Aconteceu um pouco de tudo

Quem diria que tanta coisa poderia acontecer apenas na primeira rodada do campeonato carioca. Depois de uma pré-temporada boa e animadora, era de se esperar uma partida tranquila contra o Macaé. Entretanto, como se já não fosse suficiente toda a confusão que está acontecendo fora dos gramados, envolvendo clubes e a FERJ, o jogo no Moacyrzão trouxe ainda mais elementos para conturbar esse início de ano.

Assim que liguei a televisão, já me deparei com o depoimento do Ricardo Berna relatando uma invasão de vestiário, na qual o goleiro havia ainda sido agredido e saído com um corte no queixo. Essa história está tão confusa até agora, que tem gente dizendo que foram 100 pessoas, e outros dizendo que foram 10. Porém o fato é que a infeliz situação se estendeu por toda a partida, contando inclusive com a presença do nosso presidente na cabine de transmissão durante o intervalo.

oie_CJZrDFRBbHbJ

Com a bola rolando o cenário conturbado também não deu muita trégua. Ainda na primeira etapa, aos 42 minutos, o Flamengo sofreu seu primeiro gol na temporada. Mais precisamente falando, o autor foi o Pipico, ex-jogador do Vice. Já sendo ruim o bastante, o gol saiu após uma nova escorregada braba do zagueiro Samir. Sorte do Léo Moura que, apesar de ter substituído por lesão, não estava em campo. Afinal, seria outro que, por conta da pressão, acabaria levando também um pouco da culpa na jogada.

O que mais incomoda é que novamente o time jogou bem, podendo ter vencido muito facilmente o mais novo integrante da Série B do Brasileirão. O problema é que permanecemos com uma ineficiência crônica de finalização, ou pior, já adiantando a linha do tempo, em alguns momentos nem sequer chutamos, como foi no final do jogo onde poderíamos ter virado o placar.

oie_ZKWRn7TJdJQJ(1)

Mas aí o segundo tempo começou, e o Flamengo conseguiu manter a pressão que ocasionou o empate em um cruzamento perfeito do Wallace pro Alecsandro, que nesse momento nem sabia que se tornaria o protagonista da noite.

Aos 27 minutos, aumentando os nervos gerais, Paulo Victor se choca com o Aloísio, fica desnorteado e começa a sangrar bastante. Mas o Luxemburgo já havia feito as três substituições e o melhor goleiro do Brasil não tinha mais qualquer possibilidade de continuar em campo.

Sendo assim, o Alecgol fez jus ao apelido, pegou a camisa do César, as luvas do Paulo Victor e foi pro gol. Calma aí então… o cara fez o gol rubro-negro na partida, depois virou goleiro e não levou nenhum? Aguenta essa, Rogério Ceni!

622_b656d8a4-ef9c-31b4-8abe-c0b1cfe6010d

E assim, acontecendo um pouco de tudo, se iniciou o campeonato carioca que marca os 450 anos do Rio de Janeiro, com direito ao logo devidamente estampado na placa publicitária na lateral do gramado do estádio Cláudio Moacyr.

 

Leave a Reply

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.