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    Categorias de base: força x habilidade

    Por em janeiro 15, 2015

    Há muito se espera pela formação de um novo craque e ídolo no Flamengo. Depois da nossa geração de ouro, poucos jogadores vingaram com o Manto Sagrado no time profissional. Qual seria o motivo para tamanha lacuna deixada pela nossa base? E o nosso lema “Craque o Flamengo faz em casa”? Além do já exposto em outra crônica, a qualidade técnica atual deixa a desejar.

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    A preferência pelos jogadores maiores e mais fortes em detrimento aos habilidosos, porém menores, é um dos grandes males. Os meninos vão sendo trabalhados com a consciência de que mais vale o futebol da força física, do contato e de resultado, do que a habilidade em jogar futebol propriamente dita.

    No Flamengo tivemos casos recentes que ilustram essa tese. Nélio, o famoso jogador que nunca chegou a vingar nos profissionais de nenhum clube. Célio Júnior e Erick Flores também foram vítimas dessa política. Inegavelmente perderam espaço com o passar dos anos e com o equilíbrio físico, ou seja, as estaturas foram se equilibrando e prevalecendo a força física. Quantas histórias vimos nos últimos tempos de artilheiros nas divisões de base que quando chegam aos profissionais nem sequer entraram em campo?

    oie_sVnFEI8ps9IIAtualmente, para obter sucesso no futebol, o jogador deve aliar quatro características: habilidade, força física, inteligência e disposição (a tão decantada garra). Obviamente que se juntarmos todas essas características em um mesmo jogador, chegamos nos craques, os extra séries que são capazes de decidir jogos e títulos. Contudo, se alguma dessas características não estiver presente, começa o problema.

    Nos jogadores atuais, o que mais pesa é a força física e a disposição. Vemos vários jogadores que não são tão habilidosos com a bola no pé, mas que passam a ser útil pela garra e pelo preparo físico. Porém, caso falte a força física e disposição, fatalmente não veremos um jogador de sucesso nos profissionais. Podem até chegar a jogar no time principal, mas sempre no papel de jogador vagalume. Esta tese pode ser comprovada nos últimos jogadores formados na base, que até possuem certa habilidade, entretanto, se acham craques e se entregam à apatia, deixando se levar pela mediocridade.

    Sei que soa como utopia e até mesmo devaneio, porém, as divisões de base deveriam passar a quebrar esse paradigma e voltar a apostar na habilidade. Deste modo, poderíamos ver novamente novos craques despontando com a mesma velocidade que formávamos no passado.

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