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‘Vantagem’ do empate, erros do Flamengo e arbitragem

Por em abril 20, 2015

Toda derrota é incômoda e devido as circunstâncias do confronto, de se tratar de um clássico e semifinal de campeonato, esse sentimento fica ainda pior. Mas o que eu considerei mais chato nessa situação que culminou na nossa eliminação foi o fato de que o Flamengo jogou, até onde pôde (ou seja, até sofrer o gol), baseado na vantagem do empate.

anderson pico flamengo vascoAinda que o Christiano tenha se inspirado no lance do Jonas e descontado nas costas do Anderson Pico, tenha existido um possível pênalti não marcado para o Flamengo e outro duvidoso (e parecido) que acabou sendo marcado para o Vasco, em que o cobrador deveria ter sido expulso após o gol por ter subido as escadas para comemorar com a torcida, não acho válido colocar toda a culpa nesses fatos.

A “vantagem” funciona dessa maneira até onde você souber lidar com ela. Caso contrário, ela muda de lado no campo sem que você perceba, e quando percebe, pode ser que já seja tarde demais. E foi o que aconteceu. Tá, apesar de definitivamente não concordar com esse comportamento de se apoiar na tal vantagem, se o Flamengo podia jogar pelo empate, teoricamente nada além do mérito do adversário poderia ser responsável por mudar o cenário, mas é o tipo de coisa que acontece, então… fazer o que?

O que acaba criando toda essa discussão cansativa é um quesito básico: critério. Toda essa análise de situações de jogo é bem subjetiva, então pela grande similaridade entres os lances, se o árbitro, na opinião dele, considerou pênalti do Wallace, também automaticamente, na minha opinião, deveria considerar que houve pênalti no Pará. É simples, basta manter o mesmo critério/parâmetro utilizado.

Com tudo isso, a arbitragem contribuiu bastante sim para a derrota, porém o Flamengo também não estava com a postura mais vencedora do mundo, e nos momentos em que resolveu acordar (de leve) pra partida, o Martin Silva, pro nosso azar, deu uma de Paulo Victor e fechou o gol. E assim, com uma baita dor de cabeça o Campeonato Carioca enfim terá a “final perfeita” sob ponto de vista da Federação.

Um momento que define e ilustra de certa forma o time em campo, é que se o Márcio Araújo, por exemplo, não tivesse errado um passe aparentemente tranquilo daquele em um dos piores lugares possíveis, nada disso teria acontecido.

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A partir de hoje a competição estadual vira passado, e a única preocupação que fica é a estagnação (com leves sinais de declínio) para a crescente que o Flamengo vinha construindo no início da temporada. Não digo isso só porque perdemos, até porque o jogo mostra que mesmo sem jogar bem poderíamos tranquilamente ter chegado à final, mas sim porque nas últimas partidas o time não conseguiu impor o padrão que vinha agradando e principalmente funcionando.

Tudo bem que tivemos desfalques importantes e com isso mudanças forçadas precisaram ser feitas nesse período. De qualquer forma, ainda assim é para se analisar bastante já que a qualidade do elenco como um todo é justamente um dos principais atributos que definem o sucesso de um time tanto no Brasileirão quanto na Copa do Brasil.

Por falar em Copa do Brasil, sem ressaca e/ou descanso pois quarta-feira a saga continua. Se uma estrada chegou ao fim, temos ainda dois longos caminhos extremamente difíceis para percorrer.

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