma bastante significativa, esta mudança se reflete também no comportamento daquele que é o sentido da existência do Clube: o Torcedor.

Observando esse sistema, o rubro-negro apaixonado entendeu a necessidade de reinventar seu modo de participar, agregando algo a mais ao ato de torcer. Mais do que a presença nos estádios, ou na frente da TV, o torcedor optou por se tornar parte integrante desse movimento. Tal decisão resulta em ações que os colocam também como parte deste novo modelo de gestão e para além do consumo dos variados produtos vinculados, inclusive os títulos de Sócio (Torcedor, Contribuinte, Proprietário e etc), o que se vê, cada vez com mais freqüência, são ideias, projetos e soluções criativas que surgem de fora para dentro, através do torcedor que procura ir além do seu papel, tornando-se parceiro efetivo da mudança.

oie_MDRCuj5zavk8O engajamento apaixonado é algo muito importante e não pode ser, de forma alguma, negligenciado. Por isso é mandatório que o clube atenta às suas capacidades de adaptação no sentido de aproveitar esta nova demanda de participação de forma positiva, acolhendo da melhor forma possível as contribuições que vão surgindo. Por isso, é preciso rememorar que quando o torcedor vai além de seu papel, cria expectativas que surgem motivadas pela paixão incondicional que possuem pelo Rubro-Negro, e o desejo de ser parte do mesmo se dá num patamar diferente daquele que rege negócios banais e ordinários.

A inabilidade para gerir tais esses processos, coloca por terra mais do que simples possibilidades ou oportunidades. Atingem sonhos e expectativas daqueles que são permanentemente parceiros, consumidores e maior patrimônio do próprio clube. Por isso, é preciso estar atento no ano que se inicia à essas novas procuras de participação que se consolidam. Com isso, cabe a todas as áreas da gestão do Flamengo se preparar para lidar com esse novo papel do torcedor que, ao fim e ao cabo, é fomentado pelo próprio modelo de gestão que se desenvolve com sucesso dentro do Mais Querido.

Integrar esforços com objetivo de contribuir para o crescimento e o fortalecimento do clube é um caminho virtuoso disponível à gestão que vem se solidificando positivamente. Por isso, mais do que fomentar, é preciso estar preparado e apto para abrir as portas à contribuição apaixonada. Para ouvir e absorver o que a nova demanda de participação do torcedor impõe, sempre com a habilidade que só os grandes craques possuem. Esta é uma fórmula que pode contribuir de forma definitiva para que o Flamengo se torne a potência que poucos poderão alcançar.

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