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Entre sonhos e devaneios, as expectativas do Flamengo para o Brasileirão

Por em abril 30, 2015

Com o começo da intertemporada cai por terra uma das maiores criticas da torcida do Flamengo ao treinador Luxemburgo. O grande desagrado da maioria da Nação era pela insistência na escalação de 03 volantes, mesmo contra times ditos como “pequenos”. Felizmente a expectativa sobre a qual era o pensamento do “treinero” não durou muito, no primeiro treino da intertemporada, o “professor” já mostrou o que pensa do time. E pensa mais ou menos o que eu defendia, só não conseguiu manter esse esquema de jogo, pois, o número de contusões foi absurdo. Volto afirmar, esse grande número de jogadores no estaleiro ainda não foi explicado, alguém tem que se manifestar, em que pese o preparador físico Antônio Mello ter tomado para si essa responsabilidade.

comemoracao_jonas_alexandre_cassiano_agencia_o_globo2Mas, vamos lá… A primeira medida do Luxa foi barrar o “incansável” Márcio Araujo e voltar ao bom e velho 4-3-3, com dois volantes, sabendo que os 4 zagueiros, são mais ou menos os mesmos, com a mudança ou não de Bressan por Samir, e ainda podendo ter a variação com entrada do Armero, e da ida (ou não), do Pico para a lateral direita.

Vamos ao meio campo que é o que interessa.

O meio ao que parece vai ser montado com dois volantes, sendo Jonas o “cão de guarda” e Canteros o da saída de bola, com Arthur Maia fazendo a armação do jogo. Esse para mim é o pior setor do Flamengo. O Jonas na minha concepção é muito garoto, precisamos ali de um “xerifão”. Cacéres é muito lento e Márcio Araújo é melhor como segundo ou terceiro homem. Eu se tivesse todo dinheiro do mundo iria atrás do Felipe Melo, pois, além de exercer bem essa função, seria um líder dentro de campo, principalmente para a garotada. Duvido alguém fazer corpo mole ou dar “migué” ao lado do Pitbull.

Canteros hoje é o cara do meio campo. Consegue cadenciar bem o jogo, tirando o time da correria desenfreada do restante do elenco. Dita o ritmo e vira o jogo quando é necessário, mas mesmo assim não é um armador. Dito isso, agora vem nossa maior dor de cabeça. O nosso armador é o Arthur Maia, que no Flamengo está na função de camisa 10. Pelos jogos que pude observar ele não é aquele “10” autêntico. Corre muito com a bola e não arma a equipe. Esse é o nosso grande problema. Além de não ser o armador que precisamos, ainda falta “cancha” para ele, que ainda é garoto e num campeonato extenso como o Brasileiro, provavelmente vai sentir a pressão. Sendo assim, essa é a posição mais carente do elenco. Não temos um jogador, para armar esse time, para segurar a bola e para colocar os atacantes na cara do gol.

oie_r9aI3d9Wxnx9 Flamengo x Atlético-MG Canteros

Precisamos urgente dessa peça, e principalmente de um jogador que imponha respeito e tome para si as rédeas da partida. Dos nomes que estão sendo ventilados, Macuello, Alex, Diego e Ganso, na minha lista de prioridades seria Diego ou Alex. Macuello não conheço, não posso dizer nada, e o Ganso, na minha opinião, seria queimado com 15 minutos de jogo, pois não tem a disposição que a Nação cobra de cada um que enverga o Manto Sagrado.

Acabando com a dissertação sobre nossa maior dor de cabeça, vamos à nossa maior qualidade, a velocidade do trio de ataque, Everton, Cirino e Paulinho (ou Gabriel). É um ataque de uma rapidez incrível, e tendo alguém para colocar eles na cara do gol seria sinônimo de um contra ataque poderosíssimo. Contudo, ainda falta algo. Nenhum dos três é capaz de meter medo em zagueiro. Apesar de habilidosos e fatais, ainda não impõe temor aos adversários. E na minha cabeça esse é um fator que conta. Acho que precisamos de um 9, ou alguém para executar o “falso 9” que meta medo no adversário, que a torcida levante quando pegue na bola, alguém que dê frisson.

O atacante do Santos Robinho comemora um gol contra o time equatoriano LDU em partida da Copa LibertadoresParece que a situação de Pato e Robinho estão sendo avaliadas, mas, nesse caso, eu nem pensaria duas vezes e iria no Robson. Apesar de algumas restrições, acho que é um dos poucos que vai conseguir fazer a função e manter a velocidade do ataque. O Pato até seria uma opção, mas, se quisesse algo com a bola. Ao que parece, desgostou cedo.

Vale ressaltar que os nomes que especulei são os que estamos vendo na mídia todos os dias. Felizmente a prospecção desses nomes não é função minha. É do Rodrigo Caetano, Comissão Técnica e Diretoria. Eu posso apenas sonhar, e sonhando, meu time ideal para o Brasileirão seria: Paulo Victor, Pará (Pico), Wallace, Samir (Bressan), Armero, Felipe Melo, Canteros, Diego, Everton, Cirino e Robinho.

Lembrando, esse é meu sonho. Quem vier será bem vindo, e mesmo se não vier ninguém, “vestiu Rubro-Negro, não tem pra ninguém”.

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