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    Foi dada a largada sobre o tema ‘política no Flamengo’

    Por em abril 15, 2015

    Para quem achava que ‘Dilma x Aécio’ era algo problemático, aposto que nunca participou de uma eleição do Flamengo, até porque posso afirmar que pelo menos até 2009 o torcedor limitava-se às arquibancadas. No máximo, uns pitacos aqui ou acolá.

    Ao longo de pelos menos 20 anos de história rubro-negr, a uma coisa é fato: os cartolas possuíam divergências de interesses, mas tinham em comum a preocupação em manter os demais setores do Clube de Regatas do Flamengo  excluídos das decisões dos mandatários. E para hoje compreender o funcionamento do comando desta instituição, precisamos perceber que o grupo dominante no Mais Querido sempre foi a Aristocracia.

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    Obviamente, o poder se encontrava nas mãos daqueles que convenciam uma minoria, já que JAMAIS na história deste clube se houve um movimento para angariar novos sócios votantes, até porque sempre foi mais fácil convencer tais minorias. A realidade histórica foi o fato determinante. Pense comigo: a maior torcida do Brasil é formada por não sócios (muitos sequer devem ter na vida passado pela porta da Gávea) e tinham por maior preocupação a paixão arraigada, que era atendida com ingressos baratos, gols, ídolos e títulos.

    A partir do momento em que o torcedor, seja lá porque que motivo, politizava-se, imediatamente as práticas de relações de trabalho passaram a ser o trunfo. Os dominantes transformaram estes novos torcedores em eleitores integrantes de seus “feudos”. Ouso dizer que vivemos a era do voto de cabresto, com estruturas socioeconômicas onde todo mundo saia ganhando. Uns mais, e outros que apenas se contentavam com a vitória de seu candidato.

    Era a politica da troca de favores. Ah, mas isso estamos falando de coisa antiga, assim espero. Não consigo conceber em pleno 2015 vivenciar tais feudos. A prática de distribuição de benesses na era da frase da moda que diz: Nada do Flamengo. Tudo pelo Flamengo.

    Cabe encaixar nessa crônica, quando minha cantora preferida me manda mensagem dizendo: ‘querida, gostaria de enviar ingressos de um show que farei e sua presença me faria feliz’, e imediatamente ela tem minha resposta: ‘lá estarei, PAGANDO o valor do ingresso, que é o preço da sua atividade, e como fã, faço questão de valorizar cada suor oriundo de seu trabalho’.

    Não deixem o senso critico morrer. Não calem aqueles que apontam erros, pois a única forma de fazer com que isto não ocorra é manter os temas vivos. Trata-se de reforçar que o que se expõe são opiniões para debate, e não, verdades absolutas. Devemos reconhecer que o trabalho feito tem mil qualidades, mas ainda há que se melhorar, e muito!

    Por este motivo que aponto que ainda se faz necessária a mudança. Entender onde errou, ao invés de apontar erros passados. Olhar para dentro e ver onde ainda falta uma reflexão. Você, leitor; sua função é bem mais nobre: representa o torcedor (votante ou não, Socio-Torcedor ou não) perante a quem ocupar a cadeira no poder, e deve impedir que as ações que advenha deste ou daquele que ocupar tal cadeira seja autoritária. O Flamengo não aconteceu outro dia. O Flamengo é patrimônio, é história, é parte de cada um que carrega dentro da alma o orgulho de ter nascido predestinado a fazer parte de tudo isso.

    Reflita. Apenas reflita. Não permita que a descrença nesta instituição volte a existir. Eu, humildemente, não vou permitir. Não tenho qualquer intenção de esgotar temas, mas propor caminhos, estimular debates, fazer com que sugestões sejam de fato ouvidas e postas em prática, para uma transformação definitiva como a Nação Rubro-Negra espera e merece.

    #MordaçaNão #OuçamSeustorcedores #TorcedorOMaiorStaffNãoRemunerado #CabeçasPensantes

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